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sábado, 13 de julho de 2013

McBanheirão 2.0

"O Homem não é o único animal que pensa.
Entretanto é o único que pensa que não é animal." - Clarice Lispector Pascal

  Esse frio intenso me faz lembrar de um protótipo de namorado que tive há exatos dois anos. A gente gostava de dizer que se usava para se aquecer nas noites frias de inverno, pois foi exatamente durante essa época que tivemos o nosso lance. Usávamos isso como desculpa para não admitir o sentimento que começava a rolar, e era ótimo sentir o toque da sua pele macia, ficar ali vendo filmes repetidos e fazendo cafuné, numa união de espíritos que eu jamais senti de novo. Nos dávamos bem em tudo, conversávamos por horas, e tínhamos interesse em fazer o outro se sentir interessado nos nossos assuntos.
    Hoje fico me remoendo ao olhar sua página do Facebook, considerando a possibilidade de adicioná-lo de novo depois do motivo fútil que fez com que o nosso lance terminasse, com a minha liderança para tal destino, mas o orgulho me é um traço muito pesado. As noites de inverno nesse tempo me vinham com a ansiedade e alegria de poder esperar pelo final de semana e passar junto a ele. Hoje, elas são apenas frias, mas não mais frias que meu coração (tomando uma xícara de café e ouvindo música depressiva).
    Brincadeira. Estou apenas exercitando minha capacidade de fazer um texto melancólico em retrospectiva, porque o tempo passa e a gente percebe o tanto que fomos burros em certos momentos da vida. Inclusive, às vezes passo o olho em textos antigos e tenho vontade de enfiar minha cabeça no buraco mais próximo por vergonha, e nunca mais sair de lá. Felizmente o blog é anônimo, mas mesmo assim não resisto a ter vergonha alheia própria quando leio coisas que escrevi até bastante recentemente, então vou lá e intervenho. Lá se vai um parágrafo ou dois que tenho que apagar, ou alguma frase que está tão mal escrita que tem de ser refeita (assim como alguma neste mesmo texto). Quem me dera se a vida fosse assim também, e a gente pudesse apenas ir em certos momentos e editar coisas que a gente fez e se envergonha hoje. 

    É, também, interessante ver como a gente muda a posição sobre determinadas coisas, muda a ordem e as prioridades na vida. Há pouco mais de dois anos eu escrevi sobre as minhas primeiras percepções sobre pegação em banheiros públicos, e alguns pontos ali são até razoáveis. Aquela coisa sobre DSTs e a possibilidade de se traumatizar crianças que venham a presenciar esse tipo de ato podem ser de preocupação de até o mais liberal dos homens.

    Desde que descobri a dinâmica do sexo de banheiro, minha posição foi sempre contrária a essa demonstração que, da minha perspectiva, era doentia e pervertida. Alguns preconceitos como "apenas gente feia e velha precisam disso", fizeram parte daquele texto, e é claro que toda generalização é burra. Suspeito, porém, que esse é o pensamento e a posição generalizada da a maioria das pessoas com relação a este assunto.

"Em todos os banheiros de um shopping da região central, um aviso dá o alerta de que o ato obsceno, crime previsto no artigo 233 do Código Penal, é passível de detenção. Por trás do recado, homens se reúnem para exibicionismo, voyeurismo e encontros casuais. É a "pegação", segundo explicaram à reportagem alguns frequentadores, em gíria própria da comunidade gay, cena comum à maioria dos shoppings e outros locais públicos." [folha]

"O Estado entrevistou clientes heterossexuais do Frei Caneca para saber o que eles acham de se manter ali um "segurança de banheiro".
O engenheiro Adílson Cabral, de 38 anos, e sua mulher, a fonoaudióloga Mara Lima, de 39, acharam graça da situação. "Qual a função dele ?", perguntou Mara, achando que se tratava de casos de assalto.
Ao saber que o problema era a eventual prática de sexo em público, e isso poderia incomodar frequentadores, riu mais ainda. "Isso acontece?" Para Adílson, não é tão estranho: "Volta e meia você percebe que tem cara olhando de maneira diferente. Mas em qualquer lugar tem". [Estadão]

     Em oposição ao que eu disse naquele texto, agora eu gostaria de poder criticar o tratamento desses atos "obscenos" como crime, e para isso temos que passar por uma leve reflexão do porquê os genitais são obscenos. A razão histórica do porquê é bastante óbvia, e está relacionada com o fato de sermos uma sociedade baseada no pudor, na bíblia e na moralidade relacionada a estes dois fatores. Porém, esses fatores não são suficientes para explicar a raiz da consideração do corpo como obsceno, pois o pudor e as leis bíblicas são frutos de uma moralidade vigente, da mesma forma que a moralidade é influenciada pelo pudor e pela bíblia. Ou seja, a explicação é cíclica e, portanto, inaceitável. Tenho dificuldades de pesar em outras explicações, pois considero os genitais apenas partes do corpo como qualquer outra, mas com funções muito específicas.

    Podemos divagar e dizer que talvez sejam obscenos porque são objetos de fetiche e excitação. Mas por que o são? Uma hipótese diz que a nudez como existe no nosso mundo dá espaço para que exista pornografia, pois o corpo coberto funciona como um instigador da curiosidade e do desejo em vê-lo descoberto, pele por pele. Se essa premissa é válida, o fetiche por trás dos genitais poderia ser explicado pelo terrível tabu que está amarrado a eles desde sempre. Se não fosse assim, poderia-se considerar a hipótese de os genitais como instrumento de alívio sexual apenas, e não de excitação. Neste mundo hipotético, isso causaria o ciclo contrário ao que existe hoje: genitais seriam tão banais quanto mãos, não causariam excitação e não seriam obscenos por isso, ao contrario de hoje, que a obscenidade causa excitação e a necessidade de se esconder pelo pudor. 
    Se dizem que se exibir e se masturbar no banheiro é ato obsceno por ser imoral, também usam a mesma justificativa para dizer que dois homens não podem se beijar em público. Eu tendo a não aceitar justificativa que possam levar atos a serem considerados obscenos baseando-se apenas na moralidade para isso. Vai lá saber quem foi que criou todas essas leis idiotas que nos prendem eternamente, mas não estão escritas. E além disso, considerar certo ato como imoral/obsceno é estritamente subjetivo. Vide o seguinte exemplo:


"Vindo para cá no aeroporto vi dois homens se beijando de língua e tocando suas partes íntimas", contou ao apresentador Danilo Gentili, que retrucou: "E você não teve tesão?". "Se as pessoas quiserem beijar, beijem, façam o que quiser, mas não na frente dos meus olhos", disse o pastor. "É constrangedor para uma pessoa de família". [Fonte]

    Da mesma forma que o pastor melancia se sentiu ofendido ao ver dois homens se beijando, outros homens poderiam se sentir ofendidos ao ver homens de pau duro nos banheiros, quiçá de mãos dadas nas ruas. "Oras, as pessoas vão ao banheiro para fazer suas necessidades e não são obrigadas a ver homens com o pau duro de fora", argumentariam. Eles esquecem, porém, que o pau também fica duro por necessidade, e se esquecem que elas não são obrigadas a ver ninguém se masturbando, e ninguém mijando também. Que olhem para outra direção, se isso incomoda tanto. Não faz sentido proibir certas demonstrações corporais pela moralidade, porque o limite entre o aceitável e o obsceno varia para cada pessoa, e esta declaração do pastor ilustra muito bem isso.

    Claro que não estou de acordo com todo mundo ir pro banheiro fazer pegação, pois ainda existe a questão das crianças, e esse liberalismo despudorado abre brecha para a seguinte hipótese: "se a gente for levar esse raciocínio para fora do banheiro, isso é a mesma coisa de permitir que todo mundo faça sexo na rua". Apenas uma mente pervertida como a minha poderia concordar com isso, pois ao contrário das necessidades excrementícias, esta não causa poluição. Em outras circunstâncias, onde o sexo não fosse tão cercado de tabus, qual seria o problema disso?
    Poderiam dizer que crianças vão ver, mas também não entendo essa super-proteção delas com o alcance ao sexo. Mas cuidado com as interpretações, pois não estou aqui dizendo que elas deveriam participar também. Apenas não creio que elas devam ser privadas da consciência de que sexo existe.

   A criança não vai entender em princípio, pois não demonstra interesse nenhum em nada disso até seu despertar sexual. Ela deve sim ser protegida de outros que queiram fazer sexo com ela até que ela seja madura sexualmente (adulta), ou até que demonstre interesse (leia-se 25 anos, que seria o caso de um filho meu, porque sou hipócrita mesmo. Claro que falo isso porque não tenho filhos, mas creio que mesmo defendendo estes pensamentos, eu tentaria proteger o meu disso tudo). Acredito que essa blindagem das crianças em relação ao sexo que existe atualmente causa transtornos, insegurança, confusão, medo e apenas funciona para alimentar o ciclo do tabu. Quantas pessoas aí fora não poderiam ter uma vida sexual que fosse menos pesada pelos tabus, e se sentirem mais confortáveis com o sexo, se não tivessem sido omitidas dessa existência e sido blindadas como se sexo fosse uma coisa ruim e impura? Reforçando, não digo que elas devam ser introduzidas a este mundo desinibidamente, mas critico a superproteção que existe. Ainda nesta reflexão das consequências do fim da obscenidade sexual, poderiam dizer que "outros vão ver/se excitar/querer participar/roubar a mulher/meter junto/vai virar uma orgia". Talvez sim, talvez não. Se sexo não for um tabu, poderia não ser tão excitante ver outros fazendo sexo. Se os praticantes do sexo estivessem de comum acordo com quem queira entrar na orgia, não vejo problemas também. E por fim, ainda poderiam dizer que é desrespeitoso, mas isso é subjetivo.
    19/07 - [Não existe motivo lógico e racional para subsidiar a moralidade que condena o sexo em público. Esta proibição não faz sentido, a não ser que pela própria moral, e por isso a proibição é cíclica. Esta é a mesma dinâmica que condena um casal gay que demonstra seu afeto em público, não pelas leis, mas pelas coerções implícitas no medo deles em sofrer rechaço em público. É contra a moral de alguns, que também não é baseada em nenhum motivo lógico para que seja dessa forma, e por isso deve-se confrontar toda a moral, que é pessoal, com a lógica que é (ou deveria ser) geral. Se as pessoas usassem a lógica para se posicionar quanto aos homossexuais seríamos completamente aceitos, entre outros assuntos que seriam beneficiados.]
    Eu, como todo mundo aqui, não sou isento de sofrer das rédeas comportamentais que a nossa moralidade usa para nos domar, e certamente me sentiria incomodado em presenciar certos atos em público. Da mesma forma que não sou contra que estes atos ocorram, também não preciso me posicionar como estimulador, pois posso apenas estar ciente da existência deles e desconsiderá-los, pois isso não afeta a minha vida. 
    Creio que esta seja a melhor forma de lidar com isso, e a humanidade poderia viver muito mais harmoniosamente se o fizesse também com assuntos que os incomodam. Não gosta de banheirão? Não pratique, e se ver um homem de pau duro do lado, não olhe. Faça o que tem que fazer, e saia. Não gosta de ver homens se beijando? Não beije, e não olhe quando alguém estiver beijando. Ninguém vai te obrigar a ficar olhando, pois seu campo de visão ainda vai ter alguns 200 graus de visão livre no eixo azimutal.

Um bom fds e um grande abç.
N.B.

Atualização 15/07
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Como pude me esquecer desse curta espanhol que gostei tanto, e é exatamente sobre o tópico! Vale a pena assistir =) Abçs





78 comentários:

  1. Pois é NB, sou novo nos posts aqui. Conheci seu blog justamente por conta do banheirão, procurando no google sobre banheiröes acabei achando teu blog.
    Vou me apresentar um pouco, assim como vc tb sou engenheiro, tenho 25 anos e moro em São Paulo.
    Agora vou a minhas opiniões.
    1. Sou praticante do banheirão a anos, desde meus 16 anos, e não sou feio, muito pelo contrário.
    2. Conheco banheiros do mundo todo, e posso afirmar que rola pegação em todos, até nos arabes!
    3. A meu ver as maiores virtudes do banheirão são a certeza de um gozo certo (isso p quem não procura beleza, o q não é meu caso) e um certo anonimato que para quem não é assumido como eu é um prato cheio. Observo essas virtudes no mundo todo, não apenas aqui.
    4. Sou contra pegação explícita, concordo que banheiros são feitos para necessidades fisiològicas portanto quem curte uma boa pegação tem q ser discreto.
    5. Quem se incomoda c pegação no minimo tem curiosidade, pq quem entra no banheiro p mijar não fica atras de mala alheia, a não ser que seja um negocio explicito, o q como disse no item 4 nao concordo.
    5. Infelizmente os banheirões são como guetos, um submundo do prazer, mas isso ocorre ate em paises mais liberais como holanda e espanha.
    6. Banheirão vicia, falo por mim rs.

    Gostaria de escrever mais, mas estou no celular, fica p a próxima.
    Pietro!

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    1. Bacana alguém assumir algo nesta situação, mesmo que seja anonimamente...
      Esses lances de WC eu acho "estranho", mas cada um faz o que gosta e colhe o que planta...

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  2. Ótimo texto, ótima música. Me inspirou.

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  3. gente, como vc cresceu.
    tá realmente pensando agora
    desfazendo preconceitos
    parabéns!

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  4. É muito bom isso de quebrar paradigmas e preconceitos. Acho que se este ano está servindo para alguma coisa é isso. E, embora esteja falando de mim, vejo um pouco disso em boa parte da sociedade também.

    Não vou nem me estender sobre o assunto principal do post pq compartilho da sua opinião. Era algo que eu achava bem estranho, mas o que não é estranho na vida, né? Fico só com a pulga atrás da orelha para saber mais sobre a "perversão" hetero, já que tanto falam dos gays. Claro que todos sabemos um pouco, mas é diferente, eu acho. Porque, vamos combinar, ninguém é santo e estamos cansados de saber isso.

    Excelente final de semana!

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  5. HAHAHHAHAH
    o mais curioso é que lembro da epoca em que vc publicou o texto e discordei em vários pontos. nada como o tempo pra amadurecer as idéias.
    =D

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  6. O certo e o errado não passam de convenções ligadas principalmente a questões culturais, mas defini-los é importante para a sociedade não virar um caos.
    Imaginem a desorganização que seria a liberação de sexo em público; pessoas fazendo suas outras necessidades fisiológicas no meio da rua e na frente de todos; ou ainda sacrificar crianças que nascem defeituosas, como acontecia na Grécia antiga; se os homens se matassem para disputar uma mulher; se roubar fosse permitido; etc etc etc...
    O ser humano como um animal racional deve aprender a se conter e não agir só por instinto. Repressão demais não é bom. Excesso de liberdade também não o é. Talvez isso explique o fato de nosso país ser o que é. As pessoas ficam muito livres para fazer o que querem e não punidas.
    Ao meu ver essa coisa de pegação em banheiros públicos é de gente que não se valoriza, não tem respeitos aos outros e muito menos a si próprios. Sexo não é algo para ser feito em público. Vão para um motel ou outro lugar apropriado. Isso não se trata de preconceito. Preconceito para mim é ter aversão à maneira de ser de alguém, não contra a sua maneira de comportar. Enquanto o ser é algo que não pode ser tirado do indivíduo, o comportar é algo controlável.
    Sou assumido para minha família, mas não para a sociedade e nem pretendo fazê-lo. Não sou obrigado a sair gritando por aí que sou gay.
    Bem, sei que serei apedrejado por alguns aqui, mas esta é só a minha opinião...

    Até mais!

    P.S.

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    1. Interessante esse post. Eu também sinto coisas parecidas quando eu leio textos antigos que eu produzi, mas isso é um bom sinal, mostra que nós evoluímos.

      A questão da moral é aquela mesma que eu já comentei aqui, a moral é um meio de controle social que a igreja usava para controlar o povo na idade média, só que ela sobreviveu mesmo após a queda do antigo regime.

      Nietzsche, Russell, Foucault, Sartre dissertam maravilhosamente bem sobre essa questão, ainda reforçado pelo fato do Sr.Foucault ser também um homossexual. Sobre repressão sexual tem o Marcuse.

      Nietzsche Acredita que a moral é uma fraqueza que nos é imposta especialmente pelo cristianismo, a moral é entendida por ele como antinatural, pois reprime os nossos instintos naturais sob a acusação de que eles são asquerosos e repulsivos. Logo o sexo vira uma imundice, gostar de ser apreciado pela beleza vira algo torpe, não se pode comer a vontade e nem beber a vontade e mais uma penca de coisas que ninguém consegue seguir completamente, ai vem a culpa de ter pecado.

      Nietzsche era um relativista moral. Russell concentra suas críticas nas contradições que essa moral cristã impõe na vida das pessoas (Russell foi o delegado da Liga Humanista que tinha como um de seus objetivos descriminalizar a homossexualidade na Europa).
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      Sr.Anônimo

      Não precisa ser fatalista, ninguém vai apedrejar ninguém, mas vamos debater alguns de seus levantamentos.

      1- Os progressistas querem que os preconceitos advindos da moral sejam drasticamente reduzidos na nossa sociedade. Porque? Simples, eles só causam problemas e impedem que as pessoas vivam bem.

      A comparação que você faz não tem pé nem cabeça, é na verdade um reductio ad absurdum falacioso (pois nem todos o são), pois quando defendemos maior liberdade sexual não tem nada haver com voltar para os valores da sociedade grega pré-socrática até porque vivemos em um contexto absolutamente diferente.

      Matar e roubar prejudica terceiros, já o sexo não tem efeito nenhum para terceiros, tem efeito apenas para os que estão praticando, então qual o problema? A moral e os bons costumes são o problema, na verdade o problema de toda essa civilização ocidental está nela.

      "É preciso alvejar contra a moral"

      2- No Brasil as pessoas são muito livres? No Brasil não existe punição? No Brasil a nossa liberdade está sempre sofrendo com a pressão da moral, até um inocente beijo gay ofende esse povo. Talvez não exista punição para um certo setor da sociedade (os ricos), mas para todo o resto...

      No Brasil vemos preconceitos com: o jeito de vestir, peso, crença, cor de pele (diminuiu, mas existe), etnia (os indios que o digam), ideológico, sexualidade e referente a relação sexual (as famosas "coisas que eu não faço de jeito nenhum na cama" ou macho não pode aceitar um fio-terra, cunete e outras coisas do gênero), ocioso, trabalhador,feios, bonitos, burros, inteligentes...

      Não importa o seu jeito, sempre aparece um moralista-mor para recrimina-lo por alguma coisa da sua natureza.

      3- Preconceitos são conclusões superficiais de uma determinada coisa. Eu não sou adepto dessas práticas (o banheirão), mas tão pouco recrimino quem as façam, cada um fica muito bem cuidando da sua própria vida.

      Agora me respondam uma coisa: um filme que tem cenas de decapitação recebe censura de 14 anos. Outro filme tem cenas de sexo entre casais que se amam, esse recebe censura de 18 anos, que conclusão podemos tirar de uma sociedade que acha mais aceitável mostrar aos jovens cenas de pura violência do que cenas naturais de demonstração de afeto e carinho?

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  7. Bom texto (ñ contém iromia).
    Suas preferências pessoas irônicas, me fazer rir por causa das hipérboles. (tbm não contém ironia).
    Sinceramente, achei a música num nível de deprê leve.
    Eu costumava ouvir Los Hermanos (nível deprê 6 - numa escala de 0 a 6). Já escutou Cara estranho (é perfeita pra depressão nível hard)?
    Fale a verdade sempre, e chegará num ponto em que saberá porquê prefere mentir para os outros. Nem que seja aos 201 anos. (Anos e não Ânus).
    Ah, e uma sugestão, já que você edita e reedita posts:
    Onde lê-se: "Eu, como todo mundo aqui,"
    Leia-se: "Eu como todo mundo aqui,"

    Abrç.

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    1. É, timekeeper é bem leve mesmo. Pra falar a verdade a única música dos los hermanos que eu conhecia era ana júlia. Acabei de escutar cara estranho, e achei até legal! Não tão depressiva, pq eu tenho mania de associar depressividade da música com a melodia, e essa parece bem dançante :P

      Eu acho que esta daqui é uma das mais depressivas que eu conheço http://www.youtube.com/watch?v=GGnsz5bGtJY
      amo ela.

      E esta uma das minhas preferidas
      http://grooveshark.com/s/Sete+Anos+De+Pastor/7GG9v?src=5
      eike vontade de chorar.

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  8. Ah, e o comentário que supera o anterior.
    A resposta pra qualquer preconceito ou divergência de opiniões é antropológica, é "natural" do homem e da mulher tbm e está cerceada pelo ETNOCENTRISMO (joga no google).

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  9. Deixa eu ver se entendi:

    Você acha normal então que em banheiros públicos, homens façam sexo e se masturbem e acha também normal que crianças vejam isso e não se traumatizem? Sério, essa é a coisa mais doentia que já li. E ainda algumas pessoas leram isso e acharam amadurecimento? Na boa, costumava frequentar o blog mas achei esse post muito esquisito.

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    1. Pois é, eu também costumo frequentar o blog devido aos assuntos ligados à homossexualidade que não tenham conteúdo pornográfico, como a grande maioria das páginas da internet sobre o tema.
      Não gostei nenhum pouco deste post. Banheiro público não foi feito para práticas sexuais, muito menos a rua. Ninguém é obrigado ao entrar em um banheiro e se deparar com um ato sexual. Agora falar que é só virar a cara e fingir que nada acontece é mais esquisito ainda. Ora, somos seres humanos e reagimos às coisas que acontecem ao nosso redor. Imaginem o constrangimento de entrar num banheiro e ver uma cena dessas? Com certeza eu nem conseguiria fazer minhas necessidades e sairia imediatamente do local.
      Acho que tudo tem limite.
      Ao dono do blog, tome cuidado para este espaço se tornar um local de apologia à promiscuidade...

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    2. Ué, N.B., não vai nem se defender das acusações? Eu nada tenho a ver com isso já que não sou adepto da prática, portanto sou indiferente e simplesmente não ligo se ela acontece ou não.

      Pelo que eu sei ela ocorre de madrugada lá pelas 2 da manhã, então imagino que seria muito difícil para uma criança presenciar essa cena como o primeiro anônimo disse.

      Outra coisa que eu acho muito estranho é esse papo de trauma, lembro que vi um filme pornô quando era bem criança por acidente (Gravaram esse filme por cima do exterminador do futuro 2) e não lembro de ficar traumatizado, eu ri, pois achava engraçado ver pessoas nuas. Porque sexo traumatizaria alguém? É tão horrível assim ver duas pessoas provocando prazer uma na outra?

      E não sejam maus leitores, pois em nenhum momento eu defendi a exibição de pornografia para crianças, eu apenas questionei a história de que o sexo traumatiza as crianças e o horror que o homem demonstra hipocritamente pela prática sexual alheia.

      Para finalizar, a prática do banheirão por ocorrer de madrugada (em sua maior parte, não me lembro de exceções)dificilmente será presenciado por mim ou por você.


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    3. Eu não me posicionei como praticante e nem encorajador desta prática, apenas propus uma reflexão sobre banheirão e sexo em público serem considerados obscenos. Os argumentos para dizer que são obscenos são absolutamente conhecidos, e talvez por eu ter discorrido sobre a perspectiva do liberalismo sexual eles tenham assumido que eu faço apologia a isso.
      Sobre as crianças, apenas critiquei a blindagem que existe quanto a existência do sexo, e interpretações sensacionalistas sempre vão existir quando se trata destes (e outros) assuntos.

      Agora quando o 1o anônimo usou a 'anti-normalidade' do ato para argumentar, e o segundo não entendeu a hipótese que eu levantei no texto para tentar explicar porque ele se constrange com sexo em público, eu fiquei com preguiça mesmo. Ainda mais quando ele fala que tudo tem limite, parecendo que tem que ser o limite dele, e se posiciona firmemente para implicar que promiscuidade é necessariamente um mal. Deu preguiça duas vezes.

      Apenas corrigindo um detalhe no teu comentário, Rubens: essas coisas acontecem à luz do dia, e é generalizado. Refletir sobre as consequências de uma criança ver um cara de pau duro no mictório dá voltas gigantes, mas pra resumir acho que os praticantes podem apenas se recolher caso observem uma criança entrando. É debatível, mas está mais alinhado com o que se espera de comportamentos morais atuais.

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    4. Sou o primeiro anonimo, Pietro. NB, não entendi o q quis dizer com anti normalidade nos meus argumentos, vc pode ser mais claro? Eu quis apenas colocar em topicos o q eu e muita gente faz, o famoso banheirão! Agora se isso é normal ou não vai de cada um.
      Gostaria de frisar tb q a pratica do mesmo ocorre 24 hras, portanto quem pratica deve sim se precaver de inconvenientes, crianças por exemplo.
      Pietro

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    5. Pietro, rapaz!
      Não foi a você que me referi, e sim o 1o anônimo nesta thread. O de 14 de julho de 2013 21:29.
      Grande abç.

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    6. Agradecido.
      Pietro.

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    7. Cada um tem sua opinião. Mas sinceramente me vejo obrigado a me retirar do blog depois desse post. Não vou nem entrar mais na questão de moralidade ou normalidade. Locais públicos exigem uma certa conduta de comportamento para que se evitem conflitos. Eu nunca presenciei o tal "banheirão" mas me sentiria bastante desconfortável se o tivesse. A pergunta que fica é: Por que fazer em local público? Não daria para se conhecer no banheiro e marcar para fazer em outro local mais apropriado?

      Regras de conduta foram criadas após anos e anos de evolução jurídica que nos levam a ter uma melhor convivência em sociedade, e descriminalizar o sexo em local público seria um tremendo retrocesso.

      Nem vou entrar na questão que levantaram das crianças, já que são inúmeros estudos que indicam que a exposição prematura a pornografia é prejudicial. Inclusive com alterações em hormônios, com meninas menstruando cada vez mais cedo nos dias hoje.

      Enfim, pratique quem quiser, porém caso eu presencie isso, não pensarei duas vezes em chamar a polícia.

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    8. É interessante notar que nem toda evolução jurídica tem um resultado progressista. Na turquia, onde um partido conservador tem governado, teve um caso de um policial que interviu em nome dos códigos morais contra um casal que estava a se beijar, e isso resultou em inúmeras manifestações em favor do beijo.

      Por que fazer em público? Por que não? Por que beijar em público? Por que andar de mãos dadas? Por que tirar meleca do nariz em público?
      Da mesma forma que o beijo somente diz respeito a quem pratica, o sexo também, porque as liberdades de ninguém vão ser violadas. Não existe dano à propriedade, ameaça a integridade física de ninguém, não é anti higiênico, e apenas fere a quem discorda, e insiste em olhar. Pessoas com correntes de metal nos pescoços e bonés me ofendem mais do que sexo, e nem por isso eu chamaria a polícia para eles, porque ainda não listaram um código de vestimenta moral como em alguns países. Nesses lugares também chamariam a policia para quem se vestisse de maneira 'indecente' (aka com pele à mostra), e é apenas outro exemplo de como leis baseadas da moralidade são absurdas e uma tremenda burrice. Insisto no ponto da subjetividade da ofensa, e isso baseia o meu argumento para dizer que chamar a polícia para um ato obsceno sim seria retrocesso, e um retrocesso mascarado de moralmente correto.

      Para finalizar, já vi estudos que indicam que a negação da existência do sexo também é prejudicial às crianças, e assim que reencontrá-los posto os artigos aqui para enriquecer a conversa. Ficaria feliz em poder ler os seus também.

      Opiniões contrárias são sempre bem vindas!
      Um grande abç

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  10. Como de costume não sou de comentar, porém sou leitor desde o primeiro texto.
    Lembro-me do texto Banheirão, fiquei até curioso quando vi o titulo deste texto. De inicio imaginei ser um texto emotivo, comecei a associar a minha vida. (uma merda essas desilusões amorosas). Enfim, manifestando minha opinião de fato não somos obrigados a entrar no banheiro e nos deparar com dois homens fazendo sexo, ou ouvir sussurros, confesso que minha reação seria achar graça de toda a situação. Cada um tem suas manias, analisando bem o lugar, não vejo um problema tão grave a ponto de colocar seguranças no banheiro. Já vivemos em um mundo onde a privacidade está cada vez mais em extinção, que chato seria usar o mictório com um armário te observando...

    Sobre as crianças... Puft, que desnecessário achar que seriam "traumatizadas" provavelmente verão seus pais fazendo sexo, ou um filme pornográfico "acidentalmente" e poucos anos depois estarão fazendo muito sexo por ai. Todos nós quando crianças presenciamos uma cena de sexo, porém podendo evitar, acredito que tudo deve ter ordem e decência. As vezes lutamos pela "nossa liberdade" sendo a atitude mais egoísta que temos. Pois assim como temos nossa liberdade o outro também tem, então nunca poderemos fazer algo 100% do nosso jeito. Bom, não ando conseguindo transmitir minhas ideias em palavras, mais é mais ou menos assim que penso...

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  11. #Climão

    eu acho que entendi a discussão... não é bem sobre "O ato sexual no banheiro público ser certo ou errado" e sim, o que torna ele "certo" ou "errado"... é isso?

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    1. É neste espírito mesmo. Muito bem colocado em poucas palavras.

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  12. Em plena luz do dia eu não posso apoiar esse prática, até porque existem outros lugares mais privados onde se pode fazer isso sem ser incomodado e sem incomodar, como as saúnas por exemplo. E nem estou pensando no ato em si, e sim na obstrução da passagem que isso deve gerar.

    Se fosse ao menos a noite...

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    1. No mundo hipotético onde isso acontecesse indiscriminadamente, poderia-se esperar pelo bom senso dos praticantes para não obstruir o acesso às instalações do banheiro. E um 'com licença' sempre é conveniente.

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    2. Lembrando que é um mundo hipotético.

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  13. Sou o segundo anônimo que você citou. Obviamente eu entendi o que foi dito, pois não sou tão idiota como imaginastes. Qual o motivo do constrangimento quando nos deparamos com isso? Ora, por questões culturais principalmente influenciadas por motivos religiosos, que consideram o sexo como algo impuro e pecaminoso. Se vivêssemos nus como os índios e presenciássemos nossos pais desde crianças bem pequenas fazendo sexo, isso seria absolutamente normal. Eu acho que tudo que se torna banal acaba perdendo a graça. Já imaginaram como deve ser sem graça sexo entre índios?
    Por que o sexo dá tanto prazer? Excluindo a parte anatômica, deve ser porque é algo considerado "proibido". Mas não dizem que o proibido é mais gostoso?
    Agora quanto ao limite que citei. Não é o "meu limite", mas o limite que a nossa cultura e sociedade nos impõe. Eu acho que nós homossexuais só seremos respeitados quando nos enquadrarmos a essas "regras". Mas não tornando heterossexuais ou fingindo que são. Acho que devemos ser mais discretos e não debochados.
    Quem vai nos respeitar se saímos com múltiplos parceiros, fazemos sexo em banheiros públicos, na rua etc?
    Não estou condenando quem faz, mas pelo menos faça discretamente. Não tem nenhuma necessidade de realizar em banheiro ou rua. Para que servem os motéis?
    Devemos lutar por nossos direitos, mas também temos de nos enquadrar aos padrões, ou seja, "dançar conforme a música". Não adianta querer dar um passo maior que a perna. Assim como as pessoas tem direito de fazer sexo, eu também tenho o meu direito de não ver esse ato.

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    1. Complementando o que eu disse. Não adianta querer impor respeito à força na sociedade. Para ter respeito, temos que nos dar respeito. Na minha opinião o preconceito existe por causa da fuga aos padrões de comportamento. Quanto mais ele distante for maior o preconceito.
      Quando uma pessoa foge muito aos padrões, não só esta pessoa sofre preconceito, mas também o grupo no qual está inserida.
      Aí todo mundo fica achando que gay é só sexo, promiscuidade, não tem a capacidade de amar ninguém, ou são pedófilos, que os travestis só se prostituem, etc etc.
      Acho fundamental a sociedade impor regras, pois acho que sem elas o mundo seria uma "zorra total".

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    2. Eu entendo seu ponto sobre o banal se tornar sem graça, e por isso citei a possibilidade de os genitais e o sexo (e outros tabus) se tornarem apenas instrumentos de alívio sexual, e não de excitação como são hoje. O proibido sim tem parte no tesão, mas perceba as consequências disso no mundo ali fora, que na raiz da questão é a mesma força coercitiva que impede que saiamos com nossos namorados nas ruas, como fazem os casais héteros. Este também é um limite que a nossa cultura impõe, e é absolutamente questionável. Quem aqui tem coragem de experimentar andar de mãos dadas nas ruas?

      Parafraseando um trecho do seu comentário, creio que nós homossexuais só seremos respeitados quando se cessarem as hipocrisias que se referem à essas 'regras' que só se aplicam a nós, ou quando não mais existirem regras morais de comportamento. Um exemplo muito explícito foi exposto exatamente neste comentário. Foi questionado como nos respeitarão se saímos com múltiplos parceiros, mas foi esquecido que este mesmo fato é usado para exaltação do homem masculino hétero quando este tem várias parceiras. Quanto mais ele come, e quanto mais mulheres diferentes, mais ele é o cara. E o sexo no banheiro heterossexual, que também é exaltado pelo simples fato de ser sexo, tem até uma música de Zé Ricardo e Thiago com participação de Israel Novaes, que diz "vai no banheiro pra gente se beijar, bem lá no escurinho pra ninguém desconfiar".
      Se fossemos dançar conforme a música nunca seríamos homossexuais, e nem faríamos sexo não reprodutivo.

      Agora como pessoa pessoal, eu entendo sua posição e me sentiria desconfortável ao extremo, pois pessoalmente eu não concordo com esta prática, acho repugnante e suja, especialmente pelo lugar e pelo desconhecimento da saúde do parceiro. Ao mesmo tempo que penso assim, me posicionar contra estes atos não contribui em nada para a evolução comportamental da sociedade, porque a mesma moralidade que me coloca contra isto (e defendo que não faz sentido ser contra) é a mesma que me transtornou como adolescente ao me identificar como homossexual. Me posicionar contra fará com que dancemos a mesma música para sempre.

      Para finalizar, você tem o direito de não ver isso, da mesma forma que uma família tradicional tem o direito de não ver um casal homossexual se beijando em algum restaurante, e chamando os seguranças para intervir (como acontece frequentemente, e como você faria para os putões dos banheiros).
      Complementando isso, o comentário de Rubens 14 de julho de 2013 11:09 coloca brilhantemente o contraste e a contradição que existem no tratamento do corpo, sexo e sexualidade com a violência.

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    3. Em resposta ao segundo comentário.
      Eu particularmente creio que se garantindo o direito à vida, a segurança física e patrimonial tudo se ajustaria, sem nenhuma zorra.
      Sobre a promiscuidade respondi acima com a contradição entre a promiscuidade masculina hétero e a gay, mas vale incluir também que quem pensa dessa forma sobre gays e travestis são os mesmos que vão pensar que todo preto é ladrão, todo gordo é preguiçoso, todo muçulmano é terrorista, loura é burra, mulher não sabe dirigir, japonês tem pau pequeno, europeu é frio, brasileiro é malandro, judeu é mão de vaca, americano é imperialista, russo é cachaceiro, crente é preconceituoso, etc etc...
      São apenas preconceitos característicos de pessoas burras e irrelevantes, que não sabem nada de nada do mundo.

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    4. E promiscuidade só faz gay e mulher perderem o respeito. Hétero ganha com isso. Amigos se enchem a boca e se enchem de orgulho para me dizer que meteram no banheiro da boite, etc etc

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    5. Mas N.B. não dá para idealizar este mundo. Isto é utopia, assim como o socialismo. Hipocrisia sempre existirá. Nós não podemos forçar as pessoas a nos aceitarem.
      Por nossa condição andamos sobre brasas, ou seja, por qualquer tropeço vão nos condenar. Devemos nos comportar com cuidado para pelo menos diminuir o preconceito. Se esculacharmos aí sim a situação ficará pior.
      Quando eu disse "dançar conforme a música" não me referia a seguir estritamente as regras da sociedade, mas procurar não fugir tanto delas.

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    6. Oh, sim sim. Eu entendo que é ideal, e que sempre existirá. Se não for pelo comportamento sexual será pela aparência da pessoa, ou qualquer outro motivo menor.
      Eu suspeito que bater de frente com as hipocrisias já identificadas seja mais eficiente para a aceitação do que o recato pois, algum dia, quem sabe, as pessoas não vão mais se escandalizar com isso tudo. No campus da minha universidade picharam em muitos pontos um casal homossexual sem camisa a se beijar, com um desenho bem detalhado. Isso ilustra bem o que quero dizer com bater de frente e esfregar na cara das pessoas o que já existe. As tias devem tampar os olhos dos seus filhos quem veem essas pichações.

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    7. Acho que te confundi com o anônimo que vai se retirar do blog e chamar a polícia... Pardon.

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    8. kkk, Aqui na minha universidade também não é diferente. Qualquer coisa aqui é motivo para tirar a roupa e sair correndo pelado pelo campus. Quando vi pela primeira vez aquilo fiquei horrorizado. Os rapazes correndo e o pingulinho batendo de um lado e do outro. Para tirar o reitor que estava comprando lixeira de 1000 reais, tiraram a roupa. Quando aquela estudante Geisy Arruda foi hostilizada a centenas de quilômetros daqui, tiraram a roupa para "apoiá-la". Tiram a roupa até sem motivo, dizendo que ser contra o tédio. Este último é o famoso "Corridão norte sul".
      Acho que as coisas tem seu tempo. Já foi muito pior. Mas não acredito que seja esfregando na cara da pessoas que vamos eliminar o preconceito, pois seremos contra-atacados. Pelo que percebi, você é do tipo que gosta de "sofrer de uma vez" para depois ter o alívio. Eu prefiro diluir o sofrimento e esperar que o tempo o elimine. Acho que assim também é a sociedade, pois ela não caminha a passos tão rápidos e quem ultrapassar a velocidade dela, com certeza sofrerá mais, bem mais.

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    9. Todos os comentários anônimos de 16 de julho de 2013 14:16 até este são meus. inclua também o comentário de 15 de julho de 2013 15:53.

      P.H.

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    10. Lendo alguns novos comentários gostaria de exclarecer algumas coisas.
      1. Pratico o banheirão sim, semanalmente num grande shopping de São Paulo, mas o q rola entre eu e a "vítima" são em 99% dos casos olhares. Depois disso se houver afinidade vamos a um motel.
      O outro 1% é a "promíscuidade" mesmo, seroa hipocrita em falar q não faço a parte mais hard do lance.
      2. É nojento? Sim é nojento, mas tem tanta coisa nojenta q fazemos q passar alguns minutos caçando no banheiro uma foda hj ostosa me fazem ganhar o dia.
      3. Dst s? Claro q há o risco! Como em toda foda, ou aqui todo mundo so transa com virgens e/ou santos? Eu faço minha parte, uso preservativos!
      4. Me veio a cabeça agora, em Roma antiga haviam as casas de banho público, onde os aristocratas emcontravam seus pares para papos, banhos e sexo! Engraçado como a questão do certo e errado muda né? Muitos aqui q criticam a prática enxergam a situação pela ótica do puritanismo religioso, o mesmo q nos condena e extirpou a prática do banheirão romano.
      Essas são minhas conclusões, obvio q tem mtu cara q faz banheirão até na frente da vó, mas não é meu caso e nem julgo.
      Pietro!

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    11. Erros grotescos d português por conta do teclado do celular.
      Pietro!

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  14. São muitos anônimos, já está ficando difícil diferencia-los. Mas vou fazer algumas observações acerca do que disse o P.H.

    As questões morais são mutáveis e nem de longe são universais, elas estão ligadas a nossa cultura como você falou, mas isso não impede que nós alvejemos contra ela. Eu não acho que o sexo seja prazeroso por ser "proibido", até porque todos sabemos que o sexo não tem nada de proibido, pois funciona mais ou menos assim: Se você não fizer você sofre preconceito e se fizer demais sofre preconceito também.

    A nossa sociedade se relaciona de forma dividida em relação a ele, porque? Isso é um reflexo de uma sociedade dividida entre progressistas e conservadores, logo ao mesmo tempo em que novelas, comerciais e músicas fazem apologia a ele outra parte do segmento ligada a moral o reprime.

    Mas voltando a questão do prazer, por exemplo: ouvir música e comer chocolate não são proibidos e mesmo assim não deixam de dar prazer, logo o fato do sexo ser prazeroso nada tem haver com proibições. O que essas proibições fazem é aumentar o estresse, a insatisfação, a martirização por não conseguir conter o impulso sexual e dá origem a taras mais fortes (um exemplo disso é a pedofilia nas igrejas).

    Para fechar, acabar com essa moral cristã não é impossível, estamos fazendo isso desde a revolução francesa e a cada dia a religião está cada vez mais fraca, eles até chegam a aumentar o número de fieis, mas são fieis cada vez menos "fieis" as regras da religião. Eu os chamo carinhosamente de "cristão de domingo".

    Era isso que Nietzsche queria dizer quando afirma que "Deus está morto", a perda da influência da religião na vida das pessoas, pois partimos de uma sociedade que vivia em função da igreja(antigo regime) para uma em que a influencia dela a cada dia se torna menor.

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    1. O sexo não é proibido dependendo da situação. Tente fazer numa praça movimentada ou dentro de uma igreja no meio de uma missa. Se você conseguir sair vivo venha nos contar. hehe brincadeira.
      O que eu quis dizer é que coisas banais perdem o valor e o prazer. É como comprar algo novo. No início ficamos bastante felizes e isto nos dá muito prazer. Depois enjoa. Está relacionado à frequencia que fazemos. Se todos andássemos nus, você realmente acha que o prazer do sexo não seria menor?
      Ora, eu acho que seria menor, pois a curiosidade sobre o sexo alheio nos excita. Se víssemos os genitais das outras pessoas com a mesma frequencia se vê a mão, acabaria perdendo a graça. Ou não?
      E assim faríamos sexo provavelmente como os animais, mais por motivo de reprodução que por prazer.

      P.H.

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    2. Sim, eu acredito que é possível acabar com a moral cristã, mas não é tão rápido como você imagina. Acho que não adianta "forçar a barra", pois se for assim vamos sofrer muito mais. Até a igreja muda. Basta imaginar os absurdos que faziam 500 anos atrás. Até eles admitem que era absurdo.
      Acho que chegará um dia que até mesmo a igreja aceitará os relacionamentos homossexuais. Não sei quando será. Pode ser daqui 10 ou 100 ou 1000 anos...

      P.H.

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    3. Fazer sexo em uma igreja é algo grave, pois diferente do que dizem por ai, os cristãos são protegidos por lei (os homossexuais não são e quando nós pedimos eles falam que nós queremos privilégios) e "profanar" seu local de adoração é pior do que fazer sexo em praça pública.

      Eu não sei dizer se diminuiria ou não o prazer se andássemos todos nus, porque para isso precisaríamos voltar na história e descobrir quando o homem passou a se vestir e os motivos.

      Mas vejamos os índios por exemplo, eles parecem não ter esses problemas, eu já ouvi falar a partir de um tal de Osho que eles tem casamentos poligâmicos, talvez isso os ajude.

      Eu creio P.H que o surgimento da vestimenta estava relacionado a questões de proteção (do clima e do ambiente) e depois a questões de adorno. Mas quando eu faço a crítica me refiro a demonização da nudez pela moral cristã, não precisa extremar as coisas.

      Voltando a questão do prazer, eu não sei não, eu acho que não afetaria muito, porque nós não nos satisfazemos só com o olhar, se é que você me entende... traduzindo: a excitação não se resume a observar.

      Tendo a pensar que o efeito de todo mundo andando nu no prazer sexual não seja muito grande. A minha preocupação está na perda das roupas, que seria uma grande perda cultural.

      Eu discordo de você nesse negocio de forçar a barra, para mim a igreja precisa ser alvejada constantemente e não timidamente, é preciso ser firme em relação a ela, para evitar os riscos de um crescimento da bancada cristã no congresso o que seria péssimo para todos.

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    4. Sim, a igreja deve ser alvejada, mas não como eu vejo ocorrer. Organizar "beijaço gay" ou parada gay no local onde o papa vai passar pra mim parece algo muito inútil.
      Não dizem que "respeito não se impõe, se conquista"?
      Eu não me sinto nenhum pouco representado pelo movimento gay, assim como pela classe política.
      Só acho que se deve procurar maneiras mais efetivas para sermos mais respeitados. Quais maneiras? Realmente não sei.

      P.H.

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  15. Eu sou o único que quero trazer um cara pra casa, preparar a cama, colocar luminaria no quarto e lhe cozinhar um bobó de camarão com um vinho tinto?
    Banheiro pra mim, só o de casa.
    Só faço o nº 2 fora, só se tiver cagar!

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    1. Você nem de longe é o único que quer isso, essa nova geração de homossexuais é bem mais romântica que as anteriores.

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  16. Olha, P.H., eu não faço muita questão de ser respeitado por gente como o Silas Malafaia e o antigo papa, por qual motivo eu ia querer o respeito de seres humanos tão desprezíveis.

    Nós já fizemos o ataque a igreja, demolimos todos os seus argumentos e é necessário que se faça isso dia após dia (porque religioso fanático é que nem criança, só na base da repetição). É isso que a ALGBT vem fazendo por meio de vídeos, textos no facebook, paradas gays, beijaços e agora através da mídia aberta.

    O nosso trabalho está feito, resta colher os frutos. Lá vai um texto: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-esta-ganhando-a-guerra-entre-gays-e-evangelicos/

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    1. Ótimo texto. Vou colocar na seção de artigos. =)

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    2. Rubens, quem dera se eles fossem tão desprezíveis. Podem ser desprezíveis para eu ou você, mas para os milhões que os seguem não são.
      Devemos derrubar seus argumentos, mas não por meio de pessoas nuas, beijaço gay,etc, pois acho que isso "desmoraliza" o movimento.
      É como esses baderneiros que saem destruindo tudo durante esses protestos. Eles acabam diminuindo o respeito pelo protestos.
      Aí fica parecendo que a gente só é sexo e não sabe contra-argumentar.
      Bem, é só a minha opinião...

      P.H.

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    3. A legenda da foto é "E se a revolução francesa acontecesse hoje". Circulou bastante na internet, alguns de vocês podem já tê-la visto.

      https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc3/q71/s720x720/971999_671388289542902_1868948593_n.jpg

      E um texto que comenta a violência nas ruas, e olha como é possível fazer um paralelo da violência dosbeijaços, que de certa forma são demonstrações violentas de falta de 'respeito'.
      http://incandescencia.org/2013/06/09/vandalismo-por-direito/

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  17. Respostas
    1. Antes de me jogarem pedras igual à prostituta Maria Madalena, dizendo que quero forçá-los a cura gay (alguns já leram meus cometários), qualquer um faz terapia, inclusive gay. Portanto, Recomendo o artigo!

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  18. N.B., leste sobre a sugestão de reedição de postagem? O que achou?

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  19. Gostei do pensamento exposto em comentário do último Anônimo a escrever (sem ser resposta!
    Acho que naturalmente isso ocorrerá.

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  20. Olá, NB!!! Quando discutimos este assunto uma vez (e foi uma longa discussão) quando lhe contei sobre esta experiência que presenciei ao adentrar em um banheiro público no centro de BH você me questionou sobre vários desses argumentos usados no texto. De fato, a nudez ainda é tabu na nossa sociedade e o sexo ainda é tratado como algo proibido e sigiloso. Ah, mas na sociedade indígena essa questão é tratada com bastante naturalidade. Mas a questão é: não estamos numa sociedade indígena. Se é por religião, moral, costumes, enfim, acho que isso não é o núcleo da questão. O fato é que banheiros públicos não são locais adequados para esse tipo de prática. É uma questão de respeito para com os outros usuários, com o pessoal da limpeza, enfim. Lembro-me quando estava certa vez em uma praça no meu bairro e um casal hétero estava namorando no banco em uma posição sexual (e eu acredito que de fato eles estavam transando mesmo). Assim como no banheiro, poderia virar o olho, fingir que não vi e passar direto etc. Mas não é assim. A convivência em sociedade impõe regras de conduta que devem ser obedecidas por todos tendo em vista o bem geral. E essa norma geral de conduta nos diz que existem lugares adequados para cada tipo de prática, sendo que o banheiro não é o adequado para o sexo, exibicionismo ou satisfação da lascívia. Se é excesso de moralismo... pode ser. Quando entrei no banheiro em questão e vi que estava acontecendo um ritual de masturbação coletiva, eu, mesmo sendo gay e adulto, me senti constrangido e envergonhado. Não usei o banheiro. Acho que tal prática provoca esse embaraço e choque em muitos, o que a torna reprovável e inadequada, ainda que uma boa parte não se importe. Além disso ainda reforça estigmas, estereótipos e preconceitos em relação à comunidade homossexual, servindo de supedâneo para argumentos que nos enquadram como libertinos, depravados, promíscuos, sem higiene, entre outros adjetivos depreciativos. Resumindo o que disse, existe lugar adequado pra tudo, sendo o motel, sauna ou o que for, para o sexo. Gostemos ou não, é sobre esta base moral que nossa sociedade foi alicerçada, e quando eu imagino que poderia ser um filho meu a presenciar o que eu presenciei, isso só reforça o meu ponto de vista. E não é superproteção à criança, pelo contrário. Como alguém disse acima, quando a criança é exposta a certos tipos de situações num momento inapropriado da sua fase de desenvolvimento, as sequelas psicológicas podem ser irreversíveis. Existe um tempo para tudo. Não é só porque fulano viu uma cena de sexo quando tinha 9 anos e nada lhe aconteceu que isso se tornará uma máxima universal. Mas enfim, embora seja contrário ao banheirão, concordo com o que você levantou a respeito de se repensar e questionar nossos valores e costumes, e acho que essa é uma discussão muito válida e proveitosa. Abçs.

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  21. a discussão, muito além do sexo em banheiros públicos, é sobre aquilo que é aceitável ou não em nossa sociedade, e o motivo de determinada conduta ser considerada moral ou imoral.

    a propósito. é só em mim que a palavra moral desperta tanta desconfiança?

    eu tento, sempre que determinada situação me é posta e sobre ela é emitido juízo de moralidade, de aceitabilidade, pensar a quem interessa determinar aquilo como aceitável ou não. na maioria das vezes percebo que não existe nenhum motivo suficientemente forte para que seja mantido aquela opinião que condena a conduta em análise.

    essa atitude, de questionar sempre, é extremamente importante. tentem fazer o mesmo.

    mudando de assunto.

    algum leitor comentou (e me perdoe se eu interpretei de forma errada) que devemos nos portar da forma mais discreta possível para que consigamos ser aceitos pelas outras pessoas. talvez ele nos diga: nunca beije o seu namorado na rua, não irrite o heterossexual que não é preconceituoso mas apenas pensa que se quisermos nos beijar que seja escondido, não na frente de todo mundo. direito dele, não?

    por favor, NUNCA pensem assim. não é nos escondendo que vamos adquirir a aceitação da sociedade. isso só contribui para que os gays sejam mantidos à margem, o que ocorre há muito tempo. nos escondemos por tempo demais.

    uma vez eu li um comentário mais ou menos assim: se uma folha de papel está enrolada, somente se enrolarmos ela no sentido oposto é que vamos conseguir fazer com que ela volte a ficar esticada. deu pra entender? o que quero dizer é que precisamos sim chutar as portas e gritar que é nosso direito fazer o que qualquer casal heterossexual faz tranquilamente, que o beijo entre dois homens, ou entre duas mulheres, não fere à ninguém, e que se o filhinho da madame perguntar o que eles estão fazendo mamãe, é só dizer: estão se beijando.

    eu sei que é difícil. se algum de vocês perguntar: duds, e tu, o que faz? eu vou dizer que não faço nada. bem, eu teço comentários em blogs na internet rsrs. mas eu não fazer nada não significa que não existam pessoas dispostas a dar a cara à tapa.

    se hoje eu tenho alguns direitos garantidos, se hoje nós temos alguns direitos garantidos, é porque alguém se dispôs a nadar contra a corrente, se dispôs a ser taxado de maluco, se dispôs a fazer o que não era aceitável. à essas pessoas eu sou agradecido.

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    1. Acho que o Duds captou o espirito do debate, estamos agora questionando a moral que torna as relações sexuais algo feio de se ver. Concordo com a intervenção dele
      ------------------------------------------------------------Ao último anônimo

      Fui eu que disse que vi acidentalmente um filme pornô quando tinha 7 anos (e não 9) porque gravaram ela por cima de um filme (época do VHS), entretanto com isso eu não visei argumentar que a pornografia causa mal as crianças, apenas quis relatar uma experiência pessoal.

      Não tenho muito paciência para argumentos moralistas e que apelam pelas crianças, o que eu penso a respeito do bandeirão é que ele não deveria ocorrer a luz do dia para não perturbar a passagem das pessoas tumultuando o banheiro, ainda mais em banheiros de grandes centros.

      "Reforça estigmas" e outras afirmações desse tipo é apenas um outro tipo de homofobia, quer dizer que agora eu além de ter de me preocupar com os problemas naturais que todo ser humano enfrenta, eu ainda vou ter que me preocupar em não dar motivos para eles não gostarem de mim?

      Pensando por essa lógica os negros deveriam se pintar de branco para não incomoda-los. Se uma pessoas usar casos isolados para tentar estigmatizar os gays basta refreta-las com o argumento de que os gays são um grupo heterogêneo.



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    2. Vamos lá então, Rubens. Nós sabemos que existem bandidos de todo o tipo de etnia, mas o preconceito social cria na mente de todos que o predominante é que ele seja da cor negra. É uma lógica parecida com o que eu tentei mostrar em relação a homossexuais que ao adotar práticas que ofendem os demais nos banheiros públicos (além de serem criminosas) desmoralizam a todos os outros. Portar-se com dignidade e um mínimo de pudor é obrigação de todos, independentemente da orientação sexual. Quanto ao seu último parágrafo, confrontar a visão estereotipada que os demais têm dos gays com o fato de este ser um grupo heterogêneo é bem válida, porém, não podemos afastar um ponto crucial de que o desconhecimento da maior parte da população acerca da homossexualidade ainda é gritante. Enquanto prevalecer tal ignorância (desconhecimento) tal argumento levantado por você ainda será inócuo.

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    3. Você que pensa que é inócuo, cada vez mais esse argumento (a dos gays serem heterogêneos) é utilizado com mais eficiência, porque eu não sou o único que o levanta. As empresas fazem lobby gay, a Globo dentro do possível e estamos caminhando para a aprovação do casamento gay em uma sociedade que a cada dia está mais a vontade conosco.

      Claro que ainda falta muito, o preconceito é alto, mas já foi muito pior do que isso. Eu tenho esperanças, o meu único receio é a bancada evangélica ganhar muito poder, porém creio e espero que isso não ocorra

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  22. Pois é Anônimo, eu também penso de uma forma parecida com você. Quando essas pessoas associam alguém a determinado estereótipo, acho que elas não estão totalmente erradas. Ora, se a pessoa não te conhece certamente ela te associará a um padrão. Seria muita hipocrisia alguém aqui falar que não o faz.
    Ontem mesmo quando estava voltando à pé do supermercado por volta da 20 horas resolvi encurtar o caminho, mas acabei desistindo porque vi um cara negro, mal vestido e em atitudes suspeitas. Como era um local meio deserto, decidi optar por um caminho mais longo. Agora eu pergunto: Eu fui preconceituoso? Sim, com certeza eu fui.
    E por que eu fui preconceituoso?
    Ora, porque eu associei aquele sujeito a um "padrão" de bandido. Se eu fosse absolutamente isento de preconceitos, passaria por lá e "pagaria para ver". Como eu não sei quem era e nem quais suas intenções, meu preconceito e instinto de proteção falou mais alto e passei bem longe.
    Ele poderia ser apenas um mendigo ou catador, mas que certeza eu teria disso?
    Agora quando alguns homossexuais fazem pegação e sexo em banheiros, se comportam de maneira muito além da tolerada pela moral da sociedade, todos os outros homossexuais que não fazem isso acabam sendo associados pelas pessoas àqueles que praticam tais atos. Claro! Se uma pessoa não te conhece e sabe que você é gay, nada mais natural associar ao estereótipo que elas veem nos telejornais, nas ruas, etc.
    Quanto mais nós homossexuais nos comportarmos dessa maneira, fazendo questão de esfregar na cara da sociedade a nossa condição, maior será o preconceito.
    Não estou defendendo aqui a gente ficar trancado e esperar as coisas acontecerem. Falo de ficar dentro do limite do que a sociedade considera "normal", talvez um pouquinho acima do limite.
    Como disse o anônimo acima, devemos nos comportar com um mínimo de pudor, pois isto é obrigação de todos, independente de orientação sexual.

    P.H.

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    1. Como o Duds disse acima, acredito que ficar nos limites do que a sociedade considera como aceitável é vantajoso apenas para quem está nas conformidades das regras vigentes, e se não houver vandalismo (por minha conta) e choque, nada muda. Uma análise interessante sobre isso é o comportamento que beira os limites do escândalo e do feminino de alguns gays. O que leva eles a fazer isso tudo, e isso é uma ruptura aos seus papéis de homens na sociedade, pode ser colocado como um vandalismo da moral. Eles sofrem preconceitos pesadíssimos, mas estão exercendo uma função importante de apresentar o mundo ao diferente. Podemos levantar hipóteses do que os leva a agir daquela forma. Eu diria que é uma mistura de revolta com falta de opção. O menino quando é mais novo e percebe as piadas e isolamento pelo seu jeito mais delicado, e então resolve abraçar o feminino como forma de dizer que ele está em paz consigo, e se torna aquilo que observamos como o ultra afeminado, e que muitas das vezes culpamos pelos preconceito que nos cobre.

      A sua atitude em fugir do negro que se vestia mal teve mais a ver com a postura do indivíduo e com a situação, do que propriamente a pessoa. Isso foi uma questão de segurança pessoal, e as circunstâncias te fizeram agir dessa forma, pois você avaliou o nível de perigo logicamente. Se fosse a mesma pessoa, deitada como um mendigo inofensivo, você teria seguido seu caminho inicial. Um preconceito nessa situação seria assumir que a pessoa fosse um bandido numa circunstância que não representasse perigo a você, da mesma forma que é assumir que um crente é burro ou preconceituoso, e evitar uma relação pessoal baseado nisso, o que é pura ignorância.

      E uma constatação interessante sobre a associação do comportamento de grupos baseado na ação de poucos: perceba a reação das notícias de morte de crianças assassinadas por casais homossexuais (culposamente ou por acidente), e compare com a reação do mesmo crime cometido por casais heterossexuais. O primeiro caso sempre explicita a sexualidade do casal, e abre brecha para que as pessoas assumam que casais homossexuais são incapazes de criar uma criança, como pode se perceber nos comentários das notícias. No segundo caso, os comentários de resumem a "que horror", e mesmo assim estes asos são infinitamente mais numerosos do que os cometidos por casais homos.

      Portanto, os pré julgamentos vão existir de acordo com o que for conveniente para o grupo dominante e para a moral vigente. Para finalizar, e propor uma perspectiva diferente sobre as obscenidades nos banheiros, uma parte considerável dos praticantes se identificam como heterossexuais quando saem de lá, e não discordo dessa auto identificação. Praticam porque tem tesão no momento, não necessariamente causado pelo fato de haverem outros homens e outros pênis no local, mas porque são heterossexuais e ficaram excitados naquele exato momento. Uma putaria ocasional não define a sexualidade de ninguém, então não creio que associar esse comportamento como exclusivo do homossexual seja razoável, e tampouco é razoável associar a dignidade do grupo a estes atos.

      Quanto ao anônimo anterior, senti que foi usado um raciocínio cíclico no seguinte aspecto.

      "O banheiro não é adequado para isso porque é uma falta de respeito com os outros usuários; porque existem lugares adequados para certas práticas; porque o banheiro não é adequado para sexo, exibicionismo pelas regras de conduta que devem ser obedecidas por todos tendo em vista o bem geral."

      Mas estas justificativas não entram na essência do porquê a prática ou exibição dos genitais não é aceitada nessa moralidade vigente. Porque o falo enrijecido é uma falta de respeito? Porque o falo ofende a honra para ser desrespeitoso, se este nem fala? Porque o corpo e suas necessidades limpas devem ser escondidos em lugares adequados? Porque o corpo é imoral e indigno de ser visto, assim como suas demonstrações corporais (sexo), sendo que todo mundo tem um corpo igual, e todo mundo tem as mesmas necessidades?

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    2. Ok ok. Acontece que você está idealizando um mundo que não existe. Eu tento ser bastante realista. Sobre "chutar o pau da barraca" como você disse no caso desses protestos de rua e sair destruindo tudo. Eu concordo que realmente isso chama bastante a atenção para os protestos. Por outro lado, devemos não olhar a situação do nosso ponto de vista, pois o mundo não gira em torno do nosso umbigo. Ontem mesmo no Jornal Nacional vi um senhor chorando porque nos protestos de rua do Rio de Janeiro quebraram a loja dele e saquearam todas as roupas que ali estavam. Eu fiquei morrendo de dó...
      Se eu for pensar dessa forma, de quem protesta destruindo e quer ver o mundo mudar, eu também poderia dizer que a Segunda Guerra Mundial revolucionou o mundo. Quantas e quantas tecnologias foram criadas, avanços na medicina, enfim, a "qualidade de vida" melhorou. Por outro lado, quantos milhões de pessoas foram dizimadas, outros milhões que foram traumatizados pela guerra e quanta destruição. Será que valeu a pena?
      Será que não seria muito egoísmo ver as coisas somente do nosso ponto de vista?
      Mas P.H., que mal há no sexo entre dois homens dentro de um banheiro público?
      De acordo com a minha moral, eu me sentiria bastante incomodado ao entrar num banheiro e me deparar com a situação. Da mesma forma se eu visse um casal hétero praticando no banheiro. Tem gente que não se incomoda. E você, se incomodaria?
      Certo ou errado é relativo. O que é certo para mim pode ser errado para você, e vice-versa.
      Será que a moral de uma pessoa é tão fácil de ser mudada?
      E moral cristã, será aniquilada facilmente?
      Suponhamos que através de "chutar o pau da barraca" consigamos todos os nossos direitos perante a lei. Ferdinand Lassale defendia que uma Constituição era a soma dos fatores reais de poder e isso tornava essa Constituição real e efetiva, caso contrário ela seria apenas uma folha de papel. Isso ocorre muito no Brasil, onde muitas leis só são uma mera folha de papel.
      O que adiantaria conquistarmos tantos "direitos" se lá na rua continuamos sendo xingados, apanhando e até mesmo nos matando?
      É uma questão para se refletir...
      Eu na minha humilde opinião acho que tudo não passa de uma negociação. Se quisermos ganhar espaço teremos que ceder também. Por que senão fica nessa luta de só querer ganhar direitos e nossos "adversários" querendo tirá-los.
      É como numa venda de veículo. O vendedor quer vendê-lo ao preço máximo possível e o comprador a um menor custo possível. Se nenhum dos 2 ceder, o negócio não será feito e consequentemente ninguém sai ganhando.
      Acho que só conquistaremos o respeito dessa forma, nem 8 nem 80, ou seja, nem nos trancando e esperando as coisas melhorarem, nem "escandalizando" a sociedade e dando um tapa na cara da moral dela.
      Bem, é assim que penso...

      P.H.

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    3. As mortes e a loja do senhor poderiam ser colocadas como externalidades negativas, mas inevitáveis para se atingir o objetivo. Até onde eu sabia, apenas uma loja da Toulon foi saqueada, e escolhida a dedo por vender roupas superfaturadas, às bases de mão de obra mal paga, e isso justificaria a ação (de acordo com eles). De qualquer forma, é interessante aos líderes mostrar a comoção de um caso como esse, de um senhor chorando, para jogar a população contra os "vândalos", porque os vândalos podem ser perigosos à ordem vigente, e perigosos ao interesse de se manter tudo como está.

      O ponto que quis chegar é a conclusão de que não existe motivo lógico e racional para subsidiar a moralidade que condena o sexo em público; essa proibição não faz sentido, a não ser que pela própria moral, e por isso a proibição é cíclica.

      Esta é a mesma dinâmica que condena um casal gay que demonstra seu afeto em público, não pelas leis, mas pelas coerções implícitas no medo deles em sofrer rechaço em público. É contra a moral de alguns, que também não é baseada em nenhum motivo lógico para que seja dessa forma. Não creio que se trata de egoísmo, mas sim de insistir no confronto da moral, que é pessoal, com a lógica que é (ou deveria ser) geral. Se as pessoas usassem a lógica para se posicionar quanto aos homossexuais seríamos completamente aceitos, entre outros assuntos que seriam beneficiados.

      Eu não entendi o exemplo do carro porque em nenhum momento o ganho de direitos e liberdades pelos homossexuais representa alguma perda para outras camadas da população, principalmente as hétero-dominantes. Direitos e liberdades não devem ser negociados, e sim garantidos.

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    4. Oh N.B.,quem dera se as pessoas entendessem essa lógica. Para a maioria delas a lógica que existe é a que está escrita na Bíblia. Essas pessoas acreditam que a nossa liberdade é um mau exemplo para seus filhos e para as suas famílias. Acreditam que os pais de família que tem tendências homossexuais vão abandonar seu lares para viver um vida "desregrada" e o mesmo acontece em relação aos seus filhos.
      Por isso acredito que as vezes a gente ter que ser falso para conseguir direitos e respeito. Como um filho que procura se "comportar" para conseguir um presente do pai.
      O exemplo do carro ilustra isso. Do seu ponto de vista não há nenhuma perda para outras camadas da população. Mas esse é o SEU PONTO DE VISTA. Tente enfiar isso na cabeça de um cristão, ou pior ainda, de um muçulmano, que condena mais ainda a homossexualidade. O Direito ainda é muito influenciado por essa moral religiosa.
      Quanto mais a gente fizer sexo em banheiro, ficar se pegando na rua, organizando beijaços, etc, mais levantará a ira dessas pessoas como pastores deputados e o diabo a quatro.

      P.H.

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    5. Tudo o que você falou faz sentido, e não acrescentarei nenhum mas depois desta afirmativa.

      Que não exista problema do meu ponto de vista, pois me é bastante lógico. Da mesma forma, neste 1 bilhão de texto, não percebi nenhum motivo lógico que justificasse a obscenidade dos atos, a não ser pela pela própria moral. Isto que me é ilógico.

      Concordo que estes atos criam certa inquietação nas pessoas, porém julgo serem necessários, até que um dia a obscenidade, que é função do tempo e do lugar por não ser racional, seja tão comum que não será mais escandalizadora. Apenas nesse dia seremos livres para nos sentirmos seguros em demonstrar afeto com os nossos namorados e afins, pois isso não mais escandalizará ninguém.
      Um grande abç.

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    6. É exatamente isso. Esses valores foram construídos durante milênios e não será do dia para a noite que eles mudarão. É um processo gradual e lento, até porque todos nós temos valores.
      Mas é importante destacar que os héteros também "escadalizam", embora sejam mais tolerados seus comportamentos que de homossexuais.
      Tinha um casal hétero que morava num prédio do outro lado da rua do meu prédio. Eles transavam atrás da cortina da sacada deles. A mulher gemia tanto que dava pra ouvir aqui do outro lado da rua. No início eu achava até engraçado, mas depois começou a me incomodar muito. Às vezes eu estava estudando e isso me atrapalhava ou então durante a madrugada quando eu já estava dormindo. Até algumas pessoas que passavam na rua ficavam chocadas. Claro, se fossem dois homens transando e gemendo já tinham chamado a polícia e talvez até arrombado a porta deles.

      P.H.

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  23. Senhores, acho que vcs se preocupam mais com a moral do que os héteros. Esses, francamente, fazem sexo até em elevador!
    Sei que qdo tenho sede é pq tô com vontade a aí sou igual aos héteros: hipócrita! Afinal, sou humano! E, é "lugar comum" sobrepor teorias!

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    Respostas
    1. Perfeito!
      Pietro.

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    2. Eu não me preocupo, Édipo, só estou comentando-a aqui porque foi levantada essa discussão.

      Abraços.

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    3. A moral talvez seja o limite imposto pelo homem como forma de domínio sobre o outro, barrando suas ações.
      Se vc opina, mesmo não se preocupando com ela é pq se interessa ou a conhece. E, se o interessa ou a conhece, pensa a seu respeito. E se pensa, logo existe e é humano como qualquer outro; e se não está preocupado com a moral. Acredite, outros farão isso por vc, mesmo que não queira.
      Então, seja o que quiser: moral, imoral, ou amoral. Vc é livre sobre seu caráter e atitudes. Eu sou os três.

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    4. E eu não disse que vc se preocupava Rubens. Não me lembro de ter mencionado seu nome.
      O grande problema daqui dos comentários e praticamente de todas as relações humanas é a generalização.
      Achar que sempre estão falando de você, e pior, negativamente.
      Se soubermos individualizar, veremos que uma pessoa criticou o cometário da outra e não a nós. É pra isso que serve vocativo (palavra que evoca outra pessoa mencionando-a).
      Veremos que os outros falam dos outros e só falam da gente quando pronunciam nosso nome. Enquanto isso só jogam indiretas, e aí é vc que diz se a carapuça serve ou não. Aliás, o que o outro sabe de vc mais do que vc mesmo?
      É como minha irmã fala: Nossa mãe sofreu tanto qdo você ficou 11 dias na UTI. E eu respondo: Meu Deus! (apenas expressão, sou ateu!) quem tava na UTI era eu e não ela. Fui eu que fiquei sondado, drenado, monitorado, quase morro. Se ela sentiu algo ruim, me desculpe, mas eu senti 1000 x mais. Entendem? Os outros não podem sentir ou pensar por vcs. Não, nunca. Se são imoral, amoral ou moral. São vcs que serão. E não existe cartilha pra se viver bem ou feliz. Não existe receita de bolo ou manual. Cada um coloca os seus ingredientes, seu tempero, uns são doces, outros azedos, outros apimentados e outros sem sal. O paladar tem espaço pra todo gosto. Assim, como as pessoas e a vida. Discutam, isso é bom e mostra que vcs são mais humanos que muitos "humanos" e estão preocupados com o "futuro" dos companheiros e de si mesmos, mas não generalizem, nem tentem criar modelos, regras ou padrões. Vc sabe o que é melhor pra vc. E não deixe outro dizer isso. Ora, não foi minha mãe que levou injeções ou teve seu pulmão perfurado. Não, fui eu. Ela pode até ter sentido dor, mas não devia. Porque a dor maior foi minha e nem chega aos pés do que ela sentiu. Só eu sei o que eu passei. E só vc sabe o que vc passa. Afinal, é vc que vai bancar suas contas, não é? Ouça, opine, escute, fale, fale muito. Mas viva do seu jeito, porque a vida é sua e de mais ninguém.

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    5. O problema daqui é que tem muitos anônimos e isso dificulta na hora de identificar para quem vai cada comentário.

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  24. Qual sua opinião sobre esse blog e o autor dele:http://gaysozinho.blogspot.com.br/
    Já que seu blog é sobre discutir a sexualidade e não um diário.

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  25. Vcs são héteros e os héteros são gays!!! Sem mais!!!

    Édipo Rei (Complexo de Anjo II)

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