Google+

segunda-feira, 10 de março de 2014

memórias

    A maior parte dos dias das nossas vidas são tão ordinários que dificilmente atribuímos a eles um lugar cativo na nossa memória. Imagino que se fôssemos escrever um livro de memórias, incluiríamos 2% dos dias vividos, em que realmente lembramos alguma coisa. 
    Porém, neste contexto, algumas experiências são tão marcantes que mesmo depois muitas décadas, ainda conseguimos lembrar traços de um acontecimento. No meu caso, quase duas décadas depois, ainda tenho vagos borrões de lembranças que considero minhas primeiras experiências homoeróticas. A primeira e mais antiga aconteceu em uma locadora de vídeo. 
    Na época eu tinha de 4 a 5 anos e gostava de ir com meu pai escolher filmes, mesmo que quase sempre eu acabava escolhendo algum filme dos Cavaleiros do Zodíaco, e mesmo que o já tivesse assistido. No tempo em que meu pai terminava a sua escolha, eu vagava pela locadora, e um dia acabei terminando na área de videos pornô. Um vídeo que acabou sendo objeto da minha admiração por um tempo maior mostrava uma mulher com um grande número de machos ao redor, no que parecia ser um filme do estilogangbang
    Fiquei contemplando todas aquelas pirocas na capa do vídeo e naquele momento estava em êxtase com o tanto de sensações novas, pois era a primeira vez que eu estava vendo um pau adulto duro. Aquela imagem nunca mais me saiu da cabeça, e imagino que ainda hoje eu conseguiria desenhar o que vi naquela capa. 
    A próxima experiência (que eu me lembro) aconteceu quando assisti, na sessão da tarde, ao filme lagoa azul. Lembro de uma cena que o rapazinho desce uma cachoeira nu, e nesta cena é possível ver seu pênis. Por algum motivo a Globo não cortou a cena na época e acabei vendo. Desde então, sempre que a lagoa azul passava de novo na sessão da tarde, eu fazia questão de ver, mas para minha decepção, esta cena já era cortada. 
    Não sei dizer se estas experiências eram acompanhadas de excitação sexual, pois a lembrança que tenho era de curiosidade, majoritariamente. Queria ver detalhes daquele órgão, que mesmo externo, é tão coberto por panos e tabus. Talvez todo o tabu e tensão em torno do órgão causou a minha curiosidade, que pode ter se tornado uma obsessão. 
    Quanto à curiosidade pelo sexo oposto, na mesma época, ela era apenas por seios. Porém, esta curiosidade pelos seios nunca se mostrou nenhum pouco tão intensa quando comparada com o corpo masculino. 
        Não tenho a pretensão de fazer conclusões para o meu comportamento homossexual presente baseado na minha curiosidade infantil, mas algumas proposições podem ser interessantes. Primeiramente, será que a exposição ao corpo masculino numa idade muito nova pode ter tido alguma relação com o meu comportamento sexual homossexual como adulto, ou isso aconteceria de qualquer maneira? Será que esta curiosidade em pouca idade sobre o corpo e órgão masculino são comuns entre gays, ou crianças em geral? Pode-se fazer um milhão de perguntas sobre o mesmo assunto para adultos heterossexuais, mas imagino que mesmo com todas as respostas ainda teríamos um resultado inconclusivo sobre o assunto.
    Enfim. A título de conversa, querido e respeitoso participante deste blog, qual a primeira experiência homoerótica de que te recordas?
Um grande abç,
N.B.

22 comentários:

  1. Moço, posso te assegurar: eu também já tive essa "obsessão"!
    É normal, acho que já ocorreu com boa parte dos gays na infância.

    É realmente quase uma obsessão mesmo, eu me lembro,eu tinha uma curiosidade grande em ver o os pênis do outros amiguinhos e nos filmes também. rsrs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também imagino que seja comum isto acontecer com gays.
      Agora que você citou, na mesma época dessa minha curiosidade, eu lembro de não ter curiosidade pelo pênis dos coleguinhas. Era natural para mim, acho que apenas os adultos me interessavam.
      abç!

      Excluir
    2. Fase fálica (dos 3 aos 5 anos de vida)
      Zona erógena são os genitais
      Instâncias: id, ego e superego
      Conflito: Conflito de Édipo-Electra
      Pela primeira vez, em "A Organização Genital Infantil" (1923), Freud define a fase fálica (3-5 anos de idade), subsequente às fases oral e anal, que são organizações pré-genitais. Essa fase corresponde à unificação das pulsões parciais sob a primazia dos órgãos genitais, sendo uma organização da sexualidade muito próxima àquela do adulto (fase genital). Nos Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905), Freud compara as fases fálica e genital: "Essa fase, que merece já o nome de genital, onde se encontra um objeto sexual e uma certa convergência das tendências sexuais sobre esse objeto, mas que se diferencia num ponto essencial da organização definitiva por ocasião da maturidade sexual: com efeito, ela apenas conhece uma única espécie de órgão genital, o órgao masculino… Segundo Abraham [1924], seu protótipo biológico é a disposição genital indiferenciada do embrião, idêntica para ambos os sexos." [SE, VII, CDROM] Assim, Freud postula que meninos e meninas, na fase fálica, estão preocupados com as polaridades fálico e castrado e acredita que as crianças não têm nenhum conhecimento da vagina nesse período.

      Excluir
    3. O que você levantou sobre o desenvolvimento psicossexual é uma da áreas que tenho profundo interesse. Inclusive já havia citado levianamente num texto passado sobre "abuso", mas o duopolo fálico/castrado me é novo. Isto abre uma vertente muito curiosa sobre o interesse em genitais quando crianças de adultos que se comportam majoritariamente como heterossexuais, uma vez que lhes é desconhecida a vagina.
      Tipo meu, tipo nossa. Muito obrigado pelas infos!!!
      grande abç =)

      Excluir
  2. Acho que isto não influencia quanto a criança ser gay ou não. Mas quanto a ser afeminado ou mais "homenzinho" ou ter uma predileção por ser passivo ou ativo... quem sabe?

    O primeiro filme que vi se chamava "Bundas Douradas" ou alguma coisa que remetesse a bunda e na capa tinha dois loiros bundudos e com GLITER DOURADO em suas buzanfas. True story.

    Também lembro de um stripper num programa da Monique Evans em que ela tentava tirar a cueca branca do cara e deixava metade de sua bunda a mostra. Até hoje tenho tara em cuecas brancas e as vezes os prefiro com elas do que sem.

    VALENDO GRATIDÃO ETERNA:
    Alguém lembra de um filme que passava no SBT... a história era de um concurso de líderes de torcida que tiveram o uniforme machado na véspera do evento. Elas eram treinadas por um professor que tomava banho de cueca num galpão e ficava dançando e passando sua bunda nas frestas para que as meninas "punheteiras" vissem. Isto na Sessão da Tarde, em plena hora do cafezinho com pão de queijo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade, falando em cuecas brancas as vezes também acho mais excitante com do que sem. O mistério e a curiosidade tem um papel pesado no tesão =p
      Olha, não arrisco a fazer afirmações sobre essas experiências terem influencia na posição sexual ou na expressão de gênero, assim como não sei se tem influência na sexualidade. Acho que é impossível saber.
      (não sei do filme)
      abç

      Excluir
  3. Rapaz...

    Eu acho que o que tiver que ser será... que eu me lembre, eu tinha certa curiosidade pelo corpo de outros meninos, lembro de espiar uma vez um amigo tomar banho...

    Legal que você tá postando de novo... te mandei um email esses dias não sei se você chegou a ver...

    Abração!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Latex!
      Vdd, o que tiver de ser, será, e o que não foi, não era pra ter sido. Fico dividido entre tomar isso como mote pra vida ou se é conformista demais =p
      Recebi o email sim, só que se misturou a outros de assunto semelhante na época e acabei esquecendo de responder haha
      abç!

      Excluir
  4. Lembro-me como hoje, da primeira escola que eu estudei. Eu tinha uns 4 anos, e na primeira semana de aula "me apaixonei" por um menino da minha sala, e quando minha mãe foi me buscar eu disse na frente de todo mundo "Mãe, aquele menino é meu namorado!". Não lembro da expressão dela, mas não deve ter sido das melhores.

    Sem contar, que durante minha infância eu sempre ficava sem jeito quando tinha algum homem bonito perto de mim. rsrs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ah, vc está no lucro pq eu fico sem jeito até hoje =p
      Minha primeira "paixão" de criança foi na 1a série, por um menino da 2a. Fazíamos educação física juntos. Mas era só uma espécie de admiração, pelo que me lembro.

      Excluir
  5. Acho que a primeira experiência desse tipo que tive foi quando vi o pau duro de um cara que estava tomando banho no vestiário da piscina do clube. Me lembro que quando saí do vestiário, eu disse para minha mãe que tinha um moço com um pipi enorme lá no banheiro e ela me disse que era feio ficar contando essas coisas pros outros.
    Também me lembro de ter assistido "Lagoa Azul" sem o corte e de depois assistir várias vezes, mas a cena não passava mais.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Esqueci de escrever que também acho que o que era pra ser é. Acho que tivemos essas experiências/lembranças justamente em razão da nossa orientação, mesmo que naquela época não houvesse nada sexual envolvido.

      P.S.: N.B., continue escrevendo, pois nós adoramos os seus textos

      Excluir
    2. Que cena engraçada (e talvez ilegal?) essa do vestiário paoskpaoksopa
      Só não curti a reação silenciadora da sua mãe (mas também não a culpo, todos estamos sujeitos a ceder aas pressões de tabus). É um perigo, pois imagina se fosse o caso de um abuso sexual, e a mãe ordenasse a discrição do filho, sem nem saber do que se trata.
      Enfim! Continuarei, sim =)
      grande abç!

      Excluir
  6. Me recordo do cine privê da band em que eu ficava acordado até altas horas e me excitava com pouco, afinal cortavam sempre a melhor parte!

    ResponderExcluir
  7. Horrível, mas a primeira vez foi no livro da 7ª série de biologia no capítulo que explicava o coito. Eu fazia maior força pra prestar atenção na mulher, mas só conseguia dar atenção para o pau do cara kkkkkkkk
    Além disso, qualquer homem bonito que aparecesse e eu ficava sem graça, pois eu sabia que se eu não me controlasse, eu ia ficar secando ele (hoje em dia, é fácil arranjar companhia assim).
    Por fim, também me aconteceu de ver um cara na academia de pau duro. Mas aí eu já tinha 16 e só me faltou um pouco de coragem, pq o cara queria hahaahhaha
    Não posso negar: o que tem que ser, vai ser e pronto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Interessante nota! Também ficava muito interessado em ver os penis do livro de biologia aposkapkspokopska

      Excluir
  8. Sou muito bom com recordações sobre minha vida e as mais tenras são de quando tinha 3 anos. Mas em relação a homossexualidade, a primeira lembrança advém dos 6 anos de idade, meu segundo ano na escola. Foi em 1996 quando passava o desenho X-men nas manhãs da Globo e eu amava ver o Wolverine e o Dente de Sabre em ação, principalmente quando eles se pegavam (lutando rs); naquela versão antiga do desenho o Dente de Sabre quase não tinha roupa e aparecia bem seu corpo torneado. No mesmo ano eu conheci o pai de um dos meus colegas de turma que ia muito mal nos estudos. A professora o chamou umas 2 ou 3 vezes no ano para conversar com ele e durante a conversa eu ficava por perto admirando-o, mas sem saber que aquilo era atração. Ele era loiro dos olhos verdes, bonito, gostoso e tinha um pastor alemão sempre junto com ele, nem parecia que era pai daquele garoto, até penso que ele era adotado. Depois aos 9, achava um outro colega bonito e numa aula um dia ficamos sem camiseta (ed. física) e ligeiramente passei a mão nas suas costas e gostei disso rs, ao passo que tive alguns momentos de atração por homens em filmes, mas quase nada. Aos 10 me apaixonei pela primeira vez por um menino de 8, o Diogo; gostava de olhar para ele sempre que o via, queria muito chegar perto dele e conversar, mas era muito tímido. Só consegui fazer isso rapidamente no fim do ano e uma única vez. Mudei de colégio e nunca mais o vi. Ah e quanto ao filme Atração Explosiva (passou na tv em 2000, nesse mesmo ano) quem é que não ficou excitado vendo o Wiliam Baldwin nu saindo do banho ou mostrando a bunda no vagão do trem kkkkkkkkkkkk

    Por fim, posso dizer que todos estes desejos dentro de nós é que nos condicionaram a termos a sensação de atração ao serem acionados pelo contato visual e não o contrário. Nunca tive contato com gays até o final da adolescência e nunca tive nenhuma referência homossexual na vida (como alegam os falsos moralistas por aí como sendo a razão para sermos assim). E como dica, digo para não falem dessas ocorrências do passado caso forem consultar o psicanalista, pois eles estão acostumados a dizer que são elas que o tornaram assim kkkkkkkkkkkk.

    ResponderExcluir
  9. Nossa, que pergunta complicada. Acho que eu não tenho uma lembrança homoerótica assim... Mas me lembro de uma casa em construção, próxima a minha... Um dia, brincando com todos os meus amigos, um deles e bem mais velho, sugeriu que chupássemos o pênis deu, só pra vermos como era e talz. Chupamos... Lembro também de ver o pênis do meu padrasto quando bem pequeno e ficar encantado com aquele órgão exposto... Duvido que isso tenha definido algo na minha sexualidade, pois minha mãe nua, eu vi desde sempre!

    Beijos, adoro o blog.

    ResponderExcluir
  10. Nunca tive curiosidade sobre o corpo masculino ou feminino durante a infância mais minha mãe costuma me contar que com dois anos a professora me via fazendo xixi sentado e gostava de ir com as meninas, sinceramente creio que isso não tem nada a ver com minha sexualidade. Tenho uma história não legal quando tinha 6 anos fui brincar em um carro abandonado por alguns minutos que ficava em frente de casa tinha alguns meninos de 15 anos amigos do meu primo um deles pediu que sentasse no colo dele que era coisa de homem então acabei me convencendo e sentei o outro falou para alguns garotos que ficaram surpresos a história acabou ali porém passei a infância fugindo dessas pessoas mesmo sem entender o motivo. Aos 12 anos comecei a sonhar com amigos do meu pai em certas posições não conseguia entender, um vizinho se apaixonou por mim só conseguir me tocar depois outro queria sexo também só conseguir me tocar depois só vim descobrir o que era homossexualidade na fase aborrecente sem nenhum contato com gays antes disso. Tive outras histórias porém coloquei as mais marcantes

    ResponderExcluir
  11. Minhas primeiras apaixonites eram por mulheres normal! Porém o interesse em penis de pessoas mais velhas, nos livros de bilogia, entre outros eram muito maiores!!!

    ResponderExcluir
  12. Eu não me lembro de nenhuma paixonite ou nenhuma atração por homens durante a minha infância.

    Na verdade, acho que a primeira vez que eu me senti alguma atração por homens foi quando eu já tinha 11 anos, e estava começando a puberdade. Eu lembro que na época eu fazia natação, e comecei a me interessar pelo corpo dos caras só de sunga, e pelo "volume" em suas sungas.

    ResponderExcluir
  13. Não me lembro de algo massivo que possa remeter ao fato de eu ser homossexual ou a primeira experiencia homoerótica, porque quando tento me lembrar de algo relacionado a isso, só me vem a mente as cenas de cuecas com os benditos volumes e essas coisas de criança + curiosidade.

    Apesar de que, algo que eu me lembro muito bem é de quando fui à uma festa junina, realizada pela escola da minha irmã, onde meu tio e eu fomos ao banheiro dessa, nele, o que me chamou atenção foram os "instrumentos" que os caras estavam segurando pra fazer suas necessidades fisiológicas e, depois dessa primeira experiencia só se via garotinho com vontade de fazer xixi a todo momento.

    A todo momento porque por mais que eu pudesse ver, era somente de relance, tinha medo de alguém perceber que eu estava olhando demais para um ponto fixo, mas não sei se isso tem a ver com medo natural dos homossexuais ou o normal, de criança, então estava a toda hora querendo ir pra ver se podia ver mais e melhor daquilo que descobri ser uma coisa linda, ah, o fato de eu começar dizendo que não me lembrava se essa lembrança era algo massivo é porque não consigo encaixa-la em algum espaço cronológico que se fixe como primeira experiencia do gênero.

    ResponderExcluir

#HTML10{background:#eee9dd ;}