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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Sobre toques

    Sempre noto homens da minha família - ou fora dela - se abraçando com desconforto quando estão a se parabenizar, seja em ocasiões como aniversários, ou como na mais recente, no ano novo. Quando dou parabéns ao meu pai, também sinto um certo peso no ato, e o abraço se resume a uns tapinhas nas costas, ou na barriga que anda abundante.
    Provavelmente, quem já contou para algum amigo que segue o papel de hétero sobre suas aventuras e preferências sexuais, já teve que ouvir a condição para que a pessoa lhe aceite. Eles dizem para sabermos separar as coisas e, assim, está tudo bem. Num caso extremo, dizem para que não os toquemos. Contextualizando, soa mais ou menos como "Tá tudo bem, cara, não colocando a mão em mim...".
    Entendo a parte sobre separar as coisas, afinal, coleguismo é coleguismo, e pode ser muito afetado pela investida frustrada de um dos lado. Amizade não se arrisca perder por tesão, e mesmo sendo um comentário infeliz de se ouvir, ele é razoável. É infeliz pois ele implica que por sermos gays, iremos necessariamente estar atraídos por qualquer homem, e eles estão sujeitos as nossas investidas. Inocência, é claro. Mas quanto ao segundo comentário, podemos relacioná-lo a esse desconforto que os homens sentem no abraço.
    A análise é difícil, pois o uso da palavra 'toque' nesse tipo de comentário não deixa nenhuma pista sobre sua intensidade ou lugar no corpo. Mas olhando para o desconforto dos homens em se dar um simples abraço, é fácil notar que não precisa ser uma pegada forte na bunda para se definir o toque que eles não desejam. Até podemos fazer uma interpretação mais extrema, considerando que existe uma doença transmitida pelo toque, e que os homens sãos querem evitar. Não vamos, porém, nos vitimar, mas reconhecer outras vítimas nesse comentário.
        Quando falo de toque, falo dos momentos em que o corpo de uma pessoa encontra o de outra, como uma mão que toca um rosto para lhe chamar a atenção aos seus olhos, ou quando se repousa a cabeça sobre um ombro, ou num simples abraço, mas verdadeiro, sem tapinhas. Esses toques são muito necessários ao nosso bem estar, pois sentir outra pessoa fisicamente é agradável, te faz se sentir pertencido e querido, mas são cada vez mais raros. Suspeito que isso seja uma causa de nos sentirmos sozinhos, ou ansiosos, por não expressarmos nosso carinho.
   Existe tanto medo de que a sexualidade do homem seja posta em dúvida, que muitos abdicam de demonstrações de afeto entre seus queridos. Imagine, que tamanha distorção é não se sentir livre ou confortável para beijar a bochecha de um irmão, de um amigo, ou de um filho, quando se deseja. Quando se é criança parece estar tudo bem (e olhe lá), mas a ideia que fica é que, quando adultos, essas manifestações são proibidas por tomarem conotação sexual.
    Mas quem vê sexo nisso? É triste ver que qualquer forma de contato corporal tem interpretação sexual, o que eclipsa o afeto que existe por trás desses pequenos gestos. Acho uma lástima não ter a liberdade de repousar a mão sobre o ombro de um amigo, ou de segurar sua mão por um momento, sem que isso implique em interpretações sobre qualquer sexualidade. Isso, simplesmente por não estar fazendo o meu papel de hétero intocável.
    Enfim. Será que tudo isso é bobagem e toques são dispensáveis? Será que é atenção demais para uma coisa muito pequena?
Um feliz ano novo a todos vocês, cheio de realizações e maridos para todos nós.
Um abç, N.B.

31 comentários:

  1. Isso é mto relativo com o grupo social de cada pessoa. E com cada pessoa. Isso pode variar mto, tenho amigos que posso agir naturalmente sem a conotação gay no ato. Em outro é pelo simples fato que não curtem esse tipo de coisa, seja por achar um ato de gay ou por realmente não gosta. Isso é algo que posso dizer mto "particular" da pessoa, da situação e do momento.

    Não preciso quem um amigo meu me dê um bju na bochecha para dizer que gosta de mim, pelo aperto de mão eu sei disso. Pois o gostar não se resume apenas a um geste físico. Sacas?!

    Bravus

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    1. Olá Bravus, obrigado pelo comentário.
      Tens aí um ponto interessante, sobre ser uma liberdade que a pessoa concede a quem tem intimidade. O que me pergunto é se os que não concedem a intimidade do toque aos seus queridos reprimem esses atos por medo de ter sua sexualidade posta em dúvida. De qualquer forma, ainda existem os que não gostam de toque algum =p Tá calor demais pra isso, mesmo.
      De fato, também, alguém pode não precisar de um beijo na bochecha para saber que os outros gostam dela, mas o que proponho é a liberdade para beijar se, porventura, alguém quiser demonstrar o afeto dessa forma. Não toda hora, claro.
      Um grande abç.

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    2. Com certeza a maioria dos heteros masculinos nega um contato mais forte com outros homens para evitar que os outros desconfiem de sua posição sexual! Ainda mais devido a nossa cultura, que prega que dois homens não podem ter contatos tão amorosos entre si comparados com as mulheres!
      Tudo é cultura, resumindo! ainda mais essa cultura que homem tem que ser menos sentimental e mais macho! o macho que é macho não demonstra grandes afetos! isso é sinal de sensibilidade e fere o princípio do macho!
      abraço

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  2. Muito legal a sua abordagem NB. A questão do toque, como você mencionou, é algo muito importante. Nós, os povos dos trópicos, diferentemente de outras culturas como a japonesa e a europeia, temos uma necessidade muito grande de encostar nos outros, de abraçar, enfim, de manter um contato corporal até mesmo numa simples conversa.
    Porém, inegavelmente, nós também vivemos numa cultura machista que impõe severas restrições de como esse toque deve acontecer. Os toques entre mulheres, na visão dos homens héteros, é algo excitante e a maioria deles gosta (embora o lesbianismo que esses homens gostem deva ter por finalidade exclusiva satisfazê-los, e não apoiar uniões homoafetivas femininas). Já entre nós homens a ditadura machista é ainda mais rigorosa e impõe várias normas que estabelecem como devem ser nossos hábitos e comportamentos, tais como: homens devem ter postura de homem, não podem chorar, não podem encostar uns nos outros, abraços e beijos nem pensar e, acima de tudo, devem sair passando o rodo e pegando geral a mulherada.
    Infelizmente, a sociedade brasileira é muito machista. Basta ver na diferença salarial entre homens e mulheres, a questão da violência doméstica, entre outras coisas, para se constatar isso. A homofobia, inclusive, tão recorrente no Brasil, nada mais é do que um apêndice ou uma forma de manifestação desse machismo.
    Respondendo às suas indagações no fim do texto, não creio que os toques sejam indispensáveis. Muito pelo contrário. O contato corporal, sentir o calor do outro é algo muito bom que traz conforto, segurança e denota carinho, proteção e amizade. Não acho justo que o mesmo machismo que diz que gays não podem sequer andar de mãos dadas pela rua também estabeleça que dois amigos não possam demonstrar gestualmente seu afeto um pelo outro se assim o quiserem fazer.
    Abçs

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    1. Obrigado pelo comentário, senhor anônimo.
      Esses dias vi um meme bastante engraçado, tratando dessa relação ambígua sobre a intimidade feminina. Um caipira, que não apóia o casamento gay, assiste somente a filme pornô lésbico.
      Elas tem maior liberdade de se tocarem, mas não consigo achar uma razão que justifique isso. Será que é só porque é excitante para os machos? Acho interessante colocar um exemplo de outra cultura, onde homens de países muçulmanos se cumprimentam por beijos na bochecha, e as mulheres, bem... nem falam nada. Essa cultura também não deixa de ser machista, mas o toque entre homens é menos reprimido, e as mulheres é que sofrem o peso do não contato corporal.
      Um grande abraço.

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    2. Concordo NB. Por isso no início do último parágrafo eu ressaltei que estava falando apenas da sociedade brasileira, desconsiderando outras culturas. Mas você não deixa de estar coberto de razão. Mas aqui no Brasil, especificamente, é notório que as mulheres, mesmo amigas, podem andar de mãos dadas, dar beijinhos, andarem abraçadas, falar uma no ouvido da outra, apoiar no ombro etc. A razão disso eu também não saberia te dizer, pois,ao mesmo tempo, a nós homens é imposto que ajamos de forma a jamais colocar nossa masculinidade em dúvida. É complicado mesmo explicar essas questões culturais.
      Abçs

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    3. Concordo com a primeira postagem do anônimo referente a principal causa (no meu ver) da homofobia: o machismo!
      O machismo acha um absurdo ver dois homens se tocando de uma maneira mais íntima! E ao ver isso acontecer, é como se esses homens tivessem transgredido uma lei!
      E o machismo é o que prega que é lindo ver duas mulheres se beijando para servir ao homem!
      E no caso do N.B as mulheres tem mais liberdade para se tocarem, pois o seu ''papel'' na sociedade é de um ser mais frágil e sensível... sendo mais sensível elas tem mais liberdade de se tocarem! Importante ressaltar que tudo isso são estereótipos!
      E no caso dos homens, o seu '' papel'' na sociedade é o caro grosseiro, sem mtos sentimentos, portanto não espera-se um comportamento mais íntimo com outro homem!
      abraços

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  3. Cara, muito bom texto. Sempre gosto de ler seus escritos. :)

    Eu concordo muito com você. Eu acho o toque extremamente necessário. Mesmo. Não aquela coisa pegajosa de estar se encostando o tempo inteiro, isso eu já acho demais. Sem contar que banaliza o ato, não é mesmo? Mas poder dar um abraço mais comprido e sincero, um beijo, que seja na bochecha, é muito especial.
    Sou muito feliz por um grande amigo que eu tenho não ter essas restrições. Ele não está nem aí. Abraça mesmo e faz tudo na maior liberdade (claro que isso é quando lhe dão essa liberdade. Ele não sai pegando nas pessoas como se não houvesse amanhã).
    Engraçado como as pessoas vivem achando que ele é gay. Mas não é. Pena que homens como ele são peça rara. Raríssíssima, por sinal.
    Abraço!

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    1. Corajoso esse seu amigo! E de fato, pena que são raros. Acho interessante gente assim, pois ele deve estar realmente seguro de sua sexualidade, além de conseguir separar facilmente o toque de tendências sexuais.
      Pergunta para ele como ser tão bem resolvido, aí a gente pode montar um guia pro pessoal hétero encanado.
      Um grande abç.

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  4. Olá a todos e bom ano 2013!

    Começo por dizer que as coisas são um pouco diferente por terras lusas (Portugal), aqui já vi um pouco de tudo. Quando um homem hetero é amigo de outro a tendencia para mostrar a amizade é trata-la como uma relaçao gay. Abraços, apalpadelas, beijos no rosto (e até já vi beijo na boca), tudo isto para mostrar uma amizade de irmão. O que acontece é que isto é visto como normal, nunca vi ninguem dizer que são gays por dar um beijo na cara do melhor amigo (amigo irmão) e muito menos um abraço. É claro que tambem existe aqueles heteros que não gostam dessas confianças mas entre amigos próximos é raro. Espero ter contribuído para o debate com ideias doutro país. Obrigado e parabéns pelo texto, pena que demore para sair xD

    Miguel 21

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    1. Olá Miguel, obrigado pelo comentário.
      Esse povo da Europa tá mesmo bastante liberal, hein? Beijo no rosto, ou apalpadelas (curti o dialeto) seriam quase um atestado de viadagem no brasil, nunca se vê isso por aqui.
      Isso me faz lembrar aquela bandinha britânica One Direction, que tem fotos dos integrantes em momentos íntimos assim circulando pela internet, e que recebem milhões de críticas e piadinhas em lugares menos liberais, como aqui e nos EUA.
      Certamente, seu comentário acrescentou a este blog.
      Um grande abç.

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    2. Queria só acrescentar umas coisas pois tenho medo que não tenham ficado claras e que acabe por não descrever a realidade como ela é.

      1º este comportamento é caracteristico de amigos muito próximos (como se fossem irmãos) raramente entre pessoas com alguma distancia afetiva.
      2º este comportamento é pricipalmente visivel em jovens, pessoas mais velha a situação não é tão evidente
      3º apesar dos beijos no rosto, abraços fortes, apalpadelas etc fica claro que se trata duma brincadeira entre amigos e não dum relacionamento gay, fica claro para o "público" que assiste ás cenas.
      4º as pessoas são diferentes logo os comportamentos são diferentes, quer de país para país quer de região para região.

      N.B lembro-me que li (não sei se foi aqui no site) que nas escolas brasileiras não se falava de homossexualidade! A falta de informação das escolas origina preços altos que voces gays tem de pagar no dia-a-dia. (Infelizmente) Aqui nas escolas ha dezenas de debates sobre o tema e muitos vezes são os proprios heteros a defender os gays, acredito que em grande parte da Europa seja assim e espero que algum dia seja a vez do Brasil.
      Abraço, Miguel

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    3. Pois é Miguel, mesmo com todas essas condições para a expressão do toque que você expôs, isso não acontece por aqui. Existe tanto tabu relacionando toque e sexualidade que até melhores amigos tem receio de deixar o outro desconfortável ou intimidado com suas expressões mais físicas.
      Sobre a escola, você ficaria espantado com as coisas que são deixadas de lado por lá... O sistema educacional brasileiro é uma vergonha. Não se realizam feiras abertas ao público, debates entre os alunos, não existe atividade extra classe e a grade de matérias é engessada para todos os alunos. Até 10 anos atrás, por exemplo, existia ensino religioso nas escolas públicas.
      Um grande abraço.

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  5. Olá N.B! Tudo bem?

    Cara, estes dias estava pensando a mesma coisa, meu pai é o exemplo clássico, avesso a qualquer demonstração de afeto, e pior, acredita que isso seja uma virtude "um homem não deve demonstrar fraqueza" não acredito que deva ser por qualquer conotação sexual acho que é apenas para esconder o que sente, pois bem no fundo, no pré-sal de seu ser, é um torrão de açúcar.
    Particularmente acho o abraço uma das coisas mais belas que se tem, o ato de unir nossos órgão vitais, nosso coração ao de uma outra pessoas é algo único, e sim, faz falta no dia a dia, um pouco de contato físico, um beijo, sei lá... é importante.

    Abraço pra todo mundo!


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    1. Faz sentido também neh, ter aversão ao toque para esconder a doçura e os sentimentos que existem por trás? Rsrsrs
      Afinal, existe um senso comum de que sentimentos não são uma expressão muito masculina :p
      um abç

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    2. Pois é, o homem "de verdade" come os demonios interiores no espeto no café da manhã.


      É uma sociedade muito engraçada, se vista de uma perspectiva questionadora.

      =)

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  6. Resumindo o sentimento gerado por esse mau costume em uma palavra:
    Lamentável!

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  7. Magnifico texto como sempre, N.B.


    Se já não for o caso, esse blog deveria se tornar referencia para o publico gay.

    É importante encontrar em algum lugar alguem que possa trabalhar com questões assim, com tanta habilidade com as palavras. Existem muitos detalhes que a maioria não leva em consideração ou ao debate.

    Aqui a sensação é: "Uau, esse cara pensou nisso e destrinchou muito bem!" ou "Já pensei nisso, mas não exatamente dessa maneira!".

    Muito bom, não duvido que faça muitos por aí se sentirem menos sós ou desamparados. Continue!




    Rapida observação:

    "...algum amigo que segue o papel de hétero"

    Tanto foi dito em uma frase tão simples, huh?

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    1. Doces palavras, sr. anonimo!
      Fico muito feliz com os elogios :P tipo nessa foto

      http://24.media.tumblr.com/tumblr_mcosyeqNxE1ryt074o1_1280.png

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  8. blz, acho q depende do meio social, eu e meus irmaos e meu pai, nos abraçamos o tempo todo, nos beijamos no rosto, mesmo na rua, e nem lembramos q tem alguem em volta, sempre falamos uns para os outros(te amo), com os amigos heteros a mesma coisa, nos abraçamos o tempo todo, e nunca vi ninguem olhar torto, so uma vez, q dei um beijo no rosto do meu pai, na saida do meu serviço, e uma menina q trabalhava comigo, perguntou quem era, q achou estranho agente si beijando no rosto, eu disse q era o meu pai. Mas ela é do belem do para, acho q tem mais a ver com a regiao do país, aqui no ESTADO DO RIO DE JANEIRO, as pessoas sao mais liberas, entre afeto entre homens, na capital (RIO)tanto no baile na favela, quanto nas praias, nao existe esse tipo de machismo entre homens heteros, no nordeste deve ser grande... Só uma opniao. Valeu

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    1. Isso aí, ouvi falar muito que o rio é bem mais liberal que outras partes de brasil. Mas só ouvi dizer também, é legal ter a confirmação. Gostaria de ver mais pessoas agindo com naturalidade na demostração dos sentimentos, como acontece com vc.
      um abç.

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  9. Muito interessante a materia,eu ja pensei nisso, a maneira como o homem se comporta entre amigos.

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  10. GUS - RECIFE

    N.B., de início e atrasado, um ano massa pra você!
    Estava meio ausente, mas andei lendo as coisas que perdi aqui no blog.
    Então... tempos atrás eu também abraça meus tios, primos e tals, dessa forma meio com 'nojinho', sabe?!
    Mas daí eu decidi que quando abraçasse alguém, queria sentir mais a pessoa.. de uns anos pra cá, meu abraço é de frente, não de lado, e troquei as 'tapinhas', por um alisar no ombro..acho que isso dá realmente a sensação de sentir a outra pessoa, de troca mesmo.
    Acho que tá falatando realmente mais espaço pro toque entre as pessoas. Tudo bem que a gente não vai sair beijando no rosto o cara que conheceu outro dia na sala de aula...mas falo quando se há intimidade pra tal, por que não fazê-lo?! Acho uma delícia quando saio nas festas alternativas aqui em Recife [a propósito, se vir um dia, te acompanho numa que chama ODARA ÔDESCE, é uma lindezaa! rrsrsr!!!] e os amigos se cumprimentam sem malícia com um abraço e um beijo no rosto!

    Bem... mais abraços então pra gente e sim, JÁ PODE CHEGAR esse marido a~e que vc desejou, ok?!! hehehhe
    A propósito, um beijo pra vc.
    ;)

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    1. guuuuuuuuuuuuuuuuuuuus!
      Tempos mesmo hein amigo!
      Aconteceu comigo recentemente também, essa pessoal do meio alternativo me cumprimentando com um beijo no rosto. Eu que tenho um costume muito forte de dar só um aperto de mão achei interessante isso =p
      Pode deixar, se algum dia eu for a recife eu entro em contato. A festa parece ser mto animada, o nome já é bem sugestivo rsrs
      Outro beijo pra vc!
      E um grande abraço.

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    2. Valeu, não vai nem me procurar né, amigo velho? Brigado pela consideração... rs*

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  11. Eu sinto essa falta! De beijar meu irmão, meu pai, abraçar um amigo... É bem isso do post, sempre tem conotação sexual.

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  12. Eu sou muito de falar tocando, de abraçar amigos e beijar no rosto... Gosto de contato humano, me sinto passando sentimento pras pessoas ao redor; o mundo está muito frio emocionalmente, um abraço bem dado melhora 100% o dia de alguém, e um beijo no rosto faz qualquer um se sentir amado! Não aquele beijinho educado de dondocas, mas uma bitoca barulhenta e molhada, hehehe...

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  13. Vi alguns comentários sobre o rio ser um lugar mais liberal.
    Politicamente é um dos estados mais nocivos a quem é homossexual/homoafetivo, com a recente aprovação da lei para protejer a "moral,bons costumes, valores sociais e espirituais". Um projeto criado é claro pela deputada bitolada Myrian Rios (PSD.
    Espero somente que essa moda não pegue nos outros estados...

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  14. Na verdade, até "pode" beijar, abraçar ou mesmo pular em cima do amigo. É só ver a comemoração em jogos de futebol. Mas tem um protocolo, uma maneira "certa" de fazer. No dia a dia, porém, tudo é sempre mais "seco".

    Olha, quanto a isso, até que não me incomodo muito. Geralmente, não sou muito de toques. Mas tem vezes que você tem vontade de expressar toda a sua consideração ou felicidade por ver alguém num abraço. Aí, realmente, aqueles abraços mais distanciados, ou meros apertos de mão, são uma frustração tremenda.

    Com meu irmão já tenho um pouco mais de liberdade e até dou um beijo nele, na cabeça, ou mesmo pulo nas costas dele. Nem sempre ele gosta, claro, e às vezes faço pra perturbar mesmo hahaha. No caso do beijo, por eu ser o irmão mais velho, é como se eu sentisse que ele ainda fosse uma criança. No caso do pulo, já é uma coias mais fraternal, de irmãos mesmo.

    Definitivamente, meu melhor amigo é meu irmão.

    Abraços.

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  15. Meus caros!
    Acho isso tão normal,sou heterossexual,tenho amigos.
    Mas com meus amigos nunca houve esse preconceito!
    Quando meus amigos,eu brinco.
    Tipo do um beijo na bochecha ou na testa.
    Do abraçoos fortes!as vezes eu fico até abraçado com eles!
    Tapinhas eles acham comun.
    as vezes agente brinca num nível mais alto.
    tipo dou um beijo no cantinho da boca,dou um tapa no bumbum,ou eles me dam um tapa na bunda!
    Mais o mais extremo foi quando eu abracei meu amigo coloquei a mão debaixo da camisa dele e fiz cocegas!
    E tao familiar!
    Oqual eu mais gosto é ficar abraçado,deitar no colo e fazer narizinho.

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  16. Desde meus 6 anos já lembro manifestar indícios de minha homossexualidade, porém somente 10 anos depois é que comecei a sentir a necessidade de tocar homens e ter prazer com eles. Eu sempre desejava abraçar um homem, poder sentir seu corpo encostando no meu. Só consegui me realizar aos 19. E nossa, que delícia foi abraçar o meu primeiro cara, meu corpo tremia de tanto tesão rsrs. Foi umas das melhores sensações da minha vida. Hoje eu adoro abraçar, pegar, beijar e fazer carinho nos meus amigos, assim, sem conotação sexual, só por afeto mesmo, mas eles não curtem. Quero um dia poder ter amigos com quem eu possa fazer isso sem represálias, pois é muito bom tocar nos homens :p

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