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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Homo-herói

    Sou viciado em notícias, e quando tenho tempo ligo na Globo News por horas. Como não tenho TV a cabo em BH, uso a TV apenas para assistir ao Jornal Nacional, pois assim o adéquo ao meu horário de janta. Essa rotina me faz estar muito por fora de como novelas e outros programas têm tratado a sexualidade, mas vez ou outra me deparo com filmes ou curtas brasileiros de tema gay pela internet. Certamente é uma tentativa que deve ser reconhecida, mas temo que isso não atinja o público que realmente precisa assistir para começar a tratar o tema sexualidade com menos espanto.
    Imagine quando a senhora cliente da Tele-Sena iria se infiltrar no Youtube ou fóruns de discussão para conhecer mais sobre a vida de gays? Imagino que esse dia demorará a chegar, mas ver uma ação mais ousada por parte dos meios que detêm o poder de alcançar esse público seria muito motivador. 
    Questões de alta sensibilidade como sexualidade, etnia e religião são tratados com muita cautela e insegurança pelas emissoras. Por um lado, é compreensível quando uma emissora escolhe se abster de temas que possam causar alguma revolta aos espectadores, especialmente em um país "conservador" - coff coff. Recordo-me que mencionei a pressão que a Globo sofreu para dar menos atenção aos personagens gays de Insensato Coração. Por outro lado, deve-se insistir nesse tipo de iniciativa pois é preciso que a população saiba que existem tantos tipos de gays quanto roupas existem no armário da Lady Gaga, e não apenas os estereótipos.
    Suponhamos uma novela, ou uma minissérie, com esse tema como o central. É muito fácil escrever um bom drama em cima das dificuldades que os gays enfrentam ao longo da vida, desde a reprovação dos pais e da auto-aceitação até a dificuldade de não se saber se pode-se investir em uma pessoa de interesse, ou a dificuldade de encontrar um parceiro estável. A polêmica pode ser um risco, mas também vende muito.
     Publicamente, notariam-se pessoas dizendo que não assistem tal programa por "incentivar o homossexualismo", mas a curiosidade precisaria ser satisfeita em algum ponto. Assistiriam, também, 100% dos homens que querem obter mais informações sobre os calores que sentem com o amigo, ou as sacanagens que imaginam fazer com outros homens, só na 'broderagem'. Numa afirmação leviana e que deixarei aberta, imagino que este grupo deve englobar quase a totalidade dos homens.
    Talvez seja um delírio esperar um programa com tema gay central. Não imagino nenhuma emissora ousada o suficiente para pleitear os grupos opositores, inclusive quando algumas delas são a própria oposição. Prefiro não nomear, mas algumas delas batem record de intolerância.
    Recebi muitas recomendações para assistir ao seriado Queer as Folk, que traz basicamente a ideia para as novelas proposta acima, e tenho certeza de que muitos se identificariam ao assistir. Ainda não posso dizer se vale a pena, pois não comecei a ver. As séries americanas funcionam como as novelas daqui, exceto pelas histórias mais criativas e pela forma de exibição: vão ao ar uma vez por semana e dão aos autores e elenco mais tempo para fazer um trabalho melhor. Sem falar do maior orçamento.
    Essa série foi filmada e distribuída no Canadá, mas direcionada principalmente para o público americano, e sofreu cortes quando foi ao ar nos EUA. Se no país que se diz obcecado por liberdade de expressão acontecem cortes, imagine o que as emissoras daqui estarão aptas a transmitir. -Ah, sim, claro! Mulheres completamente nuas sambando. Porque isso é moral, e dois homens se beijando (com roupas) não...
    E os senhores, o que pensam sobre o tratamento da questão homossexual em novelas e na mídia brasileira?

P.S.: Pausa para recomendar um dos melhores filmes de minha vida. Um gay sai do armário aos 71 anos depois da morte de sua esposa, e vai viver plenamente sua vida depois de casado e com um filho. O filme se chama Beginners (Toda Forma de Amor, 2010). Link para o trailer.

Um abç.
N.B.

30 comentários:

  1. muito legal NB.. Parabéns, cada vez seu Blog me surpreende mais.

    "batem record de intolerância" rsrs

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  2. Olá,N.B. Em 2010 a Globo produziu um remake de TiTiTi, e nela havia um casal gay (muito fofo), achei até bacana a forma como esses personagens estavam inseridos na trama, estavam entre os protagonistas e não eram estereotipados. Não ouvi muitos comentários sobre eles (Osmar e Julinho), parece até que as pessoas não se importaram muito com um casal gay na novela das 7...
    Abraço.
    Artur

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    1. Nessa novela a Globo teve a oportunidade de ouro pra fazer um beijo gay perfeito, e frustração de novo! Inclusive a cena clímax dos dois pedia um beijo apaixonado logo em seguida àquele abração em público, pois na vida real, alguém gritando "EU TE AMO" em alto e bom som pra você não ficaria só com um abraço apertado! Enfim, verossimilhanças...

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  3. Concordo contigo em tudo NB. Ao longo da vida nós infelizmente não recebemos orientação adequada para lidarmos com nossa sexualidade de uma forma equilibrada e sadia. A sociedade como um todo acredita que se colocar panos quentes sobre o assunto, isso evitará que existam novos gays. Ledo engano. A ignorância e o desconhecimento só servem para alimentar ainda mais o preconceito e gerar pessoas frustradas, confusas e incapazes de viver plenamente sua orientação sexual.
    Felizmente hoje nós temos a internet, mas anos atrás não era bem assim. Os meios de informação eram escassos e restritos, e o jovem gay não tinha instrumentos de comunicação para conhecer a si mesmo e a que mundo ele pertencia. Mas, como você mencionou em seu texto, a internet ainda não é a forma mais eficaz de esclarecer a população a respeito do tema, pois você só acessa as informações que lhe despertem algum interesse. E é nesse sentido que a mídia televisa aberta assume um importante papel como a grande formadora de opinião que é, uma vez que todos, sem distinção de raça, credo, orientação sexual ou o que quer que seja, têm acesso a ela. E atingindo um número considerável de pessoas, é imprescindível que ela cumpra esse papel social de forma responsável, disseminando informações e trazendo esclarecimentos. E se elas exibem novelas e estas objetivam retratar histórias cotidianas, nada mais coerente e justo do que encaixar personagens de todo tipo que existem no mundo real, de acordo com o que nós podemos encontrar em nossa tão estratificada sociedade. Retratando nosso cotidiano, nossa vida, nossas lutas, enfim, vai ficar muito mais fácil para as pessoas irem desconstruindo seus preconceitos e mudar sua forma de enxergar a diversidade sexual. Porém, eu só não sou a favor de se criar personagens estereotipados e que em nada se assemelham a nós, como, por exemplo, casais gays que nem sequer se tocam. Sou a favor de igualdade. Se se pode mostrar beijo hétero porque não pode mostrar o beijo gay? Se for para agir com hipocrisia, discriminação e inabilidade, melhor nem tocar no assunto, a menos que o enredo seja muito bem feito como o que aconteceu na novela Paraíso Tropical exibida em 2007 pela Rede Globo que possuía um casal gay que, embora agissem mais como amigos do que como um casal, tiveram uma abordagem muito interessante que inclusive me ajudaram a mudar a minha forma de imaginar a convivência entre duas pessoas do mesmo sexo num mesmo lar. Mas apesar dessa exceção, eu desaprovo totalmente a maneira como o assunto é tratado pelas emissoras de TV, sempre receosas e censuradoras zelando apenas pela sua audiência e não pelo compromisso com os diferentes públicos que contribuem para o crescimento das mesmas ao assistirem-nas.
    Mas o que eu vejo é que, na verdade, grande parte das pessoas não está nem um pouco preparadas para lidarem com isso nas novelas ou programas a que assistem. Muitas acham que as crianças serão influenciadas a serem gays, ou que não saberão explicar o assunto a elas, ou que isso afronta a sua religião, denigre a imagem da estrutura da família patriarcal tradicional e por aí vai. E como nós sabemos que cultura e informação não é uma característica expressiva da maioria esmagadora dos brasileiros, acho que deveria haver programas educativos acessíveis a todos para trazer antes de tudo conhecimento e informação para essa gente ignorante que acha que basta que o filho veja um casal gay que ele vai querer fazer o mesmo. Só a partir daí haverá mais liberdade para tratar o tema com mais naturalidade e como o respeito que ele merece.
    Como eu digo sempre, só a educação e o conhecimento libertam.

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    1. Olá, Anônimo!

      Deixa eu dar minha opinião?

      Achei bacana que você praticamente fez uma dissertação do tema :)

      Pra começar, concordo com tudo o que você falou até aqui:

      "E é nesse sentido que a mídia televisa aberta assume um importante papel como a grande formadora de opinião"

      Controle remoto existe. O telespectador continua podendo pular do canal educativo aberto às diferenças sexuais, raciais, étnicas e etc para a Rede Vida ou para o pastor Valdomiro e Edir Macedo.

      Acho ingenuidade acreditar que "oh, a televisão mudou a programação e as pessoas vão se libertar vendo como nós realmente somos!"

      O que, de fato, mudaria nossa posição de marginalizados é a educação, mas educação nas bases. Desde criança, na escola, com conversa com professores, com pais e educadores em geral.

      É assim que construímos os valores do ser-humano. Por isso que há uma grande dificuldade e pessimismo em relação à geração que hoje tem 40 anos ou mais. Com algumas exceções, a maioria ou é intolerante ou não gosta mesmo sem ter motivos ou argumentos válidos.

      Agora eu também desaprovo a propagação dos esterótipos nos canais. Mas acho que isso não muda os pesos da balança.

      Um personagem gay realista ou um estereotipado não vão mudar a cabeça das pessoas. Quem conhece de verdade e quem tem preconceito vai se identificar com um dos dois.

      Trabalho com comunicação, mas minha intenção não é inocentar a mídia, até porque acho que ela é culpada de bastante coisa. Mas eu acho que o foco dessa mudança de cultura está na base da educação e na nossa geração.

      Em chegar junto dos amigos, dos pais, e tentar mostrar como realmente somos. Quanto mais nos isolamos, pensando apenas em sexo ou baladinhas, esquecemos de deixar nossa mensagem e contribuição para um mundo melhor.

      No fim das contas, acho que em vez de esperar que a mídia ou a televisão mude, a pergunta que devemos nos fazer no fim do dia, quando a gente coloca a cabeça no travesseiro é: "O que eu estou fazendo para mudar isso?"

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    2. Interessante o seu ponto de vista de Lucas. Concordo com quase tudo, exceto quando você diz:
      "Acho ingenuidade acreditar que "oh, a televisão mudou a programação e as pessoas vão se libertar vendo como nós realmente somos!""
      Não vou me estender demais pois todos nós sabemos que a grande maioria do povo brasileiro é extremamente aculturada. Essa grande maioria não lê, não busca informação de qualidade dos meios de comunicação disponíveis e é inegável que, entre nós brasileiros, o peso do tradicionalismo cultural, do machismo, enfim, são grandes estigmas que nos acompanham e marcam a nossa sociedade. Prova disso é, por exemplo, na política, onde candidatos de apenas dois partidos monopolizam o controle do país devido ao conservadorismo, o medo do 'novo' e a falta de interesse nesses assuntos que as pessoas julgam não serem de grande relevância e não acham que têm interferência em suas vidas. Com o tema que estamos discutindo também não é diferente. É lamentável que em pleno séc. XXI onde as informações circulam velozmente e de várias origens, a principal fonte de orientação de grande parte do nosso povo ainda seja a novela das 21hs da tv Globo. E isso é fato incontroverso e indiscutível. Novela dita tendências culturais, de moda, de comportamento e várias outras coisas. Não acho isso louvável, muito pelo contrário. Acho triste em tempos de acontecimentos de grande impacto que nos cercam atualmente na política e na economia, a rivalidade entre Rita e Carminha seja a principal preocupação da maioria das pessoas estampando a manchete de grandes publicações como a revista Veja recentemente. E não tenha dúvidas de que se a aceitação geral e a tolerância das pessoas em relação à homossexualidade esteja evoluindo de forma positiva, tem dedo da novela da globo nisso aí, gostemos nós ou não. Aqui no nosso país, televisão dita tendências sim e a Globo em especial é uma grande controladora da grande massa tendo o poder de eleger presidentes ou fortalecer regimes como a ditadura de 64 bem como derrubá-la.
      Assim sendo, ingênuo é que subestima o poder que a mídia televisiva tem sobre o hábito e o modo de ser e de pensar das pessoas que estão na sua esfera de influência.
      Entre o 'ser' e o 'dever ser' há um grande abismo. Eu concordo que não deveria ser assim, como você mencionou. A educação e a formação de nossos cidadãos ao longo da vida deveria ser de responsabilidade da escola, literatura de qualidade, programas educacionais do governo ou o que quer que seja. Mas nós sabemos que não é bem assim que a coisa funciona hoje, infelizmente.

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  4. Ano passado, em minha faculdade, houve uma mostra de vídeos com a temática gay e, após, discussão sobre o assunto. Lembro de, ao saber sobre o evento, pensar que eu deveria ir mas, infelizmente, não fui. Me arrependo disso. O que importa nessa história não é eu ter ido ou não, mas o que foi discutido naquele evento.
    O assunto despertou interesse nos alunos (pelo que eu soube o auditório ficou mais cheio do que o comum) mas as opiniões lá expressadas não foram nem um pouco animadoras. Com exceção de um colega meu, assumidamente gay, e mais meia dúzia de pessoas (a maioria dos cursos de psicologia e história) as opiniões foram no sentido da condenação e marginalização do comportamento homossexual (sim, repetiram aquele mesmo discurso da bancada evangélica no congresso, tão repetido brasil a fora).
    Aonde eu quero chegar com essa história? Bonito seria se os meios de comunicação cumprissem seu papel social. Seria bacana se tentassem mudar as pessoas. Infelizmente são empresas, com proprietários, e que visam lucro. Claro que uma empresa de televisão não tem uma concessão do governo federal apenas para lucrar, mas esse é um mundo ideal, do dever ser, e não do ser. Enfim. Por visar lucro, a empresa vai mostrar aquilo que os patrocinadores creem ser o que os telespectadores gostariam de ver. Isso inclui um gay estereotipado (aquele que se veste de rosa, é afeminado, amigo de um monte de mulheres e cabeleireiro) e não inclui beijos entre gays (claro, se for entre duas mulheres talvez seja aceitável).
    Voltando ao evento que citei no começo desse meu comentário (comentário ou texto? já me estendi bastante. Estou acabando, prometo). O que foi dito lá apenas reflete como a população pensa. Ou pior. É possível que os participantes do debate, por estarem dentro de uma universidade, sob olhares atentos de professores, tenham domado um pouco a língua e amenizado o discurso.
    Então, infelizmente, não vejo no horizonte a possibilidade de o tema ser abordado como deveria ser. Mostrar que o homossexual é normal, pode ter uma vida normal, e pode ser feliz, na opinião da imensa maioria, é incentivar o comportamento homossexual. Se, em uma universidade, o resultado foi o que eu citei, imaginem o que pensa o resto da população?
    Felizmente, nos dias de hoje, a internet presta um tremendo auxílio a quem está confuso e precisa se entender e entender o que vive. Não estamos em completa escuridão. Existe luz, existem blogs como esse, mas com um alcance muito menor do que uma novela da rede globo.

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    1. Duds! o/

      Olha, acho que o propósito de uma faculdade ou universidade, entre várias coisas, é ser aberta à diversidade de ideias e opiniões.

      Só o fato de ter tido um evento assim e pessoas, mesmo que intolerantes, tenham ido, já é algo a se comemorar. Acho que cursos de psicologia e história, assim como a maioria da área de Humanas, pagam várias cadeiras de sociologia e cultura que podem tanto dar um nó na sua cabeça como deixá-la mais amigável a quem é diferente de você.

      Fiquei curioso com uma coisa: e as pessoas que se manifestaram contra, são de que cursos? Não quero ser preconceituoso nem generalizar, só saber mesmo, certo?

      Os meios de comunicação no Brasil têm vários problemas, mas eu vou citar dois deles: primeiro, são regidos em função de audiência e publicidade. Segundo, seus donos são extremamente conservadores e isso os impede de tentar novos formatos de programa e novas linguagens audiovisuais.

      É uma televisão de gente velha, que não se renova e quando pouco se renova, faz um alarde como se tivesse promovido a revolução cubana.

      Agora, mais do que da mídia, eu defendo que a própria sociedade tem obrigação de conversar, dialogar, buscar conhecimento e entender o que ser homossexual significa.

      Não podemos por uma culpa enorme na televisão. Até porque estereótipo por exemplo, veja "Chayene" da novela da Globo. Quem vê sabe que as empregadas domésticas não são daquele jeito. Também não podemos pensar que as pessoas são tão manipuláveis assim.

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  5. NB, segui seu conselho baixei e assisti o filme. Não posso dizer que o entendi. Mas me apaixonei por ele. De verdade. Acho que não sei o motivo pelo qual não entendi. Acho que é a falta de experiência de vida, mas é só uma suposição. Espero que com o passar do tempo eu possa entendê-lo. Uma das coisas que eu fiquei pensando após terminar de assistir é como o nosso cotidiano, nós mesmos até, somos tão superficiais, o quanto nos ignoramos. O quanto nos desconhecemos. E apenas vamos "empurrando" a vida. Enfim.... Agradeço pela indicação. Foi muito bom mesmo a experiência desse filme! Abraço! ;D

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    1. Max, também vi o filme por indicação do NB e gostei bastante. Não é como um seriado de ficção científica ou policial que você precisa desvendar algum mistério no final de tudo.

      É um filme que conta uma história e acaba nos tocando e passa uma mensagem de alguma forma. Você pode se reconhecer em algum daqueles personagens ou em nenhum, mas a forma como eles se comportam nos leva a pensar.

      Não há respostas prontas para interpretação, acho.

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    2. Entendo, mas tenho que dizer que me apaixonei pela Anna. ♥ xD

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  6. E ae, cara, tudo bem?
    Eu vim dizer que acompanho o seu blog desde bem o início. Lembro que tu foi divulgar o link numa comunidade do orkut. Nem lembro mais qual era.
    Mas sou seguidor fiel desde então. Só que nunca vim aqui comentar. :S
    É uma pena que você esteja mais ausente nos últimos tempos, mas eu entendo essa correria da vida :)
    De qualquer forma, vim aqui dar uma pequena divulgada no blog que eu comecei há pouco tempo. http://abreosteusarmarios.blogspot.com
    A partir de agora, acho que vou ficar mais frequente nos comentários também.
    Abraço!

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    1. Cesar (posso chamar assim?), seja bem vindo!

      Depois vou dar uma passadinha pelo teu blog. Aparece mais por aqui, comenta, e dá uma olhada no chat (sobretudo à noite, quando fica mais gente online).

      :-)

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  7. GUS/ Recife

    N.B., parabéns pelo texto. Talvez essa sua ausência esporádica esteja sendo ótima, para trazer à discussão temas bacanas [não que os outros não fossem, ratifico!].
    Bem... Concordo muito com você quando diz que as novelas e séries no Brasil não dão a importância ou tratam de uma forma mais real, a vida de um gay. Quando presente nessas obras, geralmente são personagens caricatos, que sofrem muito, mas no final se dão bem. E não é bem assim... Como você disse, existem vários tipos de gays [sofridos, bonzinhos, seguros, mal caráter] e uma infinidade de tramas que poderiam ganhar força à partir de um personagem gay.
    Assisti todas as 8 temporadas de Queer as folk e, SIM, eles conseguiram captar vários ângulos da vida de um gay. Muito bom mesmo...e posso inclusive afirmar, que durante meu processo de aceitação, a série muito me inspirava a ter orgulho de eu ser como eu sou. Que não preciso e nem poderei agradar a todos, mas tenho que agradar a mim pra poder fazer algo de bom.
    O Brasil com seu falso moralismo tá precisando de gente que bate de frente mesmo e que assume sua forma de viver. Que mande as aparências pra PQP e seja feliz fazendo o bem e vivendo bem.
    É isso...

    P.S.: Aplausos frenéticos pra essa imagem do cara de cueca molhada. ;D

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    1. Você assistiu a versão Britânica e a Americana? Que eu saiba a Americana só tem 5 temporadas... Faço minhas as suas palavras quanto à imagem da cueca molhada, xD

      Abraço!

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    2. Eu só conheço a versão americana, com cinco temporadas.

      Sei que tem essa outra, mas nem sabia que era maior, com oito. É legal?

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    3. Gostaria de assistir à versão Britânica também, que é a original...

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    4. Eu também só conheço a Americana, por isso perguntei. Mas acho que a Britânica é menor, acho que apenas 3...Não sei bem. Não assisti :(

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    5. A versão original é a Britânica com 2 temporadas num total acho que de 20 episódios, que incluem como protagonista o gatinho do Charlie Hunnam :p e a versão americana tem 5 temporadas, sendo exibida de 2000 a 2005.

      Abs.

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  8. NB, 80 anos, machista, dois filhos, casado (com mulher) e viciado em sexycam. Ai.

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  9. É realmente triste viver em um país onde a falta de informação e intolerância regem o funcionamento da sociedade, e isso acontece, claro, porque alguém quer que aconteça, as pessoas que mandam nesse país são em sua maioria religiosas, ou mesmo conservadores mesmo (costume, criação, mente antiga), quase sempre são os dois. Basta dar uma olhada a nossa volta, nós somos uma minoria (que é grande e faz muito barulho quando quer)e pouco organizada, enquanto o resto da sociedade segue o modelo tradicionalista e conservador que foi criado segundo uma visão religiosa. Cabe a nós não deixar esse brado calar-se, cabe a nós continuar a erguer a bandeira da igualdade e também cabe a nós continuar mostrando que estamos aqui e queremos nosso espaço, não só na sociedade mas também nos meios de comunicação, etc.

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  10. Olá, após ler o post e os comentários que seguem, fiquei pensando que não sei como é a vida pré internet, sei lá, na minha casa sempre tivemos, me recordo da net discada, com ruído de fax, icq, napster, mas sempre tive internet a disposição para me informar, comunicar, entreter e etc.
    Não costumo assistir novelas, tampouco acho que é um padrão a ser seguido e que reflete a nossa sociedade, é um hiper realidade, talvez reflita muito mais os anseios do que os fatos, com a velha postura, quem é bom, o mocinho, é um santo, que é mau, o vilão, é o próprio diabo, ignoram a normalidade das coisas, que todas as pessoas estão sujeitas a grandes erros ou grandes acertos, ninguém é só defeitos ou só qualidades.
    É só uma encenação estereotipada nivelada por baixo para agradar a maioria.
    Não creio que uma novela tenha força para mudar toda uma forma de pensar, até porque, terminando essa novela, começa outra, e logo todo mundo nem se lembrará do nome da novela anterior, e assim sucessivamente... é tudo uma grande porcaria.

    Grande abraço à todos.

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  11. Muito bom seu texto, e quanto ao conteúdo, só posso aplaudir. Assim como os comentários.
    Sofrimento alheio é refresco, né! Será bom o dia em que a humanidade deixar de impor sofrimentos desnecessários a uma parte dela, seja de gays, negros, judeus, árabes, africanos, orientais, pobres, seja lá qual for o grupo marginalizado...
    Vou desviar um pouco pra comentar sobre sua maneira de comunicar. Gosto da maneira simples (não rebuscada)como trata de assuntos sérios, e do tratamento estético que dá aos posts. Colocar belas imagens num contexto sério e puro é muito ousado. E fica muito legal. Desmistifica e humaniza a beleza.
    Abraço

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    1. Me lembrei de um curta (link abaixo) muito legal, caso alguém aqui ainda não tenha visto. Mostra como a sexualidade é algo absolutamente humano, grandioso, dependendo da alma, e não do sexo da pessoa. Pena que é só um curta.
      Do mesmo diretor, também gosto do filme "Café com leite".
      Abraços.

      http://conversasaopedomundo.wordpress.com/2012/07/11/cinema-eu-nao-quero-voltar-sozinho-2/

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    2. Eu não quero voltar sozinho *-*

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  12. Que coincidência! Também comecei agora a assistir QaF! A série está postada inteira no youtube e por torrent no piratebay. Estou no episódio 12 + ou - e vale muito a pena. Não gostei muito do início, mas depois os personagens vão se desenvolvendo melhor.

    Um ótimo blog sobre cinema e séries é o Cinema, Homens e Pipoca, do Alessandro. Como ele é da "turma", ele comenta sobre séries que nos interessam.

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  13. Bem, já é fim de ano e posso dizer com toda certeza que 2012 foi um ano de descoberta para mim, muitos conflitos internos, me descobri e percebi que todos aqueles "pensamentos e idéias" que eu sempre pensei e tentava negar realmente faziam parte de mim, hoje bem mais resolvido porém ainda no armário, agradeço esse esclarecimento ao blog e a série Queer as folk, a proposito recomento de corpo e alma ambos. Queria agradecer ao N.B. pela atitude, esse compromisso de tentar levar mais conhecimento/esclarecimento não só aos gays mais a população no geral, gostaria de ver algo mais promissor, mais ousado, mais realista da vida dos gays na tv aberta brasileira, mas enquanto o medo do novo for realidade a hipocrisia vai reinar...
    Muito obrigado não só ao N.B mais também a quem compartilha suas experiências de vida a qui no blog, é muito comum e fácil de se identificar com alguma delas. É um rapaz novo e cheio de curiosidades que vos agradece. =D

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  14. eu só lí agora, mas eu tenho a mesma opinião..
    queria poder te conhecer mais.

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  15. Sem dúvidas a mídia poderia fazer um papel bem mais ativo nessa questão de aceitação. Vê-se muito essa discussão em jornais, programas de entrevistas ou de debates, mas nas novelas parece ser ainda um tabu mesmo. Curiosamente, o BBB pode até ser um aliado nisso, já que a produção várias vezes colocou um gay lá dentro. Não sei até que ponto ajudou, mas certamente gerou debate entre as pessoas em casa, no trabalho, na escola etc.

    Tudo começa pelo debate. Hoje em dia, graças ao Feliciano e sua turma, vê-se muitas notícias sobre o tema. Isso força as pessoas a pensarem sobre o assunto, a refletirem, a procurarem fontes de informação, sejam estas a wikipedia ou o pastor da igreja. Eu vejo que as forças a favor e contra a diversidade sexual nunca estiveram tão equilibradas no Brasil. Talvez as forças a favor estejam até mais fortes, pela primeira vez, que as pessoas contra e por isso tanta polêmica tem aparecido.

    Talvez eu esteja sendo um pouco ingênuo, mas acredito que estamos num momento bastante importante na história da diversidade sexual no país. Apesar de achar que o preconceito ainda vai perdurar por muito tempo (especialmente enquanto ainda tiver religiões contribuindo), imagino que a tolerância deve crescer muito nos próximos anos, de maneira similar, aliás, como tem crescido nos últimos tempos.

    A gente está vendo a história acontecer e cada um de nós tem a oportunidade de deixar a sua contribuição para as futuras gerações. Cada um de nós pode representar a "conversão" de um homofóbico. Cada um tem a oportunidade de ser um exemplo/modelo para crianças e adolescentes que estão (ou estarão) descobrindo suas sexualidades. Cada um pode ter a chance de ser um dos poucos pontos de apoio de outros gays que ainda sofrem com o preconceito, em casa, na escola, no trabalho etc.

    Não deixemos essas oportunidades escaparem quando surgirem na nossa frente ;)

    Abraços.

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