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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Pai ausente

“O filho começa a ficar assim, meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem”. - Jair Bolsonaro, Deputado Federal 
    Já tive dúvidas de que o relacionamento com os pais na infância pudesse ser um contribuidor para a expressão da homossexualidade quando adulto, exatamente pelo relacionamento com meu pai não ser o melhor do mundo. Já sabemos, porém, que investigar as causas da expressão de uma determinada sexualidades é inútil e contraprodutivo, mas ultimamente, alguns amigos gays tem-me reportado seu relacionamento distante com o pai, e levantam a questão de que essa dificuldade no relacionamento pode ter contribuído para terem uma inclinação homossexual.  
    Oras, é muito comum encontrar gays que têm dificuldades de relacionamento com o pai, e é muito chato ouvir de quem recrimina a homossexualidade que um pai distante, ou uma mãe super-protetora, faz com que o menino não siga um desenvolvimento normal, ou que se torne afeminado, etc etc. Até que faz sentido para quem ouve a hipótese levianamente. A ideia principal é: "o menino sente falta de uma figura masculina e busca o afeto com outros homens, que tomam a figura de pai", dizem. Essa hipótese é rapidamente refutada por exemplos de meninos que foram criados somente pela mãe, e que crescem gostando de vagina, com todos seus dentes e fluidos, o que mostra que isso não pode ser uma regra.
    Ainda, alguém pode afirmar que não é uma regra, mas que as chances de um menino se tornar gay, caso não tenha um pai presente, são maiores do que com um pai participativo e empenhado nas atividades pai-filho, tradicionais do papel de macho. Se alguém afirma isso, também tem que provar se quiser ser levado a sério, pois desconheço qualquer estudo (de fontes não tendenciosas) que indique isso. Esse tipo de estudo é muito difícil de ser realizado, pois tem que levar em consideração infinitas variáveis que possam influenciar na correlação, e a consideração ou não de cada uma pode levar a uma conclusão diferente. 
    Da mesma forma que afirmam que o homossexual-ismo é causado pelo distanciamento do pai, podemos facilmente inverter a direção de causa e efeito. Se gays têm um pai distante, a distância pode ser resultado da sexualidade do filho, e não o contrário, como é comumente acreditado. Neste caso, um filho gay faz com que seu pai se distancie, pois é comum que os pais percebam, mesmo que subconscientemente, que seus filhos são gays já em uma idade muito jovem. Com o distanciamento do pai, que também ocorre subconscientemente, a mãe se sente obrigada a preencher o espaço deixado por esse distanciamento, aparecendo muitas vezes como super-protetora.

    Em outras palavras, gays seriam gays independente do nível de comprometimento dos pais, e chegamos em outra hipótese que não leva a lugar nenhum na discussão de causas. Enfim. 
    E os senhores, como é o relacionamento de vocês com seus pais? Vocês acham que se tivessem um pai mais presente, que se empenhasse nas atividades para melhorar o laço entre pai e filho, faria alguma diferença nas suas sexualidades?
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Pausa para recomendação de um curta metragem espanhol, sobre banheirão. Um jovem que é adepto da prática, bastante comum mundialmente pelo que parece, lida com isso de uma forma bastante natural. Recomendadíssimo, tem apenas 20 min de duração, porém, não acho o video com legendas em português. Segue o link com legendas em inglês, de qualquer forma.

Um abç e bom fds.
N.B.


46 comentários:

  1. Todos meus irmão que foram criados pelo meu pai são heteros, mas ele se separam quando tinha 1 anos e fui criado só pela minha mãe. Então minha educação foi mais delicada, mal sei martela um prego, mas sei limpa, cosinhar, passa. Tudo oq que minha mãe pode fazer ela fez. Mas se eu tive-se um pai, tenho certeza que eu não seria gay, pois teria um exemplo de homem presente em minha vida tem conversas que é só de homem, conselhos que me faltarão, tipo de como chegar em uma guria.

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    1. O que diabos foi esse comentário, minha mãe do céu?! que mundo de nelson rodrigues essa pessoa vive? pois eu fui criado entre 4 irmãos homens, mais meu pai, a única mulher na casa era a minha mãe, ela educou os filhos para também limpar, cozinhar, passar, mas dos 4 filhos só eu sou gay. e ai? por favor!

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    2. Oi.
      Eu não falei que isso é para todos os gays, mas foi no meu caso, alguns acreditam q seja a genética, ou algo traumatizante na infância, mas cada caso é um caso o seu é diferente eu tenho nada a ver. Eu me aceito gay sim, e sou assumido. :P

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    3. Oi Edson, obrigado por comentar.
      Eu acho interessante ver, também, homens que fazem coisas que você disse que um homem aprende com o pai (martelar, dentre outras) e ainda são gays, enquanto outros que fazem coisas ensinadas pela mãe (lavar, passar, cozinhar) são cheiradores de perereca.

      Como você disse acima, cada caso é um caso, e tem muita probabilidade e aleatoriedade envolvida :P
      Você teve uma criação mais próxima de sua mãe, e é gay hoje. Mas será que esses dois fatos tem alta correlação ou será só coincidência? Será que aconteceria mesmo se você tivesse o melhor pai do mundo?

      Eu não me atrevo a especular sobre isso, pode ser, pode não ser, etc etc... O importante é estar bem consigo mesmo, e pelo que me parece você está!
      um abç

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  2. É uma coisa complicada... mas eu não acredito nisso... eu acho que o relacionamento com os pais influência, e muito, na forma como vamos encarar nossa sexualidade e até como nós mesmos nos encaramos. Mas não acredito que a questão de ter um pai ausente tenha uma influência direta em alguém ser ou não homossexual. Ah! Também conheço um casal gay, que acabou criando uma criança, um menino e o garoto é hetero!

    Tenho amigos que tem pai presente e são gays, outros, tiveram pais ausentes ou mesmo falecidos e isso os fez ainda mais maduros e "machos", pois acabaram assumindo responsabilidades e tudo mais. Eu tenho um relacionamento muito próximo com a minha mãe, eu brinco que antes de mãe e filho sempre fomos amigos. Meu pai, apesar de não ser ausente, já é um relacionamento padrão, mais burocrático... sempre pai e filho... mas não acho que seja homossexual por conta disso.

    Óbvio que o fato de observar e ser próximo da minha mãe, me dá algumas "credenciais"... tenho uma atenção maior a coisas que talvez passassem desapercebido para a grande maioria dos outros caras, mas não vejo isso como condição para alguma coisa.

    Eu me arriscaria a dizer que isso é um pouco de necessidade de haver um "culpado", uma causa e efeito. É como se fosse necessário haver uma justificativa para ter cabelo liso ou crespo...

    Penso que todos nós somos o que somos desde que nascemos, talvez, o "meio" possa contribuir para entendermos isso mais rápido ou mais devagar, mas acredito que tudo sempre esteve lá.

    Post muito bacana... e relevante...

    Abração!

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    1. Esses exemplos de casais gays com filhos héteros é a coisa mais linda do mundo. Ainda não tive o prazer de conhecer nenhum com filhos - ou nenhum muito estável rsrs.

      Sobre sermos o que somos desde que nascemos, eu também acredito que isso tem bastante peso, mas não sozinho. É como você disse, a necessidade de querer racionalizar tudo, e colocar tudo em caixinhas de definições, de causas e de consequências, as vezes nos leva a equívocos. Ainda adicionaria as experiências, que podem ou não ditar algum traço do que somos hoje. Acho que nunca saberemos, e talvez seja bom não saber =)

      um abç, e obrigado.

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  3. Edson, meu pai sempre foi ausente, mas isso não foi motivo pra eu não tentar namorar meninas, eu tentei, e tentei muito. E mesmo assim não conseguia levar o relacionamento a diante com elas, porque perdia o interesse, não tinha atração física verdadeira por elas, quem dirá amor. Acredito que no seu caso seja algum problema ligado a aceitação da sua sexualidade, olha só o que você disse,não tinha ninguém para te aconselhar como chegar em uma guria, mas pelo jeito com os guris tu tinha habilidade. Isso acontece porque a sua sexualidade não tem nada de anormal ou de errada, ela simplesmente é e ponto.
    E outra, recomendo que você leia meus posts relacionados a sexualidade e a auto aceitação. Seguem a baixo.
    http://queermrfg.blogspot.com.br/2012/04/sexualidade-correta.html
    http://queermrfg.blogspot.com.br/2011/07/seja-voce-mesmo-sempre.html
    http://queermrfg.blogspot.com.br/2011/11/sera-que-eu-sou-gay.html

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  4. O meu pai nunca foi exatamente distante. Ele sempre esteve lá, na dele, mas esteve lá.
    A questão é que ele tinha essa ideia de que a mãe que é mais próxima dos filhos e o pai deve ser mais rígido, duro na queda.
    Agora, que a idade chegou e ele ganhou um neto do meu irmão, ele vem mudando essa visão, mas todos os filhos já estão crescidos e criados.
    Nunca tive um relacionamento muito forte com o meu pai e ultimamente temos nos bicado mais que nunca, mas nem sei se é por ele desconfiar alguma coisa da minha sexualidade ou é só porque somos muito diferentes mesmo (ou será que somos tão parecidos que nem percebemos?)
    Mas eu acho que essa história de o distanciamento do pai influenciar na sexualidade é muito balela. Fosse simples assim, toda família de pais juntos (como a minha) teria somente filhos heterossexuais, o que não acontece de fato
    Abraço

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    1. A distância a que me refiro não é necessariamente a física, se é que me entende, por isso famílias de pais juntos ainda podem ter filhos que são distantes dos seus pais.
      A sua descrição do relacionamento com seu pai me fez lembrar muito a minha. "Sempre esteve lá", e só. Eu sinto uma dificuldade imensa de conversar com ele, mesmo que seja sobre assuntos gerais. Também debato se somos diferentes demais ou parecidos demais, mas num quesito eu tenho sorte: ele não me cutuca, como o seu faz. Parece que tem uma linha de assuntos permitidos, ou da intensidade desses assuntos, e nunca passamos muito para o lado pessoal. É incrível, e me parte o coração também. Enfim :)

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  5. Eu sou um dos que acham que realmente a ausencia de figura masculina é um dos fatores que "causa" a homossexualidade. Até o ANO PASSADO eu nunca tinha visto meu pai (tenho 19 anos). Fui criado por meus tios e minha mãe, um modelo de família ainda mais inusitado do que só mãe-filho.

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    1. Olá Langolier!
      E o relacionamento com seus tios, não era próximo? Lembre-se que muitos homossexuais nem tem os tios para servirem de exemplo masculino a ser copiado, e ainda assim crescem com gosto sexual comum. Isso indica que o exemplo masculino dos seus tios não pesou para que sua sexualidade tendesse para gostar de mulheres, o que não faria diferença se eles não estivessem presentes.
      Só uma hipótese, porém :P
      abç

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    2. Na verdade, eram 3 tias e UM tio. Além disso, havia minha avó. Esse meu tio, por ser solteiro e bem quieto, nunca me "ensinou" a pegar mulher, por exemplo. Mesmo assim, nunca fui superprotegido. Pelo contrário, sempre fiz o que quis, saí quando tinha vontade e tal. Mesmo com esse tanto de mulher, não sou afeminado. Digo, não sou ingênuo ao ponto de imaginar que passo despercebido pra todos, mas também estou longe de ser o estereótipo de "gay criado com avó".

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  6. Acho que devemos começar a respeitar as opiniões de terceiros aqui no blog, mesmo que elas estejam em desacordo com as nossas. Todos tem a verdade de alguma forma, falta agora o respeito. Dirijo esse comentário ao FOXX.

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  7. beleza, sou de Nova Friburgo, estado do Rio. Eu nao acredito em causas da homossexualidade, muito menos em fator externo, isso e pra quem acredita na cura (gay). Eu tenho tres irmaos heteros, meu pai sempre foi presente. Eu tenho um irmao gemeo, mais somos de placentas diferentes, nao somos identicos, fomos criados da mesma forma, sempre fomos muito amigos, estudamos na mesmas salas, os mesmo amigos, e sempre saimos juntos. E ele é hetero e eu sou gay. Me assumi pra familia aos aos 25 anos, e me aceitaram prontamente. Meu pai disse que so quer que eu seja feliz, esse meu irmao gemeo, chegou a chorar, pq eu disse que tinha medo deles me baterem, ou me colocar pra fora. Ele me disse, como eu poderia pensar isso deles. E depois disse que estava muito feliz, pq agora me conhecia de verdade, e que nossa familia era ecletica, 2 heteros, uma mulher, minha irma, e 1 gay. Hoje tenho 28 anos, e eles passaram a me amar muito mais. Olha que eles eram preconceituosos nunca achei que eles iriam me aceitar.

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    1. Po que legal que voce le o blog tbm sou de Nova friburgo ^^

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  8. Concordo totalmente com o latinha. Tenho um tio que foi criado sem a figura paterna tendo 9 irmãs e mesmo assim é heterossexual fora os varios e varios casos de crianças que são criados apenas por mulheres e são heterossexuais enquanto outras familias tendo uma boa relação das duas figuras e o menino é gay. No meu caso a minha relação com meu caso é bem de momento estamos passando por uma fase bem ruim. A minha criação foi a seguinte meu pai pagava as contas e minha mãe me criava não temos uma relação de pai e filho é tudo muito frio e distante não consigo sentir falta dele e sinceramente é frustrante pra mim não sentir falta do meu pai, por mas que tente...

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  9. blz, queria responder o comentario do anonimo, que criticou o FOXX. Meu amigo, as pessoas podem ter opnioes diferentes, mas a verdade so existe uma, nao existe varias verdades sobre um questao. O que pode haver sao opnioes diferentes, nao verdade. Exemplo, os antonimos das coisas, sempre sao pares. Feliz e infeliz. Jovem e velho. Doce e salgado. Bom e ruim. Dia e noite. Morto e vivo, e logico VERDADE E MENTIRA. O que eu quero disser e que ele pode acreditar nisso, pra tentar ser sentir menos culpado, por haver uma causa. Mas a unica verdade e que a ausencia ou preseça; do pai nao influencia. Eu tenho um amigo que foi criado so pela mae, nunca conheceu o pai e é hetero. O que derruba essa tese. Todos nos somos homossexuais pelo mesmo motivo, natureza, sou o anonimo de nova friburgo,do comentario acima.valeu abraços.

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    1. E a opinião de cada um, não defende a verdade de cada um, que muitos até estariam dispostos a morrer para defendê-la? A definição de verdade passa por uma composição muito mais complexa do que simples antíteses.
      Por fim, sua experiência o leva a acreditar que homossexualidade é pré-determinada pela genética, ou natureza, como quiser chamar. Porém, este é um exemplo pontual e pessoal, e deve haver mais cautela ao generaliza-lo.
      Um abç.

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  10. Olá primeiramente não se usa mais o termo homossesualismo (sem ofensas ta) mais em relação ao assunto meu pai nao foi um pai presente na minha vida nunca foi e nunca sera . Senti falta de um pai presente na minha vida mais independetemente disso acho que seria gay da mesma forma se meu pai estivesse presente na minha vida!

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  11. blz, sou eu de novo de nova friburgo estado do rio, queria terminar como me assumi. Eu escrevi uma carta de 30 páginas, explicando tudo que eu passei desda da minha descoberta, as angustias, depressao, e pq eu guardei esse segredo por tantos anos, expliquei, comparando com eles o que era homossexualidade,que eu nao estava optando como eles nao optaram em serem heteros, foi na vespera de natal dia 24 de dezembro de 2009. Imprimi e encardenei, embrulhei pra presente e pedi que meu irmao, levasse para casa do meu pai. Moramos so nos dois. Sai pra um bar, bebi todas pra comemorar o dia mais feliz da minha vida, por ter criado coragem de tirar esse peso da minha costa. Cheguei perto de meia noite,quando ja tinham lido. A carta foi tao bem detalhada, que eles nao tinham o que perguntar tudo estava escrito nela. A capa estava escrito; ESSE E O MEU PRESENTE DE NATAL PARA VOCES, ESSA E A MINHA HISTORIA QUE POR MIM SERA CONTADA. No final eu disse que nao perderia mais um minuto da minha vida por causa deles, que eu ja tinha perdido muitos anos por amor a eles, por nao ter vivido sem mascaras. Todos choraram por ter visto tudo o que eu passei sozinho. E nada mudou mudou, passamos o revellion juntos, e meia noite o meu pai me abraçou, me beijou e disse que me amava muito, e que nada iria mudar. E nao mudou. Hoje tenho 28 anos. A gente pensa que nunca vai ter coragem de contar, mas um dia ela chega. A vontade de ser feliz, fala mais alto que o medo. E pensem gostando ou nao, todos vamos morrer um dia,nenhum pais vao sofrer pra sempre por causa disso,nem a gente. Todos esses anos dentro do armario nao vao servir pra nada no final da vida, so pra lamentacao, e sem ter chance de viver de novo. Esse peso nem nossos pais vao carregar pra gente. Ninguem. Valeu, abraços!

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  12. pro anonimo de nova friburgo tambem, blz cara, maneiro vc ser de friburgo tambem. Se quiser me passar um msn pode ser fake, a gente pode trocar uma ideia, experiencias, apesar de ter assumido pra familia, so eles sabem, nem meus amigos, nao tenho amigos gays. E nao sou assumido para a sociedade, ninguem sabe de mim a nao ser a minha familia que e quem importa. Espero uma resposta abraços.

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  13. pro anonimo de nova friburgo tambem, blz cara, maneiro vc ser de friburgo tambem. Se quiser me passar um msn pode ser fake, a gente pode trocar uma ideia, experiencias, apesar de ter assumido pra familia, so eles sabem, nem meus amigos, nao tenho amigos gays. E nao sou assumido para a sociedade, ninguem sabe de mim a nao ser a minha familia que e quem importa. Espero uma resposta abraços.

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    1. me add ai esse msnnao é meu mais la eu te passo o meu ta blz garoto-p18@hotmail.com sou o carinha de Friba

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  14. Eu também acredito cada vez mais que discutir "causas" da homossexualidade não seja lá muito útil, para mim é apenas mais um aleatoriedade da vida.

    Lembro do diretor Walter Salles que algo que serviu de inspiração para ele fazer o filme Central do brasil foi ter lido em uma matéria de jornal que uma grande porcentagem da população brasileira não tinha pai, isso é tinham pai ausente.Não sei se estariam falando apenas de pais não registrados ou registrados porém não-presentes, nem de quando era a porcentagem e se o dado era fiel a realidade, porém pela realidade que experimentamos isso é mesmo muito comum no nosso país.

    Se subirmos em uma favela por exemplo, quantos ali não tem pai e foram criados por mães e avós?Muitos.E lá existem mais gays do que em outros lugares?Eu acho que não.Mas aí é claro podem argumentar que esses meninos sem pai procuram a camaradagem masculina com os meninos da vizinhança e outros meninos não se misturam bem com eles e ficam com as meninas e na barra da saia da mãe.Porém nesse caso acredito que seja mais uma identificação da própria criança do que a "causa".E é claro que dentre aqueles que preferem a brodagem dos meninos da rua sempre acontecem uns que curtem.

    Sobre o meu caso, posso falar que muito superprotegido pela minha mãe sim, no sentido de ela nunca deixar eu sair muito de casa e não me incentivar a fazer esportes (ele sempre acreditou demais em um médico que me proibiu de fazer esportes devido a um problema de saúde e mesmo sendo um bom médico ele estava errado e minha mãe sempre foi muito "deixa pra lá", característica que herdei dela)
    e nem mesmo a estudar.Ou seja ela era um mãe ausente de certa forma e meu pai mais ausente ainda, inclusive físicamente por trabalhar viajando.


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  15. to ficando chato aqui no blog, prometo que e a ultimo comentario que eu posto. Em resposta ao N.B. Cara eu nao acredito que isso e generalizar e nem pessoal e pontual. O que que quero disser e que pra chegar a um senso comum, precisamos derrubar as teses, se existe milhoes de homossexuais, criados em varias culturas e formas diferentes, e logico que derruba a tese do (fator externo). Ai sobra fatores internos. Pra chegar a uma resposta precisamos derrubar as teses, exemplo, um medico pra chegar a um diagnostico, ele precisa derrubar todas as possiveis causas, pra chegar a verdadeira causa da enfermidade. Isso nao e generalizar, e nem opniao pessoal. O que quero disser e que racionalmente, nao tem logica o cara ter pai ausente, e o filho ficar de pau duro por causa disso por um homem. Logo essa tese e derrubada, ninguem sabe a causa, mas e somente uma, a homossexualidade nao e tao complexa assim para ter varias causas. Existe varias causas pra pessoa ser hetero? QUANDO PARAMOS DE ACEITAR TODAS AS CAUSAS, E USAR A LOGICA DAS COISAS, CHEGAREMOS A RESPOSTA FINAL, SE EXISTE. PRECISSAMOS CHEGAR EM UM CONSENSO E SAIR DAS HIPOTESES. A LOGICA DERRUBA QUAL QUER OPNIAO PROPRIA, GENERALIZACAO, E FILOSOFIAS E DIREITOS DE OPNIOES. NAO DIGO QUE A MINHA TESE, DE SER NATURAL, SEJA A CERTA. MAIS JA ESTOU NO CAMINHO, TENDO EM VISTA, QUE PAI AUSENTE OU PRESENTE NAO FAZ A DIFERENCA, MENOS UMA HIPOTESE. DESCULPA, SE EU NAO ME EXPRESSEI BEM. VALEU, ABRAÇOS!

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  16. Olá galera... Bom sempre tive um pai presente....e lembro que desde pequeno meu pai me incentivou a brincar de carrinho, futebol e etc brincadeiras para meninos...quando entrei na adolescência me incentivou a pega garotas e tal...tanto que ate peguei algumas e cheguei a namorar ao passar do tempo fui sentido uma atração muito forte por menino dai então resolvi experimentar e gostei me sentir completo...resolvi abri o jogo para meus pais do que se passava na minha vida já que minha convivência muito boa e tinha uma dialogo aberto com eles...no começo foi pouco difícil para aceita o que é normal, mas hoje eles me entende ,aceitam e me ama como sou...meu pai ate faz piada com os caras que fico...isso é um resumo da minha história...eu acredito que pai ausente não tem nada haver ...tenho amigos que foram criados só pela mãe é héteros. Em fim isso ai galera espero que deu pra entender que ter um pai presente ou não..não vem ao caso em termos de homossexualidade! Abrção me sigam no TWITTER @Eusougayedai.

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  17. Meu pai e eu somos quase estranhos um ao outro, nos entendemos bem no dia a dia com as questões práticas, mas jamais discutimos nada de mais profundo, sei lá... falta sintonia, afinidade...etc.
    Porém não poderia culpá-lo por gostar de meninos, na verdade procuro não achar culpados para isso, acho que as coisas são como são, se foi a genética ou a sociedade? - particularmente acredito que seja natureza, mas não importa. O fato é que somos aquilo que fazemos, se pode procurar mil desculpas para justificar um fato (como os Espartanos) mas isso não fará deixarmos de ser o que somos.
    Se acaso meu pai fosse mais presente talvez eu não fosse muitas coisas que sou hoje, mas ainda assim continuaria sendo irremediavelmente gay.
    É o que eu acho...

    Grande abraço;)

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  18. Na verdade o que eu realmente vejo aqui é o seguinte: o que impede a pessoa de jogar seus textos no word e passar um corretorzinho automático? Já ajudaria muito na leitura das respostas... Um abraço pra todos!

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  19. Sinceramente não tive paciência de ler todos os comentários (alguns estão muito extensos), porém gostaria de falar que meu pai foi presente na minha vida e do meu irmão e ambos viramos gays (diferente? rs). Lembro que sempre tive atração por homens, antes e depois da separação de meus pais. Abraços.

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  20. Tenho excelente relacionamento com meu pai, aliás temos vários pensamentos e gostos em comum e conversamos muito. Também tive meu avô, que faleceu aos meus 8 anos, como um segundo pai, que até me levava no bar com ele. Acho que qualquer teoria para explicar homossexualidade que se baseie meramente no comportamento humano é falha, já que outras espécies também praticam atos ou mesmo relações homossexuais. Ou será que pinguins e golfinhos também sofrem com a ausência de seus pais? - Mas o pior de tudo é: existem teorias ainda mais toscas.

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    1. Esqueci de citar que quatro amigos meus (heterossexuais, com certeza) possuem pais divorciados, três deles não tem contato algum com o pai, um deles provavelmente despreza-o.

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  21. Convivi com meu pai até os meus 13 anos. Ele era alcoólatra e vivi todos as situações e características de quando se tem um viciado na família. Violência doméstica, brigas, gritos, noites e mais noites acordados pra impedir ao pior, ansiedades, medos.. enfim.

    Afirmo com toda certeza que não sou gay por ter visto meu pai chegar bêbado. Acredito que, assim como viver isso tudo trouxe reflexos negativos e positivos na minha vida, creio que alguns traços e padrões da minha sexualidade foram 'afetados' também por essas situações.

    Post tocante, NB.

    Abração.





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  22. Gus- Recife

    Olá N.B., faz um tempo já que não passo aqui...
    Então, meu relacionamento com meu pai quando criança era normal. Ele trabalhava bastante e eu só o via anoite, mas nunca fomos distantes. Ele sempre se orgulhou de mim e eu dele. Nunca tivemos papos relacionados afutebol, nem sou d eficar elogiando mulheres, mas conversamos sobre várias coisas. Não sei realmente s eum menino criandoo num ambiente sem presença amsculina, venha a 'desenvolver' hábitos femininos. Eu sei que eu sempre fui mais calmo que os outros garotos, sempre gostei de estar mais perto das meninas que tb sentavam mais na frente na sala d eaula, essas coisas...
    Como já disse por aqui antes, estou a ponto de revelar as coisas aqui em casa e tenho quase certeza que o meu pai, aceitaria ou entenderia as coisas melhor que aminha mãe.

    À propósito, assiti o filme! Boa d ica mesmo... e o moleque é corajoso..rsrsr!

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  23. e vejam o que a normatização de gênero e sexualidade causa.. temos que ter coisas bem claras em nossas cabeças se quisermos ser militantes pró-lgbt. A luta é unificada, sem distinção de gay afeminado, lésbica machona, travesti espalhafatoso e por ai vai.. Quebrar a caracterização que nos é imposta pelos nossos pais/familiares/sociedade é o caminho!

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  24. N.B., acompanho sempre o seu blog... sempre me faz refletir qndo leio as postagens.
    Queria aproveitar pra divulgar tmb o meu blog (rs, espero que nao fique bravo).
    prometoquevoumudar.blogspot.com.br

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  25. Para expandir ainda mais a discussão, já que achei isto que muito tem haver:

    "Falta algo fundamental, Frederico - seu filho pode muito bem ter uma orientação sexual diferente da sua, e entender, processar as informações, experiências e símbolos de outra forma, sob outros aspectos, aspectos estes que podem fugir de sua mestria como pai bem intencionado e até capacitado, impossibilitando uma experiência de fato útil em sua formação maior. É necessário que você houvesse pensado nisto, pois por mais enxurradas de comentários xulos que meu apontamento receba, isto que coloco é fato, e mais, mais, muito mais comum do que jamais imagina ou imaginou; se já tiver imaginado. Incluir algum "capítulo" sobre como "pessoas são pessoas", e em como carinho, sexo e amizade podem e TOMAM formas as mais variadas, - muitas vezes concomitantes - é de praxe para um ser humano se desenvolver de fato saudável e alerta, com boa auto-estima e entendimento da variabilidade em nossa espécie."

    http://papodehomem.com.br/ritual-de-passagem-do-meu-filho/

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  26. Sempre me dei bem com o meu pai, embora ele fosse separado da minha mãe. Sempre tivemos uma relação normal, e até próxima, eu diria. Acho que tudo na nossa vida nos influencia de alguma forma, mas nao creio que esse tipo de relação seja determinante para a nossa sexualidade, é muito relativo. Acredito sinceramente que somos até um pouco moldados pelo meio, mas nossa sexualidade também é definida por questões intrinsecas e inatas.

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  27. Eu não sei ao certo qual é o problema que tem atingido a minha vida de forma incontrolável. Venho de uma familia religiosa (Catolicismo). E meu relacionamento com meu pai era um dos melhores até os 7 anos de idade. Sempre brincávamos. Mas desde cedo já tinha curiosidade em vê-lo durante os banhos. Depois de um certo tempo, ele foi se afastando e se privando quando tomava banho. Aos 10 a 12 anos, eu fui abusado sexualmente por um vizinho, mesmo achando estranho toda aquela situação, guardei

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  28. aquilo na mente e sempre lembrava daquilo. Acho que de certa forma, mesmo sendo dolorido, aquilo havia me dado um certo prazer. Fui crescendo e procurando materiais pornôs Gays. E assim fui crescendo... Neste tempo eu também consegui namorar 2 meninas. Cheguei a levar uma pro meu quarto, mas naquele momento minha vontade era de sair correndo. Muito menos tinha clima e nem tesão com ela. Engraçado é que eu gostava muito dela (ou eu achava que gostava). Mas mesmo assim continuava vendo vídeos gays. Comecei a frequentar chats gls. E comecei a adicionar pessoas no MSN, contatos do meio gls. Aos 16 anos resolvi me entregar pra sentir aquilo novamente, aquele prazer ardido e dolorido que não saia da minha mente. Com um homem 2 vezes mais velho que eu, me garantiu que faria tudo devagar sem me machucar. Realmente disse e cumpriu. Foi meu primeiro sexo por vontade própria, era dolorido mas causava um grande prazer. Fui até onde consegui. Foi ótimo, sim. Então fui crescendo dessa forma, assistindo filmes gays e gostando desse meio. Aliás eu não aguentava mais levar fora de meninas e o contato com garotos foi só aumentando e sempre era mais fácil. Nesse tempo eu comecei a me envolver d+ e não queria que meus pais soubessem, tentei por várias vezes esconder os filmes gays, mas minha irmã achou todos e contou pra minha mãe. Com medo de tudo, me afastei, já havia deixado a vida de cristão de lado e não tinha mais convívio com a igreja... Continuei apenas com o msn e meus contatos gls. Mas sempre com medo de aquilo não ser o que meus pais queriam e eu também comecei a não me aceitar mais. Larguei tudo. Fechei meu msn. Comecei a frequentar uma igreja evangélica. Levei a sério na igreja, mas não parava de pensar nos desejos carnais e na atração forte que eu sentia ao ver um homem. "Desviei" da igreja e comecei a marcar encontros com homens, mas nada de sexo. Sai com alguns rapazes, bjar na boca. Fui me aproximando cada vez mais do meio GLS. Conheci a famosa boate "MOVE MUSIC" e foi ai que me entreguei ao meio completamente. Boate bombando cada fim de semana e eu estava lá, agarrando uns carinhas... Assim foi indo até que me decepcionei com o meio gls, eu só me envolvia com gente que queria sexo, e já não era o que eu queria. Queria um relacionamento de verdade. Conhecer alguém e ir ficando, se conhecendo, se familiarizando um com o outro e por último o sexo. Mas não era o que acontecia. Então me afastei do meio gls, voltei pra igreja. Larguei tudo mesmo. Fechei meu msn e pedi a uma amiga que excluísse meu msn para que eu não tivesse a possibilidade de voltar a ter acesso. Retornei a igreja evangélica e comecei a levar uma vida espiritual a sério. Me envolvendo com as atividades na igreja. Mas não tem jeito, há uma enorme vontade de estar com um homem ao meu lado. Mulher eu vejo, acho bonita, mas não me atrai em nada. Agora passa um homem na minha frente e se for bonito, não tem como não deixar de olhar de cima em baixo. Ainda mais se for na praia ou clube que estiver de cueca. Que delícia... Eu tento me afastar mas não consigo, parece que isso já fez parte da minha vida. Mesmo tendo conflito com a vida espiritual e desejos da carne. Hoje eu estou indo na igreja e deixando de viver o meio gls. Larguei tudo pra tentar mudar o que eu sentia/sinto. Mas não há como mudar. Meu grande conflito é saber se realmente é certo ou se é errado. Mas não quero deixar de viver os dois. Converso com uma amiga e ela me diz que eu tenho que decidir entre os dois. A igreja evangélica não aceita o meio gls. E eu não posso ficar em cima do muro. Dividido ente a vida espiritual e a vida homossexual. Resumindo, acho que o fato de ter pai presente ou não, não influencia na sua vida homossexual. É o meio onde você vive e convive que muda sua opção. Mas lembrando que já nascemos com instinto e não temos como mudar. Só que o meio que vivemos, nos ajuda a definir mais cedo ou mais tarde!

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    1. Bom, eu não sei se você vai ler a minha resposta, mas, de repente, ela pode ajudar mais alguém. Sou espírita e posso afirmar que é uma religião bastante aberta aos gays. E não falo aberta no sentido: "venha cá que nós o tiraremos do pecado". Ser gay não leva ninguém ao "inferno". O que importa mesmo é a pratica da caridade, do amor ao próximo (sem duplos sentidos, por favor). Claro que ainda existem aquelas pessoas mais conservadoras que podem não aceitá-lo muito bem, mas eu GARANTO que se você procurar pessoas que conheçam e vivenciem a doutrina espírita você vai ter tanto apoio quanto eu, que tenho a imensa felicidade de ter o apoio de alguém que passou a ser uma segunda mãe pra mim. Ela é espírita e não há nada no espiritismo que condene o homossexualismo. Apenas o preconceito das pessoas.

      Abraços e que Deus o ajude ;)

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  29. mais uma materia interessante, vamos la, eu acredito que o meio que vivemos ou fomos criados nao muda nossa orientacao sexual, o meio que vivemos ou a forma como fomos educados pode sim influenciar no tipo de pessoas que seremos, eu disse pode, nao eh fator determinante... se seremos bons, teremos boa indole, faremos o correto, etc somente quando adultos saberemos de fato, obviamente que ajuda em grande parte termos educacao de berco, exemplos de pais e familia bem relacionada e sermos bem doutrinados desde a infancia pelos pais ou responsaveis...mas tbm temos que ter em nossa essencia esta coisa de (sermos bons por natureza de alma) ... Mas eu vou mais longe ainda, no meu caso especificamente fui criado por mae e pai, fui filho unico ate os 13 anos, meu pai quando eu tinha uns 8 anos pelo que eu me lembro, comecou a beber, era meio ausente, era o tipo machao, preconceituoso e ignorante no aspecto sexualidade, gay era algo como perverso, proibido, errado, amaldicoado e coisas do genero, mas nao o culpo, pois isto era pela falta de conhecimento do assunto que ele tinha, minha mae estudava, trabalhava, ficava ausente durante o dia, eu ia pra escola e ficava parte do dia com a minha avo materna. Na minha inafancia nao tinha referencia de gay, nem sabia se era possivel ser gay, pois pra mim naquela epoca tuo era errado, a igreja condenava, a sociedade, enfim, sempre cresci ouvindo dizer que gay, bixa, viado era coisa amaldicoada (influenciada pelas mas companhias) entao eu me sentia perdido, pois como eu poderia ser gay se nao conhecia ou nao via ninguem assim, coisa bem intrigante este periodo, raciocinando hoje em dia percebo que de nada tem a ver o fato de influencia pelo convivio, com pais ou com pessoas, pois se fosse isto, poderia ser bebado, poderia ser machao, hetero e jamais seria gay, pois nao tive este exemplo, nem mesmo na tv, nao tinha internet, era dificil o acesso a informacao, porque na epoca nao se tocava no assunto... era proibido... meus pais eram catolicos entao eu as vezes ia na igreja com mae e tal , mas nunca sentia nada, nao me identificava, pois me sentia perdido. Quando virei adulto, que eu comecei a comandar minha vida, me sustentar, casei com outro cara, enfrentei meus medos, preconceitos e afins, ainda assim queria ter alguma explicacao do porque ou talvez quem era o CULPADO por eu ser gay.. eh comum buscarmos um culpado, quando na verdade chega uma hora que vemos que este nao existe, na verdade isto eh assim mesmo, hoje eu fico triste com os evangelicos fervorosos e ate mesmo catolicos que abominam a homossexualidade, seguindo doutrinas que nos colocam como seres do demo, seres repulsivos da obra de Deus, coisa ruim, etc... e sabemos que muitos ditos pastores, padres, sao podres, hipocritas, sao racistas, sao homofobicos e bitolados com mandamentos escritos erroneamente, que de nada condizem com o que o evangelho de jesus nos ensina... amar a todos, independente de qualquer coisa, jesus nunca condenou qulaquer ser humano... os homens mal intencionados que fazem isto, infelizmente... Eu , ja tem tem um tempo me encontrei no espiritismo que nao nos condena e nos traz clareza as obras divinas entre elas a maior de todas, a nossa propria concepcao... enfim. acabei entrando na esfera religiosa, mas foi mais para poder dizer que eh possivel conciliar a nossa condicao de ser gay com uma forca suprema, com acreditar em Deus, devemos buscar algo que nos conforte e nao viver em conflito, nem com religiao, nem buscando culpados, nem pais, nem maes, devemos ou ausencia destes, devemos buscar nossa essencia e nos aceitarmos na condicao que viemos... e sermos felizes.. esta eh minha dica para quem busca esta explicacao sobre o porque somos gays, porque isto e aquilo, busquem acreditar naquilo que te faz bem, que te faz um ser bom, e tudo melhora, tudo se encaixa, tudo flui... vamos viver a vida e nao desperdicar a chance que temos... abracos a todos...

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  30. Bom, meu pai é tão presente que já falaram que eu e meu irmão somos "órfãos de pai vivo". E veja bem: a gente mora com ele! Sempre moramos (exceto durante a faculdade)! A questão é que, na visão dele, ser pai é sustentar a casa. Somente. Essa coisa de conversar com os filhos, educá-los, brincar com eles, nunca foi a praia dele. Ele nem sequer foi visitar meu irmão quando fez uma cirurgia pra arrancar os dentes do siso e precisou ficar 24h internado no hospital!

    Ele tem outros defeitos, mas deixa eu resumir a história: não gosto dele. Acho que só gostava dele enquanto era criança. Depois de um tempo, comecei a antipatizar com as atitudes dele. A gente nunca brigou, mais por não ser da minha índole e por interferência da minha mãe do que por outra coisa. Meu irmão sempre gostou mais dele do que eu, mas, hoje, não gosta tanto quanto antigamente.

    Dito isso, eu sou gay e meu irmão não é. Não acredito que a ausência paterna tenha sido o único motivo para isso. Cresci como hétero por pelo menos 20 e poucos anos e só nos últimos 2-3 anos que assumi pra mim mesmo a minha sexualidade. A essa altura, a presença paterna pouco importava.

    Aliás, essa mudança aconteceu justamente num momento em que estava morando fora de casa por conta da faculdade. Acabei desenvolvendo uma paixão por um amigo hétero (ele se assume como tal, mas... sei lá) e foi aí que tudo mudou.

    Eu acredito que há interferência genética e ambiental combinada. Há estudos nesse sentido e, por eu ter uma formação em biologia com ênfase em genética, acredito bastante. Não é simplesmente a criança crescer jogando bola ou brincando de boneca que vai ser ou não gay, nem ser filho, irmão ou parente de gay que vai ditar a sua orientação. É bem mais complexo que isso, apesar de não haver uma resposta definitiva.

    De qualquer forma, não vamos aí atribuir a "culpa" de sermos o que somos nos pais da gente. Esse é um pensamento muito simplista e bastante atrasado. Aliás, esqueçamos até a ideia de culpa. Ser gay não é castigo. Castigo é ter de conviver com tanta ignorância e estupidez.

    Abraços.

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  31. Eu comecei a ler seu blog faz tipo, uma hora, e tô gostando bastante. Quando vi esse post eu vim instintivamente ler, porque me identifiquei com o título. Meu pai faleceu quando eu ainda era bem novo e desde então eu fui criado em uma casa só de mulheres. Com minha mãe e mais três irmãs(O que afetou meu jeito, e provavelmente minha sexualidade). Mas não gosto de homens unicamente por isso, nunca foi só por isso, isso apenas me levou a procurar homens que tenham uma figura mais paterna pra mim. Creio que se fosse só por isso, a figura de um amigo, um professor que admiro, um tio, um avô, me teria bastado pra satisfazer essa busca que eu tenho, porém nunca ajudou em nada. Eu realmente gosto de homens, e se meu pai estivesse vivo, continuaria gostando do mesmo jeito, só seria menos seletivo quanto ao que busco em um.

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  32. eu acho muito legal como os posts ficam rodando tanto tempo na net...achei seu post quase 1 ano depois que escreveu, e ainda está super atual! acho que todas as explicações ~soa possiveis e ao mesmo tempo desnecessárias, o componente genético/social/comportamental na formação da identidade de genero ainda vai demorar muito a ser determinado. bem como outros aspectos,temos que ficar de olho no preconceito e proteger os jovens de pais e maes que os condenam a praticas absurdas em função de sua sexualidade! isto sim! e tb fazermos bom uso do que recebemos, eu tive um pai ausente e isto me fez ser um pai super presente na vida de minha filha! abs!

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  33. Eu falo com propriedade, meu pai sempre esteve presente, mas era ausente com todos os filhos. Sinto que isto foi o grande motivo da minha homossexualidade. Não comentam os nada a respeito da situação delicada entre meus irmãos:o mais velho, com seus traços masculinos, é casado, mas quando novo, talvez com seus 21 anos, fraguei-o com revistas gays. O irmão do meio, o mais afeminado, declarou-se aos 18 anos, tem uma filha, vive sozinho. Sempre fui muito distante do meu pai, nunca me orgulhei dele, respeito-o como pai, mas o culpo, sem expor a minha indignação. Admiro e invejo a heterossexualidade, saber que são capazes de produzir o próprio filho me emociona, juro por Deus! Não sinto prazer no sexo anal, oral, na masturbação. E não me equivoco no que digo, nem o preconceito que existe me leva a declarar isso, não sou feliz numa relação homossexual e ponto final. Se havesse cura para isso, pagaria milhões. Não generalizando, estou falando de me, talvez exista vários casais homoafetivos que sejam realmente felizes. A relação homossexual, o ato em si, que a mídia idealiza como perfeito não pareceu tão para me. Não sou contra a pregação perfeita da mídia sobre o homossexualismo, que esta continue pregando para milhares de pessoas em todo o mundo, ela tem esse direito, mas fico triste por saber que muitas dessas pessoas viverão suas experiência e pensarão como eu. LEMBREM-SE (aqueles que lerão esta publicação) QUE FALO DE ME E NÃO DO GERAL.

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