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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

gays superiores

    Nas minhas andanças pela web encontrei um site sobre um grupo de homens que fazem sexo com outros homens e que querem respeito por isso. Até aí nada de novo, mas eles têm um diferencial bastante peculiar: não são gays, mas autodenominados 'espartanos', e possuem um manifesto que explica detalhadamente o que os diferencia dos supostos gays - leitura interessante, à beira do cômico. De acordo com o manifesto, ser gay é idolatrar mulheres, ser extravagante e comprar tudo o que está na moda, enquanto que ser espartano é praticar sexo com outros homens sem perder a masculinidade.
    Gostaria de receber um sentimento de cumplicidade quando digo que já culpei a figura do gay estereotipado - afeminado, cabeleireiro, fashion e amigo das mulheres - pelo preconceito que todos os outros gays sofrem. Quem vê o grupo gay de dentro sabe que este não é apenas formado pela idealização popular, e receber as piadas e críticas dirigidas ao grupo que se baseiam na feminilidade que alguns homens carregam pode causar frustração por ser gay e repúdio contra os portadores do sotaque feminino, o que é facilmente percebido em frases do tipo 'não sou e não curto afeminados' ou 'odeio gay fada'.
    Pode ser impressão minha, mas muita gente tem usado a expressão 'gay afetado' para se referir aos afeminados ultimamente, sem nem se dar conta da conotação negativa que essa palavra carrega. Afetado está diretamente ligado a uma pessoa pega por alguma doença, ou que sofre por portar algo prejudicial a ela. Será que isso implica que, num mundo onde o homem (masculino) é o centro do poder e ditador das regras, qualquer homem que queira se portar femininamente está seriamente doente?
    Todos tem o direito de se sentirem atraídos por um tipo específico de homens, e gosto não se discute. É desnecessário, porém, atrelar o afeminado a algo negativo, como a palavra 'afetado', ou proferir palavras para menosprezá-los e diminuí-los, e assim se sentir um gay superior.
    Essa necessidade de atacar um grupo em favor de outro é tão boba e tão humanamente comum que se estende por inúmeros exemplos. Além de gays machos vs bichinhas, também é possível citar a dualidade nordestinos vs paulistas, donos de iphone vs android, funkeiros vs rockeiros, católicos vs protestantes, etc etc... Estes estão em discussões intermináveis para se convencerem de que são melhores do que o outro, e se esquecem que são absolutamente farinhas do mesmo saco, numa tentativa de definir suas qualidades em parâmetros tão pontuais e irrelevantes como estes. Nenhum membro conservador da sociedade está interessado em saber se você é um gay masculino ou feminino. Você é julgado simplesmente por se relacionar com homens, assim como estrangeiros não veem diferenças entre brasileiros nordestinos ou paulistas, ou ateus não veem diferença entre católicos e protestantes.
    Por outro lado,  a tentativa de se criar um novo conceito para homens que fazem sexo com homens, ainda fresco e sem alguns dos preconceitos amarrados aos gays (se for possível desvencilhá-los) pode ser uma alternativa interessante para amaciar os conservadores, assim como tentaram fazer quando mudaram a denominação de 'favela' para 'comunidade'. Suspeito que essa não tenha sido a intenção dos espartanos deste manifesto, e isso também não justifica as injúrias feitas contra os gays. 
    Se tentamos culpar nossos companheiros afetados pelas piadas sobre gays e pela discriminação, estaremos abrindo brechas para a desunião e mais preconceitos num grupo que já é frequentemente atacado por todos os lados. A origem do preconceito não está no sotaque afeminado de alguns homens e nem nas roupas ultra justas que alguns usam, mas sim na dificuldade que as pessoas tem em aceitar qualquer outro que exiba algum traço diferente do que elas estão acostumadas. Neste contexto, a mudança começa por nós =)
    Enfim. O que os senhores pensam sobre isso? Será que é válido criar um grupo à parte dos gays, como os espartanos, numa tentativa de fugir do preconceito? Ou será que criar um novo conceito para gays não afetados é uma boa alternativa? Ou o que significa ser gay para vocês? 

Um abç,
N.B.

47 comentários:

  1. Vejo um problema de auto aceitação nesse caso. Simplesmente os caras sentem atração por alguém do mesmo sexo (e isso é ser homossexual) mas não querem ser chamados de gays, e por esse motivo inventaram uma nova nomenclatura. Algo que amenizasse a situação, pelo menos na cabeça deles, mas que não a torna diferente na minha opinião.
    Falando em preconceito e auto aceitação, um pequeno depoimento hahaha
    Lembro quando comecei a conhecer outras pessoas na internet. Acho que devia ter uns 15, 16 anos. Sempre que surgia a pergunta, falava que era bissexual, mesmo sem sentir atração alguma por mulheres, muito em razão de um preconceito que eu carregava. Demorou um bom tempo até eu dizer sou gay, mesmo em um ambiente virtual, e para pessoas que, supostamente, não teriam nenhum problema em saber que eu somente me relacionaria com outros garotos.
    Pensando bem, arrisco dizer que todos nós já fomos um pouco preconceituosos (me corrijam, por favor), pelo menos em um momento em que ainda não nos aceitava-mos. A diferença está justamente nisso: aceitar-se e livrar-se de opiniões pré-concebidas, que só impedem quem as possui de ver as coisas como realmente são.
    Provavelmente alguém que ler esse comentário está passando por essa fase de se aceitar. Acreditem, depois que a gente se entende, tudo fica mais bonito ;)

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    1. Só um detalhe, dudinho: homoerotismo é categoria de fantasia sexual, homosexualidade é gostar de se relacionar emocionalmente com um macho, ao invés da fêmea, se você for macho, também. No caso dos humanos tem a questão do "espírito" né... esse negócio meio volátil a que nos referimos sem saber muito bem o que é, mas que intuimos e sentimos - quem "somos". Este espírito pode ser ou conter traços BEM femininos (ou vice versa), estando em um corpo masculino (ou vice versa), o que torna a análise dos termos "homoerotismo" & "homosexualidade" um pouco mais trabalhosa.

      Abrs de sabes quem, hein? hehehe

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    2. Acho que todos nós somos preconceituosos com alguma coisa, Duds. Eu também tive uma fase em que dizia ser bissexual (durou três meses, acho, no começo de tudo).

      Apesar disso, acho que nunca tive problemas sérios de autoaceitação. Concordo com você sobre suas ideias acerca dos espartanos e acho que a maioria aqui vai pensar igual.

      Essa galera tem problemas sérios...

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  2. Me lembro que um tempo atrás eu entrei em um grupo do facebook em que só tinham caras bonitos, malhados ( não sei como entrei, sério) e a maioria dos posts eram voltados sobre sexo e muitos dessa ideia de transar com vários homens mantendo a masculinidade, alguns iguais ao Brian do Queer as Folk.
    O grande preconceito que têm mostra o quão inseguros são em relação a aceitação na sociedade. Esses são aqueles que ainda vivem uma certa negação, vindo principalmente da educação e ambiente tidos na infância/adolescência
    Também bate com a questão de ser apenas o ativo ou passivo da relação. O tabu de como se o ativo fosse o menos gay, o macho da relação e assim o mais superior.

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    1. Existem grupos e pessoas que pensam assim e não são poucas. Imagina que nesses tempos mais modernos e liberais, para muitos de nós a evolução do nosso caminho é sair do armário ou contar para os amigos.

      Mas para outros, que viviam na surdina, o máximo que eles conseguem fazer é se juntar e dizer que são os machões. Que transam com outros machões.

      Coisas da vida...

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  3. Neste contexto, a mudança começa por nós =) isso mesmo !! sempre vejo a paulista repleta de pessoas lutando por uma cousa " (o Fim do preconceito)mas a realidade que no meio GLS é o que mais acontece. gay que não gosta de travesti, lésbica que não suposta travesti e por ai vai... A busca pela própria aceitação não deve basear se o vizinho é afeminado ou passivo e acabar com essa hipocrisia de pensar que criar uma raça ariana de gay resolveria alguma coisa.

    Aceitar ser diferente entre os iguais, é necessário e fundamental.

    Parabéns N>B pelo Poste.
    Abraçãooo espero ti encontro mais vezes no chat.

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    1. Acho que somos muito desunidos e preconceituosos, mas, ao mesmo tempo, tento ter uma visão autocrítica e uma visão crítica da autocrítica.

      Explico:

      Por um lado, também acho que somos preconceituosos e tem gay que odeia travesti, lésbica que não gosta de gay, bissexual que tem raiva de homo, etc.

      Por outro, penso que não podemos exigir essa afinidade. Ser gay, assim como ser hétero, não nos define num grupinho pequeno e homogêneo.

      Se um cara é hétero, ele não tem o direito de ter raiva de puta e piriguete que também sejam héteros?

      Então talvez a gente não possa exigir que ser homossexual, bi, travesti ou colorido seja equivalente a fazer parte de um fã clube de uma banda musical, onde todos se unem e concordam que o som do grupo é o máximo.

      Preconceito ou relações de afinidade naturais ao ser humano?

      Fica a discussão em aberto.

      Eu mesmo não tenho respostas, só inquietações.

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  4. Lendo teu texto eu me lembrei de outro que eu li em algum lugar algum tempo atrás e que dizia que apesar da grande maioria das pessoas ridicularizar aqueles que são mais efeminados, a grande maioria de nós (gays) deveria ser grato à eles, pois a grande verdade é que são eles que dão a cara para bater todos os dias e se expõem e que vão a luta de muitos direito.

    Eu não sei... para mim, falam bons exemplos e modelos de pessoas gays que vivem sua vidas como todas as outras pessoas, sem eles, ficamos sempre entre opostos muito distantes ou é o "purpurinado" ou é o "bombado"... Se tivessemos mais pessoas em que pudessemos olhar e nos reconhecer acho que as coisas seria mais suaves. É meio que aquela história, a difereça entre o meu filho homossexual e o filho viado da vizinha.

    Quando estamos envolvidos na questão, temos outros olhos... quase todo mundo tem um amigo gay e mesmo as mais conservadoras ou as mais preconceituosas são capazes de conviver e respeitar. Mas é só a coisa ir para o coletivo que vira bagunça.

    Quanto ao grupo dos caras... eu acho que isso no fundo é o medo de aceitar que no fundo a linha que nos separa é sempre muito tênue. Apesar deles com seus corpos malhados e trabalhados e de sua "macheza" são tão gays quanto os "afetados"... acho que muito da homofobia e do preconceito vem disso. Para evitar que eu seja reconhecido como um, eu preciso me distanciar e mostrar que não sou igual...

    Agora eu queria descobrir como é "praticar sexo com outros homens sem perder a masculinidade." kkk

    Post muito bacana... Grande abraço!

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    1. Vc leu aqui mesmo, N.B. escreveu isso, eu me lembro pois o parabenizei no msn pela atitude, pois era uma coisa que eu falo sempre entre meus amigos (gays ou não)... Devemos muito a eles, os afeminados!!! *-----------------*

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    2. Latinha, vou discordar com você no lance de que faltam gays notórios. Acho que você não procurou direito.

      Tenta fazer umas buscas no Google sobre pessoas famosas que eram gays ou cientistas e artistas gays.

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  5. Esse tipo de grupo não é nova. Já o finado Orkut era cheio de comunidades do tipo "sou macho e gosto de macho". Eu acho meio triste quando vejo alguém tentando se desvencilhar dessa maneira.

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    1. ...se desvencilhar dessa maneira dos esteriótipos.

      Esqueci de completar a frase.

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    2. Orkut sempre à frente rsrs

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  6. Rindo (ou não) de mim, NB, sequer penso em mim como sendo gay. Mal me vejo como humano. Sou um negócio vivo (!) por aí, brincando seriamente de viver, e (quase) acreditando no jogo.

    Abr-

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    1. Se não humano, deve ser uma máquina protótipo de inteligência artificial capaz de deixar comentários em blogs de acordo com o tema do texto :P
      Não sei se vai voltar para ler esta resposta, mas porque não se vê como gay?
      abç.

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  7. Olha já li sobre alguns desses grupos e a geralmente são carregados de homofobia.Porém por outro lado detesto como a "comunidade gay" gosta de ditar como homens que se relacionam com os outros devem viver.E se um homem por acaso não quiser que se refiram a sua sexualidade como gay, viado ou qualquer coisa do tipo, simplesmente por não gostar dos termos?Será apontado como "traidor do movimento"?Homofóbico?

    Acho que a nossa "comunidade" prega a diversidade mas não respeita a individualidade, o que é contraproducente.

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    1. Eu particularmente não sinto que a comunidade gay dita como devo viver, e acho que isso vem do outro lado. O homem hétero tem um script muito estrito para seguir, e caso se desvie ele é rotulado como gay. Demonstrações de carinho com outro homem, ou de vaidade como um corte de cabelo diferente, algum creme no rosto, dove fresh, alguma música ou algum filme que ele assista, artes e dança estão numa zona muito perigosa, próxima do 'gay'. Suspeito que isso que muitos chamam de 'comportamento incentivado pela comunidade gay' vem exatamente do lado hétero tradicional da sociedade. E por conhecer melhor a diversidade e ter ideia da unicidade de cada pessoa e nuances sexuais, motivos das nossas perseguições, essas pessoas são menos resistentes a respeitar a individualidade.

      Quanto a não querer que se refiram a ele como gay, podem procurar uma nova palavra para se definir. Seja pansexual, androssexual, ginossexual, androgenosexual, etc etc. Porém, a questão não é buscar uma definição para cada nuance, pois é contraprodutivo, e sim saber que serás respeitado independentemente do nuance, ou da definição.

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  8. Concordo bastante com o Anônimo aí de cima. Cada um tem direito de viver e de se relacionar com aquilo que te dar prazer e satisfação. Se pra alguém, for confortável viver como 'espartano' ótimo, que tenha sucesso. Não os vejo como superior ou algo parecido.

    Não acho errado um gay se posicionar como 'macho' e querer se relacionar com alguém idêntico. Não acho errado alguém querer manter a 'masculinidade' enquanto se relaciona com outro homem. Não acho errado um gay não gostar de travestis. E falo em gostar que é totalmente diferente de respeitar.

    E isso está longe de não aceitamento, insegurança ou de querer curva-se ao dito padrão que a sociedade exige e etc.. simplesmente é questão de individualidade.

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    1. Também não acho que seja errado, mas creio que o problema existe quando começam a achar que esse 'gosto' por homens masculinos é melhor do que outros.

      Gostar de homens masculinos é fácil. Oras, travestis e afeminados são considerados quase anomalias pelas pessoas, pois saem muito da pequena região do socialmente aceitável. É raro encontrar pessoas que dizem, com naturalidade, gostar de afeminados, da mesma forma que é difícil achar o gosto por gordos, baixos, feios, magrelos, etc etc. Essa convergência pelo padrão me levanta dúvidas sobre um gosto genuinamente 'individual'. Pra mim, isso não tem nada de individual, e sim só mais do mesmo...

      Mas não que isso seja ruim... :P

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    2. Acho que o comentário do N.B. foi maravilhoso.

      Foi citar entre aspas, porque também é como eu enxergo isso:

      "não acho que seja errado, mas creio que o problema existe quando começam a achar que esse 'gosto' por homens masculinos é melhor do que outros".

      Cada um gosta do que quiser.

      Um espartano não pode me julgar por gostar de ser ativo, passivo, ser delicado com meu namorado e gostar de carinho e mimimi.

      Da mesma forma que eu não posso me achar superior do que gays - e até héteros, como o Ronaldinho - que curtem transexuais.

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    3. Hétero gosta de pinto?

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  9. Falam muito de "direito". O que é ele, mesmo?

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  10. Não vejo problema nisto, assim como também não vejo problema nos héteros, cristãos e diabo-à-quatro que nos condenam, pois é natural nos afastarmos daquilo que não gostamos/temos medo.

    O problema está apenas na rotulação, apontamento de dedos na cara e uso excessivo das palavras 'homofobia' e 'bullyng' (nem sei se é assim que se escreve...) sinônimos para quase tudo, hoje em dia.

    Vou indo porque ainda tenho que assistir o nome filme da Belami, aquele no Vaticano... Não sou gay, vou assistir apenas para confirmar tamanha indecência contra os cristãos. #JESUSTÁVENDO

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  11. ah, eu conheço esses espartanos, eles entraram em contato comigo por causa do meu romance uma vez, me assustei com aquele manifesto deles , pelo machismo e preconceito daquele manifesto, e por ele ter sido hospedado no site da ufba, se vc reparar, o site deles é hospedado no site da universidade, é vergonhoso!

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    1. Foxx, dei uma olhada no site bem rápido quando o N.B. tinha acabado de fazer o post e não tenho disposição para voltar a navegar por ele.

      Mas se isso que você estiver dizendo for verdade, sobre ele ser hospedado no site da UFBA, é uma tremenda vergonha. Até porque a Bahia é um dos estados com o maior índice de violência contra homossexuais e, também, o estado que tem uma das maiores militâncias e engajamentos para cobrar políticas públicas e menos preconceito.

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  12. Você optar por dar preferência a algo é comum. Não acho que seguir certos preceitos é a verdade absoluta. Cada um gosta de algo, porém, não é por isso que se vai deixar sua individualidade para seguir o senso comum, pois se fosse assim, praticamente não existiram gays.

    Se alguém opta por seguri algo e esse algo for aquilo que ele acredita porém diferente do que a grande massa diz que ele seja feliz seguindo sua filosofia.

    Não acredito que todos so gays tenham que gostar de gays com cara de gay, ou viver agindo e mostrando que é gay. Acredito sim que cada um deva viver da forma que acha válido com seus gostos e "não gostos".

    Se o cara não curte quem da pinta, blz... ele vai atrás de um cara mais "sério", com mais masculinidade. Isso não fará dele um excluido da sociedade gay, isso é gosto, característica dele; que viva bem dessa maneira. O importante é o respeito dele com os outros e dos outros com ele.

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  13. A resposta aí em cima foi do Bravus! ;)

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  14. direitos... direitos...

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  15. o cara da sua cidade26 de setembro de 2012 17:51

    uahuahauahuaha
    eu não conhecia esses "espartanos". eu ri um pouco.
    : S

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  16. Caralho, velho. Eles dizem pra não imitar a relação homem-muher. Ok, concordo. Aí dizem pra imitar a relação Batman-Robin.

    QUE PORRA É ESSA?

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  17. Sábio NB,

    Li o manifesto, beira o ridículo, cada um procura seu lugar ao sol a maneira que mais lhe apeteça, se eles se sentem melhor com isso para justificar o fato de que dormem com outros homens, sem crise.
    Se fosse algo que devesse ser levado a sério, poderia ser perigoso, pois julgar-se como superior é o primeiro passo para justificar a intolerância e a objetivação de um semelhante. Lembremos que a igreja católica declarou que negro não possuía alma para justificar a escravização de uma etnia.
    Relação Batman e Robin é ótima.

    Grande abraço,

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  18. Não sei se já mencionaram isso aí nos varios comentários, mas para mim isso parece o velho desespero parafugir do rotulo.

    "Gay não, "espartano"".

    Terrivelmente conveniente. "Assim posso ser eu mesmo, mas não recebo "a marca"".

    É o rótulo o que mais assusta as pessoas. É ele que trás as consequencias sociais.

    Um pouquinho como na época da caça às bruxas, me parece. Quando tudo podia ser motivo para receber aquele apontar de dedos da comunidade seguido das tão temidas consequencias.



    É engraçado, realmente. Como se mudar um termo mudasse a realidade.

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    1. Continuando:


      O mais interessante é que parece ser o medo de admitir para si mesmo, mais do que apenas se esconder dos outros.


      Até onde chega o poder do estigma impregnado no rotulo, huh?

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  19. Gosto muito do seu blog
    http://meuadoravelsegredo.blogspot.com.br/

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  20. Bom, eu mesmo acredito que gostar de um bom macho não significa sair por aí e perder ricas oportunidades de se relacionar com mulheres. Mulheres são interessantes tambem. Agora, eu não gostaria de me sujeitar a ser passivo - dar o cu pra um cara - sem antes me apaixonar por ele, gostar dele, sentir amizade, interesse dele também por mim. Acho um absurdo o que muitos fazem: sujeitam-se a se entregar pra qualquer um sem envolvimento afetivo. Nunca dei mu cu pra ninguém mas já me apaixonei por homens sim, grandes amigos meus. Não rolou sexo entre nós porque eu não confiava me declarar e depois o cara me comer e sair falando por aí que eu sou viado. Acredito que ainda falta muito pra os gays saberem que ser gay não significa ser afeminado, mulherado, cheio de frescurinhas. Ser gay mesmo é ser machão e gostar de macho com toda a intensidade.

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  21. É, falou todo. Somos um grupo unico, com uma característica em comum, mas muito diverso. Existem gays de todos os tipos e gostos, assim como heteros de todos os tipos e gostos.. não tem como definir um padrão pra gay, assim como é a maior burrice esteriotipa-lo, como a sociedade cisma em fazer. Temos é que lutar por direitos: casamento gay, adoção, liberdade de demonstrar afeto em publico. Aí sim seremos mais aceitos e vistos de forma mais clara e sem tantos rótulos, por que não precisaremos nos esconder. O resto é bobagem, existe gosto para todos os tipos, e eles podem conviver numa boa.

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  22. O mais interessante do texto sobre os espartanos é que eles começam criticando a burguesia e a cultura judaico-cristã por engessar e impor o modelo socialmente imposto de "homem" (comedor de buceta) e depois afirmam categoricamente que a 'forma" correta de ser homem é a do guerreiro esparto. Ou seja, de uma maneira ou outra, para um sujeito ser homem ele tem que se adequar a um dos modelos, caso contrário, ele é gay por sentir adoração por divas e procurar sentimento atrelado ao sexo. Ou seja, o protótipo de homem que eles propõe é tão fabricado e superficial, quanto os outros. Nota-se uma clara dificuldade se auto-aceitar e de se auto-afirmar em um grupo específico ignorando que cada pessoa carrega dentro de si traços próprios da personalidade que podem ser modificados com o tempo, conforme a cultura, gostos pessoais etc

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  23. bem interessante este post sobre o tal grupo... o fato eh que lendo o post e os comentarios me deparei a pensar sobre como eu me relaciono no meu meio hoje em dia (meio entre gays e heteros), mesmo eu que me julgo um cara bem resolvido, assumido, sem problemas com minha aceitacao e isto ja tem uns 15 anos, o fato eh que no inicio eu tbm tinha vergonha de me chamar de gay, de dizer sou gay, depois tinha vergonha de dizer que gostava de ser passivo ou que ja tinha praticado... sempre fui mais atyivo, mas isto eh gosto, mas o fato ser passivo ate incomodava, parecia que ia ser menos gay se somente fosse ativo, coisa louca... eh preconceito da nossa cabeca mesmo eu acho... vai passando com o tempo, mas eh intrigante, pois na verdade costumamos nos relacionar e ter afinidades com parceiros ou amigos do mesmo tipo, mesmos gostos, mesmo tipos, logo, se eu nao sou afeminado nao costumo ter em meu meio ou sair com afeminados, nao sou travesti, logo nao saio com amigos travestis, nem tenho... seria preconceito? nao sei, talvez sim, mas o importante no meu entendimento eh respeitarmos todos, afeminados, drags, travas, lesbicas, emos, enfim, todos. Jah nao eh muito facil ser gay, mas dai tbm criarmos uma nova categoria de gay (os ditos machoes) acho meio exagerado... mas cada um cada um... que busquem ser felizes como bem entenderem, desde que nao disseminem o odio ou preconceito entre os chamados do mesmo meio.. . os gays que somos...

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  24. Esse texto do manifesto é uma piada. Comecei a leitura, mas parei no segundo parágrafo. Justificar homossexualidade como consequência do aumento do córtex cerebral e ausência de cio é risível! Certamente o autor não conhece comportamento homossexual entre insetos ou mesmo no Schistosoma (sim, aquele verme que a tia Cotinha ensinou na escola que causa a Esquistossomose, ou barriga d'água)! E que dissertação é essa que cita autores das décadas de 50 e 70? Não tem nada mais atual??

    Acho que a data se ajusta bem ao pensamento do autor: ele ainda está preso ao século passado, em que homem é homem, menino é menino, político é político e baitola é baitola. E, infelizmente, ele não é o único, incluindo aí qualquer orientação sexual que exista (ou que decidam criar).

    Gay, ou homossexual, ou homoafetivo (argh), é apenas uma definição de ORIENTAÇÃO SEXUAL. Não de caráter, não de masculinidade, não de qualquer outro atributo da personalidade da pessoa. Mas e pra fazer as pessoas entenderem isso? Eu mesmo levei algum tempo pra processar essa informação. Por algum motivo cultural ou histórico, sempre se associou gay a efeminados (e, graças aos fanáticos religiosos, também ao pecado; valeu galera!). Por isso que surgem grupos como esses espartanos: eles querem exercer a sua orientação sexual sem sofrer a carga de preconceito que os gays sofrem. Olha, eu vou ser sincero: adoraria ser gay sem me preocupar em receber uma lâmpada na cabeça (ou atitudes mais sutis). Mas, infelizmente, só mudar de nome não adianta :(

    O fato deles prezarem tanto pela masculinidade também demonstra o próprio preconceito com a diversidade. Essa é até uma das causas do movimento LGBT às vezes ser taxado como desunido (como já falaram até nos comentários). Não que eu mesmo seja o exemplo de aceitação - tenho uma certa aversão a efeminados. O que eu procuro fazer é racionalizar: se é pra abraçar a diversidade, ninguém pode ficar de fora.

    Abraços.

    ps: meu primeiro comentário aqui, gostei muito do seu blog :)

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    1. E eu gostei muito do seu comentário!
      Um grande abraço =)

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  25. parabens a todos que ja tem um pouco de consciencia, daquilo que sofremos por cosnta dos rotulos....
    ao referir-se a mim, como gay, gostaria ja que estão me rotulando, que colocassem todos os rotulos: pai, avô, engenheiro, espitulizado, yogue, trabalhador, bem humorado, honesto, são paulino, casado com outro homem, ativo, passivo, bem são tantos rotulos......
    mas se pensarmos um pouco, rotulos são para as garrafas...a.
    estamos caminhando, voces mais jovens nem podem imaginar como era tudo isso ha 30 anos atrás.
    tenhamos paciencia com todos esse babacas; ursos, superiores, barbies, bichinhas, um dia quando nos aceitarmos por inteiro, seremos então respitados, e todos poderão comungar da mesma festa.
    saudações

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  26. na boa acho que rótulos de gay , viado ,bicha, maricas,fresco,afeminado,afetado , sapatão, sandalinha,cola velcro, bate escovas (esses 4 últimos fazem aluzão as lésbicas) nã verdade somos nós mesmos (os homossexuais ) que acabamos criando para nós ,,, pois acredito que qdo todos nós nos aceitarmos como pessoa que somos tudo isso cai por terra , mas não somos nós mesmos que fazemos questão de dizer eu sou gay? sem antes pensar eu sou uma pessoa igual ao meu vizinho ou vizinha , sei lá eu penso que rótulos só servem pra mercadorias no comercio, eu sou sim homossexual independente de ser ativo ou passivo de gostar de macho ou de femea eu vivo numa sociedade de humanos e não de animais , pra que inventar tanta modinha pra falar de uma única coisa eu sou homem e sou homossexual apenas amo um outro homem .tenho minhas convicções e principios não preciso de rótulos, deixo isso pra quem vive deles .

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  27. na boa acho que rótulos de gay , viado ,bicha, maricas,fresco,afeminado,afetado , sapatão, sandalinha,cola velcro, bate escovas (esses 4 últimos fazem aluzão as lésbicas) nã verdade somos nós mesmos (os homossexuais ) que acabamos criando para nós ,,, pois acredito que qdo todos nós nos aceitarmos como pessoa que somos tudo isso cai por terra , mas não somos nós mesmos que fazemos questão de dizer eu sou gay? sem antes pensar eu sou uma pessoa igual ao meu vizinho ou vizinha , sei lá eu penso que rótulos só servem pra mercadorias no comercio, eu sou sim homossexual independente de ser ativo ou passivo de gostar de macho ou de femea eu vivo numa sociedade de humanos e não de animais , pra que inventar tanta modinha pra falar de uma única coisa eu sou homem e sou homossexual apenas amo um outro homem .tenho minhas convicções e principios não preciso de rótulos, deixo isso pra quem vive deles .

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  28. Eu me lembro de quando não me aceitava, eu juro que tentei não ser feminino, mas era muito difícil e me machucava demais. Quando me assumi foi difícil, mas eu não sabia que sofreria mais preconceito entre os meus semelhantes do que pelos que socialmente já nos maltratam. É mais triste saber que um gay tem nojo e não quer me ter por perto do que um hétero me excluir do seu convívio. Até para arranjar parceiros é preciso fazer uma linha machão. Se eu pudesse/quisesse ser durão e machão seria hétero, o que é ridículo. Amo a diversidade e amo ser gay o que eu não acho certo são gays que menosprezam outros gays.

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  29. Sei exatamente o que acontece aqui: problemas com auto-aceitação. Por que, mais difícil de admitir para a sociedade, para a família, amigos e etc e assumir para si a condição de homossexual. Para uma pessoa que foi criada em uma cultura com bases religiosas fortemente cristãs o preconceito, o tabu é imensurável, o fato de ser gay torna-se simplesmente inadmissível.

    Como eu sei disso?
    Simples, há 20 min atrás eu estava exatamente nessas condições, e ver um bando de homens inventando mil e uma desculpas para não SE assumir, foi o fator decisivo - o divisor de águas. ainda ouço o barulho da ficha caindo na minha cabeça: peraí, estou exatamente como um desses idiotas, há meia hora me auto-declarei Bi numa postagem, mas que droga, não sou, EU SOU GAY. E é incrível por que acho que esta é a primeira vez que eu mentalizo - e escrevo- essa frase, desculpem o entusiasmo, mas tive que compartilhar minha recente descoberta!

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