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sábado, 5 de outubro de 2013

Platonisses recorrentes


"Past behaviour is the best predictor of future behaviour"

    Vi isso num filme, e me soa como uma daquelas verdades universais que ajudam muito a conhecer uma pessoa. Acho que estou começando a entender a dinâmica do amor platônico, e como isso se relaciona ao conceito de amizade. Dizia Aristóteles que "um amigo é uma única alma vivendo em dois corpos", o que sempre me serviu como uma boa definição para explicar esse conceito sobre os laços emocionais com outras pessoas. Pela definição do filósofo, este sentimento parece ser de uma intensidade desconsertante, e não tão banal como sinto que é divulgado e usado por nós. 
    É incrível como algumas pessoas chegam na sua vida assim, do nada, e de repente você se sente mais intensamente conectado a ela do que o que te liga aos teus amigos de muitos anos e de múltiplos interesses em comum. 

    Vou acrescentar que nestes casos também existe uma certa atração da minha parte pelos exemplares a quem me conecto tão fluidamente, e isto torna clara a existência de um certo amor platônico meu por eles. É engraçado como a evolução de uma amizade, nas suas definições tradicionais, para o amor platônico, pode ser apenas pela adição do desejo sexual à equação, pois é assim que sinto que ocorre comigo.

    A partir disto e da reciprocidade da intensidade do sentimento, alguém pode formular a hipótese de que o amor platônico é o que deveria ser chamado de a verdadeira amizade, baseando-se na premissa de que, quando este existe, as outras 'amizades' perdem o brilho e a prioridade na nossa vida.
    
    Outro motivo para se pensar que o amor platônico é a verdadeira amizade é o fato de que, mesmo que exista um desejo sexual envolvido na relação, não se pode agir sobre ele, pois caso se agisse, não seria nem amizade e nem amor platônico. A existência do desejo torna o interesse no amigo maior, traz insegurança e traz a vontade de querer agradar para se tornar também interessante ao outro. Traz também ansiedade e medos sobre os limites das conversas e dos toques (ah! os toques...), e ronda a cabeça incessantemente procurando sinais de que seu amor é correspondido. Este pensamento de que uma relação emocional tem que ser intensa para ser chamada de amizade está mais alinhado com a definição de Aristóteles, e o desejo sexual (e somente ele?) causa essa intensidade. 

    Isto pode explicar a existência dos brothers (grupo de amigos geralmente muito bonitos e que adoram divulgar e comentar sobre a intensidade das suas amizades nas redes sociais) pela possibilidade de existir amor platônico de um pelo outro.

    Por outro lado, baseando-se nesta hipótese, alguém pode levantar outra hipótese dizendo que não existe a verdadeira amizade sem o devido desejo sexual. Bom, talvez seja assim, talvez não, e esta era a conjectura que eu queria chegar como tópico deste texto. O que vocês acham?

    Pergunto isso porque, como sugere a frase que pus no começo do texto, estou vivendo amores platônicos novamente (e dessa vez no plural), e também porque eu tenho a mania de tomar minhas experiências como verdades universais. As minhas amizades mais intensas geralmente vem atreladas a um certo desejo pelo rapaz em questão, em contraste com as minhas outras amizades onde não existe desejo. Mesmo que exista uma infinidade de interesses em comum e convergência de humor, quando não existe desejo essas amizades me parecem um tanto sem sal, como se perdessem prioridade quando uma amizade platônica entra em cena. Não é muito honroso dizer isto, eu sei, mas é só comigo que acontece? Ou é um reflexo da minha terrível característica de objetificar as pessoas, priorizando quem serve unicamente aos meus anseios, e dispensando quem eu não posso sugar algo de meu interesse? Ou, na raiz da questão, existe amizade completamente desinteressada? Além disso, existe amizade entre homem e mulher estritamente heterossexuais?

    Talvez esta última questão seja óbvia para muitos, e nem mereça tanta atenção assim. Tantas questões existenciais me parecem óbvias, e tantas outras simples como esta, me parecem tão misteriosas... 

    Porém, destoando do que imagino que seja o pensamento mais comum, uma amizade nestas condições enfrentaria empecilhos baseados em questões morais e em convenções não escritas. Aos olhos de quem vê a amizade por fora, é fácil imaginar o tanto de rumores que rondariam a sexualidade do rapaz, ou a pureza da moça por manter um parceiro potencial sem compromisso, o que pode trazer desconforto ao casal de amigos. 

    Eu me estressava muito quando tinha amizade com mulheres. A minha parte medieval e machista sempre ficava alerta por ter que defender sua honra, eventualmente, quando saíamos a dois. Vou generalizar aqui, e dizer que mulher caça muita confusão, pois por algum motivo, imagino que elas se sentem intocáveis a algum tipo de repreensão mais intensa ou física, pois por estarem acompanhadas de um homem, ela espera que este venha a defender sua honra e amenizar seus problemas quando a coisa aperta. Ou talvez eu tenha essa impressão pois tive amigas machistas, majoritariamente. Ela bota a cara, mas quem leva o tapa é o cara, e sair com uma mulher me deixa tenso, estressado, de mau humor. É uma excentricidade minha que descobri bem recentemente, e que pode explicar o motivo de eu ter quase nenhuma amiga.
    _Atenha-se ao tópico, N.B.

    Enfim!

    Vocês acham plausível a ideia de se considerar o amor platônico como a verdadeira amizade? Ou que a amizade é mais intensa quando se existe interesse sexual, e que isso pode subjugar outras amizades que demonstrem maior convergência de interesses? Ou não tem nada a ver e eu sou uma puta sem coração e sem ética por propôr isso?
Bom final de semana a todos!
Um grande abç, 
N.B.

15 comentários:

  1. Olha, eu tenho inúmeros amigos que não desejo sexualmente, na verdade acho muito, muito estranho essa sua afirmação de que se não existe desejo suas amizades são sem graça. A mim, parece, que tem algo muito errado nisso...

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  2. acho que esse desejo vai depender da origem da amizade. não consigo me imaginar desejando meus amigos de infância, ou meus melhores amigos que passaram quase que toda adoslecencia comigo. Confesso que as vezes acabo imaginando que se um deles fosse gay e se rolasse alguma coisa, talvez daria certo, já que a amizade é tão boa, mas rapidamente esse pensamento se desfaz, porque não consigo chegar a nada sexual com eles. alguns são como irmãos, sabe.. chega a ser nojento.

    Enfim, descobri seu blog hoje e fiquei encantado. Nunca imaginei um blog desses no "mundo gay"e ainda mais vindo de BH. Tentei ler tudo para tentar descobrir mais informações, porque certamente é um tipo de pessoa com quem gostaria de manter contato.
    Parabéns pelo trabalho e continue assim!

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  3. Eu "classifico" minhas amizades em:
    - amizades com caras que não desejo
    - amizades com mulheres
    - amizades com caras que desejo

    Nas duas primeiras percebo uma entrega maior por parte deles e que acabo não correspondendo à altura. É como que me desse uma preguiça em me esforçar para dar no mínimo o que recebi. Já com caras que desejo é o contrário. Eles dão 50% e sempre recebem de mim 110%.

    Acho isto parecido com o que acontece com alguns caras héteros. Muitos não conseguem ter uma relação de amizade com uma mulher sem pensar em ter relações sexuais com ela. Pode ser que tenha a ver com assuntos inacabados (ver Gasparzinho, O Filme).

    Assim, acredito que um ser que tenha encontrado sua "alma gêmea" ou esteja satisfeito com sua condição não é tão puta, antiético e sem coração como nós. Caso seja: V-A-D-I-A! Você merece uma surra de pica nesta tua cara, sua cadela safada!

    Perdão pelo palavreado, senhores.

    P.S.: Parabéns pelo excelente blog. Quero foder o autor, digo, quero poder continuar lendo os textos do autor, por isso me inscrevi no RSS do blog para acompanhar sempre cada novo post.

    Abraços,
    Anonimo em Anonimato

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  4. Acho que sempre sou bastante conservador no que escrevo, mas vou deixar aqui minha opinião sobre o assunto.

    Creio que nós, seres ambulantes desse "mundão véio sem portera" temos uma grande facilidade em confundir as coisas. Quero dizer, queremos maçã, mas só tem pera. A vontade de ter maçã cresce tanto que de uma hora pra outra fazemos da pera uma maçã. Mas somente pelas vistas, porque o paladar sempre será de uma pera.

    O que quero dizer: talvez seja pelo tesão em excesso, e talvez até pelas consequências do excesso de ansiedade, o fato é que pode ser somente uma falta (ou grande necessidade) de orgasmo tudo isso. E não se sinta ofendido pelo que digo porque se isto for verdade, melhor procurar ajuda o quanto antes.

    E de uma forma geral, seguindo a ideia da comparação, quanto mais caminho pelas trilhas da vida, mais vejo pessoas confundindo paixão com amor. Fato que tudo isto é baseado nos meus conceitos, que dizem que a primeira é finita enquanto a outra é eterna e, portanto, a curto prazo é extremamente fácil que a confusão se faça. Mas se querem um conselho: só na segunda é que poderemos nos sentir bem consigo mesmo (e com o parceiro também).

    Só viajei mais um pouco, mas tá aqui meu comentário. Abraço galera!

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  5. Adorei o texto. Na verdade, acho duas coisas:

    1. concordo que acontece e sou partidário de freud e, em uma análise mais rápida e grosseira, tudo se volta a sexo, no fim das contas. Em graus mais elevados ou não... é isso.
    2. tu é uma puta sem coração e sem ética. mas assim... #aceita e seji feliz. a vida é muito boa e pessoas que surgem do nada deixam marcas importantes, pela experiência que eu tenho. nós é que viemos de um histórico de que devemos nos sentir culpados por aquilo que nos faz bem. Só isso. Vejo as pessoas que surgiram do nada na minha vida e abro apenas sorrisos. Fora a atração sexual. hahahaha

    Abraçosssss, En, bi (NB em ingreis, se nao ficou claro)

    Moral da história:

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  6. Desculpe, não ser o tema do texto este meu comentário.
    Mas, já não bastasse ter levado um susto, tinha que contar além de para um amigo, em um "lugar" público.
    E, me desculpem, se o lugar não deveria ter sido este.
    Sem enrolações, vamos ao fato:

    Eu estava em um almoço e um garotinho quis brincar comigo.
    Achei nada de mais, afinal desejo ser pai.
    Na hora precisamente do almoço, já à mesa, o garoto, mais ou menos de 7 anos, chega do meu lado ao pé do ouvido e fala baixinho:
    "- Esse velho daí (o senhor que estava ao meu lado) passa a mão no meu pintinho quando sento à mesa."

    Depois o garoto saiu.

    Fiquei atônito. Me deu mal-estar. Quis logo vir embora e não soube o que fazer.
    Vim pra casa e fiquei pensando se o garoto havia mentido, o que não me pareceu e fiquei aflito por pensar no que ainda poderia acontecer com ele.

    Já tinha ouvido falar disso, mas ter ouvido de uma criança é mais chocante.
    Mais chocante até que a morte de um parente.

    Enfim, se souberem o que posso fazer, me dêem uma luz!!! Por favor!! Ésério!

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  7. Édipo veja essa história direito sendo verdadeira ou falsa conte para a família do menino para ficarem de olho e se tiver certeza informe as autoridades. Todas as minhas amizades platônicas acabaram tão rápido quanto quando começaram, alguns fazem falta até hoje outros nem tanto. Sou meio contra a pegar amigos apesar de que com o tempo estou abrindo mais minha cabeça para isso e começando a pensar muito nessa possibilidade. Tenho um amigo em questão que nossa amizade aconteceu do nada em uma boate e viramos muito amigos isso já faz um bom tempo quando vamos para festas vamos juntos, contamos as nossas atrapalhadas amorosas enfim falamos sobre tudo. Ele é bem bonito mesmo apesar de não fazer meu tipo, penso cada dia mais em investir nele não é por ser bonito como já falei e sim pela pessoa que vem sendo caráter e ética só que logo depois vem na minha cabeça ele é meu brother não vou estragar toda nossa amizade, isso que estou sentindo pode ser carência de se apaixonar. Tudo começou com as pessoas perguntando se somos namorados, com nossos ficante perguntando se já tínhamos ficado e ficando com dúvidas quando falavamos que não e quando saímos juntos somos olhados e paquerados bem menos do que quando estamos separados pois pensam que somos namorados depois disso fiquei observando melhor o ser humano que ele é ,não estou apaixonado mais chego a pensar que poderia dar certo. Ass: Carlos

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  8. Relações humanas não são planejadas vivemos encontrando e desencontrando as pessoas o tempo inteiro,lógico que sempre tem aquela que nós acompanham a vida toda ou uma boa parte dela. Nós entregamos tanto a determinadas pessoas, confiamos tanto, nós desarmamos tanto com certas coisas que acontecem ,que acho absolutamente normal se apaixonar por elas mais não acho sensato em outras palavras não foi hoje que vc ganhou o prêmio como puta do ano lamento (kkkkkkkk). Ass: Carlos

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  9. Eu acho que o amor platônico nos faz sofrer demais. Se ele é platônico, então há uma grande vontade de toques íntimos, estes que não podem se realizar, portando, impedem que a realização seja plena. Não vejo também que grandes amizades, repletas de companheirismo sejam menos importantes ou fortes que as platônicas, no entanto, desta última ou eu caio fora, ou me esforço o máximo para manter somente a "amizade tradicional"; aliás, depois de ter passado por uma situação chata neste sentido, hoje nem sequer deixo meu coração investir no que muito provavelmente vai se tornar platonismo. É triste, mas é a realidade.

    Por fim, depois de ter encontrado um ótimo amigo, diferente do que foi escrito de querer apenas estar somente com ele, estou em buscas de mais alguns :). Vamos ver o que a vida me mostra.

    bjo.

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  10. Muitos mandaram o NB se "tratar". Risos. Já pensei em me tratar também, porque infelizmente acabo deixando minhas relações se desenrolarem da mesma maneira; o que é errado. Essa prioridade que damos aos platônicos não é de maneira alguma legal (digo porque eu sendo feio ao extremo não recebo tanta atenção das pessoas quando tento puxar papo); acabamos por gostar da pessoa pelo exterior, me julguem ou não, mas quando o cara é bonito e eu me sinto atraído, acabo me preocupando mais em o agradar, procurando escolher cada palavra a fim de soar engraçado e interessante. Querendo ou não, acabo dando mais atenção a pessoas bonitas. Mas é claro que não sou extremista nesse ponto, a babaquice de alguém pode sim acabar com a beleza e todo o amor platônico.

    Digo por experiência própria da troca de emails daqui do blog, que quando mostrei minha foto, bem.. Não continuaram a me tratar da mesma maneira. E sim, me sinto idiota por acabar agindo da mesma maneira aos que estão ao meu redor, mas como disse, estou procurando mudar isso; todos merecem atenção, principalmente aqueles que são infinitamente belos por dentro.

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  11. Oi N.B.
    Acompanho o Blog há algum tempo e aprecio os temas sobre o qual disserta e, de um modo geral, da forma como transcreve seu pensamento.
    Sobre o tópico norteante do post, discordo que uma grade amizade venha intrinsicamente pautada na libido. Por olhar incauto das relações humanas que me cerceiam, noto que são guiadas por temas afins, pelo prazer que a companhia desperta; outras são conduzidas por interesses dissimulados de amizade, o companheirismo é o meio não o fim.
    Ao mais acredito que a afeição platônica, conforme por você descrita, seja resultado da idealização de um romance projetada em alguém em função de uma afetividade retraída.
    Quanto a heterossexuais de sexo distintos serem amigos desvinculado a atrações físicas ser possível... por que não cara-pálida? Homossexuais agrupam-se exclusivamente de modo a satisfazerem-se fisicamente? Não inúmeros são os motivos que os vinculam.
    Por fim, a real razão que me incitar a escrever este comentário é a percepção que faz das mulheres, não apenas neste texto como em tantos outros. Entendo que as generalize para que se torne mais fácil à abordagem, contudo afirmar uma preposição pautada em gênero é reduzir uma diversidade imensas de pensamentos/comportamentos a um/dois estereótipo.
    Dizer que MULHER caça muita confusão é perpetuar ideologias sexistas profundamente arraigadas em nossa sociedade.
    A cultura que sustentamos não cria uma menina para ser valente, forte, desafiadora. Ao contrario, as criamos para serem gentis, frágeis, submissas. Como esperar então que esta menina se torne uma mulher contestadora? Como uma mulher não subserviente é vista pela sociedade? Meninos são criados para serem destemidos, fortes, violentos, impositivos resultando em homens abusivos que mensuram sua masculinidade pela agressividade, e, entre tantas coisas, acredita que a mulher é um bem estético de posse sua.
    Ao generalizar a cultura assumo o risco de incorrer em erro, contudo enfatizo que a generalização feita refere-se é a cultura e não o gênero masculino/feminino, de modo algum afirmo que uma mulher é essencialmente frágil ou o homem agressivo, todavia sem titubear afirmo que estes são os referenciais da nossa cultura.
    Particularmente, existem várias mulheres com comportamentos que não me agradam, porém nunca digo que o problema são AS MULHERES, pois identifico todos essa falhas também em HOMENS. O problema está no comportamento do individuo e/ou nos critérios que utilizo nas relações que mantenho.
    Proferir que HOMENS se comportam de tal modo e MULHERES se comportam de outro, sem fazer as devidas referencias a nossa cultura, é naturalizar construções sociais que reduzem as mulheres a procriação e estética.
    Fiz essa ressalva, pois comportamentos de aversão à mulher e seu corpo são amplamente difundidos entre os homossexuais que, por vezes, as veem com inimigas, deferindo palavras e atitudes que muitas vezes beiram a misoginia.

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    1. Oi iisan, obrigado por enriquecer este blog com teu comentário.
      Mesmo tendo sido comentado acima sobre a forma como transcrevo meu pensamento, ainda sinto que não consegui me fazer entendido na minha proposta.

      Não descarto a ideia de que uma grande amizade possa vir isenta de libido também, mas esta pode vir a perder o brilho quando uma libidinosa entra em cena. Imagino que é difícil distinguir uma amizade onde existe convergência de múltiplos interesses e o prazer das divagações conjuntas daquela que, uma vez cessada, leva consigo uma parte e nós. Tampouco descarto a ideia de que existe convergência de interesses nesta amizade libidinosa, pois senão ela não se sustentaria. O que proponho é a separação do coleguismo sem sal, que num momento de carência pode se disfarçar de amizade, daquela amizade que é a verdadeira, intensa e que causa emoção. Perceba também que a minha colocação de "verdadeira amizade" é apenas uma conjectura.

      Sobre o questionamento referente ao grupo de homossexuais, não é incomum se encontrar grupo em que todos já ficaram com todos, pelo que venho percebendo nas minhas interações mais recentes com estes. Inclusive vi uma piada sobre isso: https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc1/1002101_515997338474140_810524237_n.jpg
      É claro, porém, que esta não é a única razão pela qual estão juntos, pois o coleguismo pode ser o fator que os une. Amizade, talvez.

      Sobre a amizade homem/mulher heterossexuais, ainda não me é uma questão óbvia, exatamente pela consideração do coleguismo, em contraste com a amizade intensa. No meu mundo (que ainda é bastante restrito), isso não existe. Claro que pode existir, porém não tenho exemplos nos meus círculos, e acho improvável que exista nas definições de amizade que tenho, e nas circunstâncias morais do mundo em que vivemos.

      Sobre tuas considerações sobre minha posição perante a mulher, eu vou precisar de um pouco de reflexão para saber se tens razão, apesar de já descartar a ideia de misoginia. Acho isso um tanto exagerado para o que percebo como colocações inofensivas minhas em relação a este gênero. Admiro algumas mulheres, sim, e estas colocações generalistas no texto são baseadas nas minhas experiências com mulheres machistas, que abusavam dos benefícios desta doutrina ao proferir um "_NB, não irás fazer nada?", e coisas do gênero. Esta é a raiz do meu estresse.

      Mais uma vez, obrigado pelo comentário digníssimo.
      Grande abç.

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  12. "é só comigo que acontece? Ou é um reflexo da minha terrível característica de objetificar as pessoas, priorizando quem serve unicamente aos meus anseios, e dispensando quem eu não posso sugar algo de meu interesse? Ou, na raiz da questão, existe amizade completamente desinteressada? Além disso, existe amizade entre homem e mulher estritamente heterossexuais? (...) Vocês acham plausível a ideia de se considerar o amor platônico como a verdadeira amizade? Ou que a amizade é mais intensa quando se existe interesse sexual, e que isso pode subjugar outras amizades que demonstrem maior convergência de interesses? Ou não tem nada a ver e eu sou uma puta sem coração e sem ética por propôr isso?"

    Olha, acho que todo mundo mantêm um laço de amizade com alguém porque haverá uma troca, porque aquela pessoa tem algo a te oferecer e em contrapartida vc tb tem algo a oferecer a ela. tipo, eu e fulaninho somos amigos e adoramos futebol, logo podemos jogar fute juntos, assistir jogos, comentar jogos etc.

    Não entendi o q quis dizer com amizade entre h e m estritamente heterossexuais.

    Acho que o amor platônic é (seguindo situação q ilustrou: um amigo q depois vc tesão) uma amizade mais forte. Afinal a própria amizade é uma relação amorosa, e se vc tem sente atração pelo seu amigo esse laço se fortalece.

    Eu também tenho um amigo q sinto amor platônico.
    E ele é carente...mas é hetero :/ me dá tanta vontade de ficar agarradinho com ele (principalmente sabendo q ele é carente) :) mas enfim.

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  13. Bem direto: amor platônico é o não correspondido.
    Tenho pós-graduação em Havard nessa faculdade!
    Matemática é bem mais fácil pra lidar pra mim do que um amor!

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