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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Filhos sem sentido

    Tenho gastado mais tempo pensando sobre o sentido da vida do que eu gostaria, e numa quase revelação nesse final de semana, cheguei à conclusão de que a resposta é complexa demais para eu entender, ou chegar até ela. Isso se ela existir. 
    Ainda não me soa coerente que aquelas proteínas, que conhecemos como DNA, queiram se replicar incessantemente, e nós somos instrumentos dessa ambição. Querem se replicar até quando? Até cobrir o universo com DNA, parece. 
    Os outros animais parecem lidar bem com isso tudo. São instrumentos dessa ambição, assim como nós, mas não se importam em não saber o porquê fazem o que fazem. Desde a organização do DNA, este sempre buscou a forma mais eficiente de se replicar, protegendo sua informação dentro de células, estas organizadas em tecidos, esses tecidos em órgãos e os órgãos em corpos. A seleção natural dá o direito de o animal mais forte (ou mais atraente) passar seu DNA adiante para o máximo de descendentes, o que torna o processo mais eficiente. Os humanos desenvolveram a inteligência, o que garantiu a perpetuação da espécie, mas não torna o processo necessariamente mais eficiente.
    Imagino que muitas das angústias humanas tem origem no confronto do nosso propósito original com o que nos é permitido, pois ao mesmo tempo que a razão nos tornou mais fortes como animal social, ela também criou barreiras que nos impedem de satisfazer esse propósito. A evolução se encarregou de nos lembrar fortemente do nosso propósito ao nos fazer libidinosos e inconsequentes quando precisamos de alívio sexual. Ao mesmo tempo, isso lembra o comportamento animal, e portadores de uma razão tão evoluída não podem se comportar assim, pois é repulsivo, de acordo com a convenção social tradicional. Por isso nos casamos e somos monogâmicos, desafiando o propósito de existir ao evitar outros parceiros e evitar a reprodução em larga escala.
    Talvez por isso existam tantos casos de traição, tantos casais presos pela conveniência e medo, vivendo miseravelmente até o dia da morte. O homem, ou nenhum outro organismo, foi feito para ser monogâmico. A forma de passar o DNA para frente da maneira mais eficiente é através dos parceiros mais saudáveis, e isso se expressa pela atração física. Uns podem receber mais ou menos convites para a traição do que outros, de acordo com o nível de atração que a pessoa exerce sobre as outras. Inevitavelmente teremos contato com pessoas atraentes e ouviremos o chamado do propósito se manifestando na forma de necessidade de alívio sexual. Imagino que nos negar a isso causa frustração.
    Eu tenho considerado que viver, em linhas gerais, causa mais sofrimento que felicidade. Tanto sofrimento físico, pois a partir do momento que nascemos, nossos corpos apodrecem mais a cada dia, quanto também psicológico, por não sabermos o motivo do DNA original nos usar como instrumento de reprodução. Viver não tem sentido, e saber disso frustra. Trazer uma criança à vida seria condená-la a sofrer também, sem nenhum pedido dela para isso. 
     Não consigo achar motivos convincentes que me façam querer ter filhos. Perguntei a alguns amigos o motivo pelo qual eles querem tê-los. Um disse que é porque 'todos devem ter'. Outros porque trazem completude à pessoa. Desconsiderando a primeira resposta por achá-la vazia demais, talvez o cumprimento do propósito original seja o que lhes traz conforto, mas pela minha perspectiva, replicar-se para se sentir mais completo me soa muito egoísta. Creio que pessoas com uma visão mais otimista sobre viver pode discordar de mim e achar que trazer uma criança à vida é dar a um ser a dádiva de viver, o que soa justo.

    Eu, de novo, que não vivo na minha bolha intocável ou realidade paralela, não deixo de ser influenciado pela convenção social. Mesmo que eu acredite que o homem não é um animal monogâmico e que traições são inevitáveis, não acredito que sair fodendo com tudo que se mexa (ou que não se mexa) seja o que nos satisfaça melhor, tampouco. 
    Ao mesmo tempo que temos a necessidade de nos aliviar com diferentes parceiros, pelo propósito original, a nossa razão não se contenta com somente isso também, e precisa de afeto e atenção. Viveremos num eterno conflito desse propósito com a convenção social, que da forma que existe, não nos garante possibilidade de felicidade. Enfim.
    Gostaria de saber dos senhores se viver é sofrimento ou é felicidade, e se isso está relacionado com as suas vontades de ter ou não filhos. Também, se existe algum motivo para o qual possam querer ter filhos.
Um abç.
N.B.

P.S.: Não estou deprimido.




37 comentários:

  1. Bem, se está com quem vc ama....
    eu acho que eh uma alegria...
    tenho 13 anos e me apaixonei por um garoto da minha sala... ele não sabe, mas, cada minuto que passo perto dele me sinto ótimo.... feliz....
    Mas como você disse: Se reproduzir simplesmente para se sentir mais completa é um puro egoísmo.

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    1. poizeh, concordo plenamente, sou bi, mas tenho mto medo de alguem saber dsso, e minha mente fika atormentada dizendo q eh errado e q n posso mas a carne humana fala mais alto e assim q term uma oportunidade de fikar cm o msm sexo eu caio dntro, mas logho apos dos prazeres a consciencia fika pesadissima
      ,,,

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  2. Já que possuímos o dom da razão eu gostariam que as pessoas a usassem ao decidirem se terão filhos.Seria ótimo que somente pessoas que pudessem sustentar, educar e amar seus filhos os tivessem.Amor (é o óbvio, né) capacidades intelectuais (para educar) deveriam ser requisitos obrigatórios para a reprodução.

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  3. Quando um hétero quer ter filhos, eu até perdôo essas justificativas, afinal deixemos a reprodução para eles, se não o ser humano acaba e a culpa será nossa (dos Gays), segundo o Papa... ¬.¬'

    Mas eu fico indignadíssimo quando ouço um gay falando que quer ter filhos de maneira "natural"... Porra, o cara quer o quê, acabar com o corpo de uma amiga (lésbica ou não)? Trazer MAIS UM SER PRA SOFRER NESSE MUNDO? "Ah, eu quero ter um filho meu mesmo"; bom segundo a LEI, filhos adotados SÃO SEUS (e ai de quem disser o contrário!). Tantas crianças que já vieram ao mundo, não por culpa nossa, mas podemos ajudar a pôr fim nisso, e gays querendo ter filhos "naturais"... I DIE!!! /KATYLENE

    Quanto à sua pergunta: eu acho que viver é um equilíbrio das duas coisas, e você escolhe pra qual vai dar (uy) mais importância! Eu sempre sugiro às pessoas pra trabalharem para terem dinheiro pra gastarem com o que gostam, porque daí a felicidade (hobby), apesar do sofrimento (trabalho), valerá a pena! Xêro pra todos!!!

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    1. Eu já pensei como você.Mas depois pensei de novo e cheguei a conclusão que tanto gays e héteros tem o desejo narcisista (mas muito humano) de passar seu DNA adiante de alguma forma.

      Não vejo por que você julga mais severamente os gays nessa questão já que hoje em dia temos vários métodos anticoncepcionais, e os héteros se quisessem poderiam se dedicar apenas a criar as crianças necessitadas ao invés de gerar outras.

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  4. P.S. Eu votei sim na enquete, mas serão adotados, todos!

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  5. Bom, acho qe faz parte... pqe imagina vc velho, sem filhos? acho q seria uma velhisse muuuito solitaria, não qero isso pra mim (nao qe eu tenha esperança de chegar à velhice rs), pode parecer meio... seila oqe...mas sinceramente, nao imagino minha mae sem meus dois irmãos e eu, acho qe a vida dela seria uma chatisse vivendo só com meu padrasto, aqele mala.
    (Minha tia por exemplo, não tem filhos e nem vai ter... imagino ela velhinha e sozinha ;x)

    Seila, acho qe filhos são fiéis aos seus pais... do mesmo jeito q seus pais são à eles (claro, nem sempre)

    Mas eu nem sei como ter um filho se sou gay. Adotar não tenho vontade (quem sabe eu mude, ainda tenho 18a hehe)muito menos qero engravidar uma mulher SÓ pra ter um filho e depois dispensá-la, muito egóismo seria.

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  6. N.B., te acho incrível. Acompanho seu blog há mais de ano, mas sempre preferi não comentar. Só que desta vez não consegui "manter o silêncio", porque cheguei a estas mesmas conclusões sobre vida, monogamia e paternidade no último ano, que não tem sido fácil para mim. Às vezes, me deparo com pensamentos e conclusões que me dão medo, mas vou empurrando o barco na esperança de um futuro melhor.
    Já expressei para algumas pessoas a minha falta de desejo e talento para a paternidade. Ouvi argumentos como ter alguém para cuidar na velhice, ou deixar herdeiros, e até mesmo que filhos são uma motivação ou um sentido novo para a vida. Tentando ser maduro, resolvi não discordar ou desacatar tais ideias. Apenas concluí que não vou nem pensar ou expressar nada sobre o assunto; quando estiver mais velho, tomo tal decisão.
    Compartilhamos igualmente a ideia da monogamia (tanto é que se alguém que eu conheça ler, certamente pensará que eu estou por trás do teu perfil).
    Mas respondendo à tua pergunta, creio que a vida seja mais sofrimentos do que felicidade. O que nos faz esquecer isso é a esperança num novo dia.
    Obrigado pelo blog.
    X.

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  7. Muito bacana suas reflexões... e são temas muito controversos e até complicados da gente se posicionar.. mas vou tentar.

    No meu ponto de vista... "apesar de" haver sofrimentos e luta, a felicidade é algo que temos que aprender a encontrar, em nós, nas pequenas conquistas e em muitas vezes em poucos momentos. São esses pedacinhos de felicidade que nos darão força para ver as barreiras e sofrimentos.

    Nem tudo vão ser flores, acho que isso é sabido... mas apesar disso precisamos encontrar motivos para sermos felizes! Não dá para ser 100% feliz o tempo todo, até porque são as dificuldades e até mesmo o sofrimento que vão nos amadurecer e nos fazer crescer.

    Filhos... houve um tempo em que eu achei que iria ter uma família (da propaganda de manteiga), esposa, filhos, cachorro, casa... O tempo mostrou que as coisas não seriam bem assim... ou que poderiam ser com algumas adaptações.

    Seus questionamentos parecem alguns que eu já tive... e assim, mesmo que a princípio não tenhamos filhos "naturais", esses filhos vão surgindo de outras maneiras... um irmão ou irmã mais novo, um sobrinho, alguém por quem você se afeiçoa e quer ver bem.

    Acho que ter filhos é uma decisão natural... é algo que surge de situações vividas, quantos filhos não foram gerados "no susto" (seja na faculdade, ou mesmo de um casamento planejado). A ideia de ter filho, eu acho que vem desse senso comum da sociedade e principalmente do medo de envelhecer e ficar só... Eu mesmo confesso que já pensei nisso... e quando eu for velho? Ainda que não exista garantias de que os filhos estarão cuidando de você na velhice... acho que muito desse desejo de ter filho vem da continuidade e do me do envelhecer.

    Desculpa ai o comentário "GG" mas achei muito bacana suas reflexões..

    Abração!

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  8. N.B e as questões existencialistas.
    A sociedade nos obriga a anti natureza, a cumprir regras, independentemente de concordarmos ou não, quando nascemos já está posto, apenas nos adaptamos e continuamos reproduzindo insanamente. A civilidade é só uma fina camada de verniz sobre a natureza animal do homem, mas necessária, do contrário ainda estaríamos atirando fezes em nossos desafetos...
    Também não consigo entender porque as pessoas tem filhos, deve ser um pé no saco, mas gostaria de tê-los algum dia simplesmente porque gosto de crianças, ou talvez porque acho que provavelmente não terei, e a gente sempre quer o que não tem, pode ser que eu goste só das crianças dos outros, sei lá, a gente nunca sabe... mas deve ser legal ser importante para alguém que foi feito 50% por você.
    Quanto a vida, sei lá, se pergunte se é feliz e ficará triste, acho que é uma agonia desgraçada, mas é relativo, penso na ideia da roda da fortuna, uma hora está em cima, em outra embaixo, acho que o segredo é ficar no meio, nem muito sofrimento, nem muita felicidade, um sereno devagar e sempre, inclusive... se alguém souber como se faz isso, me dá um toque.

    Abraço;

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    1. Pow Ti, gostaria de dar uma raspada em alguns lugares dessa camada de verniz! Eu concordo que a civilidade/moralidade não é de todo um mal, e adorei o exemplo das fezes. Eu protesto nesses pontos que nos reprimem contra nossas necessidades, pq como eu expus no texto, eles entram em conflito com nosso propósito/necessidade.
      Eu tenho gosto pelo filho dos outros, mas mais além :P A diversão e bons momentos podem ficar comigo, o trabalho da educação, responsabilidade e contas, para os pais XD

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  9. Primeiramente quero dizer que, N.B você da umas viajadas que são dignas de filósofos. Nunca na minha vida eu iria ver o DNA como “vilão”.

    Pois bem, para min a vida pode ser tanto sofrida quanto vivida, isso ira depender das escolhas e dos acontecimentos na vida de cada um. Discordo do Maviaelso na questão de ganhar muito dinheiro para se divertir com ele, porque, se estamos vivos então deveríamos pelo menos fazermos oque gostamos e escolher um emprego visando apenas o salario não é bem uma maneira de aproveitar sua vida (a não ser que você já esteja totalmente controlado pelo capitalismo e não se importar em passar horas fazendo algo que provavelmente lhe estressará ) se fosse assim eu seguiria a carreira de médico (como mamãe queria) em vez da de biólogo (que me agrada muito).Mas claro que dinheiro ajuda em muitas coisas, não posso omitir isso, mas acredito que da para conciliar um carreira agradável com um salario também agradável.

    Pegando emprestado o comentário do Latinha “Nem tudo vão ser flores, acho que isso é sabido... mas apesar disso precisamos encontrar motivos para sermos felizes! Não dá para ser 100% feliz o tempo todo, até porque são as dificuldades e até mesmo o sofrimento que vão nos amadurecer e nos fazer crescer.”

    Sobre adoção a única coisa que me impedido de ter respondido “sim” em vez de “não sei” ne enquete foi pensar no FUTURO QUE ESSA CRIANÇA TERA NA NOSSA SOCIEDADE. Quanto penso nisso já imagino que terão pais que não deixaram seus filhos brincarem com ele por ter pais gays, ou aqueles que terão “pena” da criança por não ter escolhido ser adotado por um casal homossexual. Tenho total convicção que posso amar uma criança adotada como se fosse “minha”, na verdade nunca entendi essa polemica que muitas pessoas fazem. E já que foi citada barriga de aluguel tenho de dizer que acho isso horrível, pagar para engravidar uma mulher e depois tirar o seu filho só para poder dizer que a criança veio dele, ou mesmo se for com uma amiga é praticamente a mesma coisa.

    Comentário meio grande, faze oque não me satisfaço se não disser tudo. Abraço

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    1. Mas eu não disse pra "ganhar muito dinheiro pra se divertir"... Eu disse pra trabalharem pra terem dinheiro e fazerem as coisas que gostam; se a pessoa der sorte de trabalhar no que gosta, ótimo! Mas lembre que a maioria da população não faz isso (ou por incompetência ou por ignorância)... Enfim, obrigado pelo comentário, Alvim-chan, seu sempai agradece!

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    2. Rsrsrs ok, eu poço ter interpretado errado mas foi porque da maneira que você falou ficou parecendo que o dinheiro em se é que traz a felicidade ,enquanto que você quis dizer que devemos usar o dinheiro para fazermos aquilo que gostamos e assim nos tornamos felizes. Boa dica se der eu vou seguir.

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  10. Penso que refletir sobre o sentido da vida e mesmo da existência é um fardo que o ser humano carregará até o fim de sua espécie. Acho que todos ao menos algum momento na vida já fizeram essa reflexão, e a maioria para fugir disto simplesmente abraça uma crença que prometa esclarecer tudo algum dia e trazer paz e felicidade eterna.

    Tendo já refletido muito sobre isso, cheguei a minha própria conclusão: sempre que encontramos uma resposta, esta levará a novos possíveis questionamentos. Se encontrassemos uma suposta razão da vida, por exemplo, poderíamos questionar qual é o propósito desta razão, e assim por diante... Afinal, mesmo crendo que exista um Deus, para que ele existe, para que nos criou (se criou) e mais importante, quem o criou? Enfim, acho que buscar propósito para tudo é uma característica humana, porém talvez também seja uma falha, já que pode levar à depressão ou mesmo à loucura.

    Sobre a parte de filhos e paternidade... Bem, penso que tudo que fazemos no fundo sempre é para obter satisfação própria, desde namorar e casar até ter filhos (o que não nos torna necessariamente egoístas). Se eu tiver filhos algum dia, serão adotados porque eu me sentirei bem sabendo que estou dando lar e carinho a pessoas que já existem e precisam disso. E creio que a maior satisfação que filhos poderiam me trazer seria dar continuidade aos meus valores e ideais. Vê-los sendo pessoas honestas e bondosas, livres de preconceitos, mas também pessoas que lutam por seus direitos. E é claro, vê-los sendo felizes, porque isso me faria feliz também. E estando feliz, que se dane o propósito da vida.

    Abraços N.B.

    P.S.: Não sei ao certo se era pra isso ser um comentário ou um post...

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    1. Obrigado por ressaltar a loucura rsrs Tenho nós na cabeça mesmo, acho melhor dar um tempo nessas questões XD

      Gostaria de dar um +1 na sua conclusão, pois nunca consegui generalizar a ideia por trás do questionamento do propósito de deus, ou do propósito de qualquer outra razão da existência. O loop infinito que você descreveu cai como uma luva =)

      Outro abç!

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    2. uhauahahuha, não que eu quis te chamar de louco, só disse que há o risco =p

      Engraçado teres usado o termo "loop infinito", também pensei nele enquanto escrevia, mas achei que fosse por influência de minha área de estudo

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  11. GUS-RECIFE

    N.B.,
    Meu caro, fazia tempo. E acho que o post veio pra dizer que você tava por aí, pensando!
    Bem... Antes de eu me aceitar, me entender, seja lá o que eu sentia, eu planejava sim ter filhos sim. Adoro crianças e achava/acho quevocê poder amar, dar carinho e ensinar pra um outro ser totalmente 'sem programação' e dependente de você, que há um jeito seu de ver a vida e passar os seus conceitos a diante, seria interessante. E também aprender com esse ser, que você que fez, mas que você não irá controlar num futuro, também me instigava. Acontece que depois que me aceitei gay, vejo uma outra realizade.Acho que não terei mais filhos e me contentarei em mostrar meu ponto de vista da vida oas meus futuros sobrinho, um dia, quem sabe.
    E sobre a vida, não atrelo a minha felicidades a possibilidade de gerar um decendente. Mas acredito que a vida é cheia de sofrimentos sim, mas alguns são apagados pela conquista de pequenos ou grandes momentos de felicidades.

    E sim... você pegou o DNA pra Cristo, hein!?!
    rsrrss

    Abraço.

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    1. Pow Gus, uma coisa ficou no ar. Você sempre quis ter filhos, mas desistiu porque de aceitou como gay? Bate o pé e se você tiver o desejo de ter filhos, corra atrás :O Ser gay não é desculpa moço, é 'só' um pouco mais complicado rsrs
      Acho legal também, se eu puder interpretar assim, a imortalidade através dos descendentes. Você pode ensinar ao pirralho a ver o mundo como você o vê, passar o sangue e o sobrenome, uma reminiscência do seu rosto, etc etc.
      Sobrinhos tb são legais, acho que terei uns XD Já disse em textos anteriores que eu gosto de crianças, sim, mas não traria uma ao mundo, pelos motivos apresentados. Enfim.
      O DNA, sim, eu acho mto doido isso. Imagine, um tanto de proteína assim, do nada, lá há bilhoes de anos, se juntando pra formar informação. Acho que se fosse binário, cada dupla hélice daria 80 MB de dados :O

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  12. Doug-SP


    Oi, é a primeira vez que posto aqui.

    Acredito que tudo depende das escolhas que você faz da sua vida e de como a conduz para torna-la feliz ou sofrida. Ser sincero consigo mesmo, otimista, fazer o que lhe traz felicidade, são essas pequenas atitudes no dia a dia que fazem a diferença ao longo da vida. Pelo menos comigo tem funcionado, rs

    E acredito que isso não tem relação com a vontade de ter filhos. Assim como alguns animais não tem "capacidade" pra cuidarem de suas crias, tem homens e mulheres que não tem estrutura alguma para terem filhos, seja lá psicológica ou mesmo a falta de interesse em ter filhos, o que não os tornam menos felizes por não terem filhos. Filho não traz felicidade, não podemos colocar a responsabilidade da nossa felicidade em alguém, a felicidade vem de dentro pra fora, não de alguém, seja filho, pais, amores, etc.

    Eu não vejo motivos pra eu querer ter filhos, não pretendo ter. Acho que é uma responsabilidade da qual não consigo carregar. É aquelas, prefiro não ter do que ter e ser mal criado, rs.

    Desculpe pelo comentário extenso.
    ^^

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  13. Garoto de Programa em São Paulo Caio Torres!


    http://caiotorres93.blogspot.com

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  14. o cara que mora na sua cidade5 de agosto de 2012 00:49

    N.B.
    Tenho um pouco de pena de você. Você parece ser uma pessoa tão triste, traumatizada. Sim, concordo que a vida tende ao sofrimento, que o sofrimento é algo inerente ao ser humano, só que existem outras coisas inerentes ao ser humano: a alegria e a vontade de buscá-la a qualquer maneira, por exemplo. Ou seja, a vida mesmo com todo o sofrimento inevitável não deixa de ser algo interessante. Dizer que não quer ter filhos por causa do sofrimento do mundo é algo extremamente perturbador. Quase todo o sofrimento que percebmos vem ve nós mesmos, vítimas de nossas reações, do nosso ego e desequilíbrio. O mundo em si, só existe. O sofrimento nasce da gente mesmo. Assim, o mundo é como você o pinta. Se vc o pinta como um lugar tão tenebroso ao ponto de não querer ser responsável pela vinda de outros seres a ele, fico muito assustado com sua visão de vida.

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    1. Moço, fica com pena não! É complicado divagar sobre temas existenciais com bom humor, ou dar opiniões sobre o mundo e dizer que ele é maravilhoso, e entendo que isso pode causar espanto pela forma que eu disserto. Isso não significa que eu seja triste ou traumatizado (ou perturbado ou desequilibrado), apenas por compartilhar minha frustração pela falta de respostas sobre essas questões e raciocínios interminados, pelas nossas limitações como humanos. A incapacidade de transcender a essas limitações, pela razão arrogante que sempre quer saber mais e ir mais além, e a consequente frustração, pode causar a impressão de que eu seja como você descreveu. Mas acredite, apesar dessa minha visão sobre o mundo e a vida, eu acho a vida algo maravilhoso! Estamos todos na merda, com a licença para ser vulgar, então o melhor a fazermos é viver ao máximo (responsavelmente :P).
      Ainda assim, não traria um filho à vida pelo sofrimento. Parece contraditório, mas pela minha visão de que viver por si só é um sofrimento, temos que nos segurar a qualquer pequena fonte de alegria e distração para não cairmos no abismo de tristeza, e isso é um porre. Nós, que já estamos vivos, não temos escolha e temos que procurar fontes de alegria para nos manter vivos e dispostos para o próximo dia. Não ter filhos seria poupá-los do sofrimento e consequente luta pela alegria de viver :P
      De qualquer forma, obrigado pela preocupação!
      E boa sorte com a greve :P

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  15. Claro que quero ter filhos. Por quê? Pura inveja, todo mundo tem, por que eu não posso?? Hahah.. Ta, falando sério, agora. Não acho egoísta ter filhos p atingir a "plenitude do viver" uma razão egoísta.Pois apesar das muitas "dores do viver", andar sobre essa crosta do mal até que eh bom e ta valendo a pena até aqui. O sentido disto? Axo q não existe. Você q invente seu sentido. Isso eh o mais legal de viver. Se houvesse um sentido, eu me sentiria um robô idiota.. Nada que eu fizesse seria especial, ja que no fim tudo teria um sentido. Fez sentido p vc? Sou péssimo para escrever. Bruno Garcia, 18a estudante d engenharia ambiental, maconheiro e quase fora do armário. Hehehe.. Eu acho legal saber o perfil das pessoas e tentar associar isso às suas idéias ou vice e versa..

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    1. Eu mesmo q postei o comentário. perdoem os erros, afinal eu não durmi ainda e estou bem chapado. E também porque jesus perdoou, logo vc também deve perdoar. Adoro a lógica evangélica. Hahahhah

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    2. Gostei desse jeito de pensar :O Como se fosse maravilhoso por não ter propósito, e como se isso tornasse a vida ainda mais incompreensível, impressionante e inoxidável (por falta de outra palavra). Pra mim, esse universo inteiro é uma coincidência e nós também, e fica mais complexo pensar que é uma coincidência sem propósito, ao mesmo tempo que fascina. Faz todo o sentido, sim =)

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  16. Vc já leu alguma coisa de Schopenhauer? Achei suas dúvidas parecidas com os assuntos de que ele trata.

    http://ebooksgratis.com.br/livros-ebooks-gratis/tecnicos-e-cientificos/filosofia-as-dores-do-mundo-arthur-schopenhauer/

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  17. N.B., não fique deprimido!

    Vamos lá, por partes:

    "Viver não tem sentido, e saber disso frustra. Trazer uma criança à vida seria condená-la a sofrer também, sem nenhum pedido dela para isso".

    Acho que é uma lógica pessimista, de certa forma. Imagine se tivesse um sentido específico, como seria chato, lógico e bem mais desinteressante. Parte da vida perderia a graça, afinal, os mistérios e dúvidas é que garantem que a gente viva em vez de seguir um script todo programado e controlado (Como Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley)

    ********

    "Inevitavelmente teremos contato com pessoas atraentes e ouviremos o chamado do propósito se manifestando na forma de necessidade de alívio sexual. Imagino que nos negar a isso causa frustração"

    Acho que a monogamia não daria certo, não tanto porque somos bonzinhos e gostamos uns dos outros e sim porque precisamos nos colocar no lugar do outro.

    Quando você pensa apenas em você e no problema de reprimir os desejos e impulsos, parece ruim. Mas quando você se coloca no lugar do outro (que na verdade você já faz esse papel para ele) você enxerga o outro lado da moeda. Um ser querendo ser especial, querendo ter atenção única, sentimento de propriedade e exclusividade. E aí você percebe que é igual.

    Pode parecer algo muito carnal e patológico. Claro que há milhares de sentimentos e muitos deles são extremamente verdadeiros e românticos. Mas, sociologicamente e psicologicamente, eu acredito que por trás disso tudo, está uma espécie de "contrato social" (alô Hobbes e Locke).

    Você garante ser fiel desde que o outro seja fiel também, porque, no fundo, você quer se sentir amado e especial. Mas, em contrapartida, precisa retribuir.

    Se as duas partes realmente se gostam, dá para levar. Mas se não, são apenas máscaras.

    ********

    "Eu tenho considerado que viver, em linhas gerais, causa mais sofrimento que felicidade."

    Isso já é extremamente relativo. Depende de várias coisas. O que provoca felicidade em você? O que provoca tristeza? Normalmente, você se sente neutro, feliz ou triste?

    A minha, em linhas gerais, é feliz, mas isso não significa dizer que eu tenho poucos problemas ou que eles são irrelevantes.

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  18. "O novo sempre vem. E quando vem, as pessoas não percebem e deixam passar"

    "Minha dor é perceber, é que apesar de ter feito tudo, tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos, e vivemos como nossos pais"

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Ah, anônimo. Este é o verdadeiro filho possível a nós, homosexuais, e pertinente a todos os humanos: o de Se parir de novo, de "Se nascer ao longo da vida", novamente, em um processo de parto consciente de si mesmo, de um jeito que não dê sequência ao que não é válido mais ou que sequer tenha sido, delineando um novo DNA do Eu, uma nova engenharia genética, para dar nova morfologia a um corpo social já ultrapassado.

      Sim, não podemos ter filhos em moldes naturais, por assim dizer, mas quem disse que se É pai somente desta forma vulgar que conhecemos agora?

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  19. NB
    Acredito que pensar sobre a vida faz parte dela, mas isso somos nós (humanos) que fazemos (como você mesmo sitou ou alguém num comentário anterior). Não me atenho a esse tipo de pensamento. Não penso de onde vim. Por que vim? o que penso é o que fazer enquanto estiver aqui.
    Pretendo ter filhos sim, também penso ser errado uma barriga de aluguel, alias foi ela quem carregou o bebê por 9 meses, mesmo que não tenha NADA do DNA dela, quem sentiu o primeiro chute, a primeira espreguiçada, as dores, cólicas horrendas, e por aí vai. Mas eu queria sim ter um filho meu, com meu DNA enraizado nos núcleos celulares de uma criança. Também já pensei em nunca permitir que meu "erro" genético fosse transmitido para alguém que não tem culpa nenhuma disso.
    Acredito que os filhos não sejam para não nos sentirmos sozinhos na velhice, por que assim como nós saímos da casa dos nossos pais (ou sairemos - para quem ainda não saiu) eles mais dia menos dia também sairão, portanto a solidão pode variar de pessoa a pessoa, mas na velhice estamos todos mais debilitados emocionalmente, por perda de entes queridos, amigos, bichinhos de estimação (a não ser que tenhamos tartarugas - sashausahu), viemos "sozinhos" ao mundo e dele assim sairemos, porém não precisamos sair sem sermos lembrados.
    Tenho sobrinhas e um sobrinho - quase certeza que virão mais, mas ainda quero ter um filho, quem eu possa ensinar princípios que me foram passados e os que adquiri no decorrer da vida, que podemos viver num mundo que está podre, mas que ainda podemos mudá-lo se formos o melhor que podemos ser.
    Tento ser o melhor que posso, na verdade ainda tento ser melhor que meus irmãos (com as qualidades de todos eles, sem os defeitos) mas não sou perfeito e nunca serei, faço isso (principalmente para meus pais) para "compensar" da orientação sexual que tenho. Sei que o sacrifício não é o certo na maioria das vezes, mas pelo menos para algumas serve.
    um filho pode ser a perpetuação do nome, sobrenome, ou o que for, mas na verdade não é isso que vemos num filho (pelo menos não o que eu vejo). Vejo alguém por que "eu possa continuar vivendo" mesmo após minha morte.
    acho que falei um pouco demais, saí do assunto algumas vezes, voltei outras. Tentei deixar a minha opinião e posso não ter deixado nada além de confusão, mas tentei.

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  20. Olá N.B. !!!
    Meu nome é Rodrigo, e esta é a primeira vez que comento no blog, apesar de já ter lido muito por aqui... Bem, você levantou muitas questões existenciais que eu já me fiz - e creio que boa parte dos seres humanos também. De fato, eu também acredito que as respostas para a pergunta "Por que estamos aqui?", assim como a de muitas outras, esteja muito longe, ou esteja bem na nossa cara, mas não podemos ver. Nunca deixei de pensar nessas perguntas, mas resolvi permitir que as respostas venham a mim se assim desejarem. Apesar de essa história do DNA ter sido bem estudada e funcionar bem para explicar a dinâmica da vida na Terra, nossa mente tende a buscar o "tempero" dessa mistura. Como você mesmo falou no texto, parece incoerente que o DNA só queira se reproduzir até o fim dos tempos. Tem de ter uma explicação razoável. Mas dificilmente a encontraremos por nossos meios usuais, pois a milhares de anos pensamos nisso e até agora não chegamos a uma resposta melhor... Quanto ao caso da monogamia, existem algumas espécies animais que são monogâmicas, como os Periquitos. Mas eles não precisam, necessariamente, de um companheiro(a) do mesmo sexo ou da mesma espécie. Basta ter alguém ao lado pra trocar carinho. (Momento OWNN).
    Acho que viver não se refere apenas à reprodução ou atenção aos desejos carnais. Somos bichos sociáveis, precisamos de amigos, família, um grupo que nos acolha e nos permita trocar experiências, mesmo que seja um blog.
    Claro que viver não faz sentido. O que acho que devemos fazer é procurar um sentido, criar um sentido, e viver plenamente. O que ver depois da morte? Não me importa. Estou NESTA vida, e vou vive-la; depois eu penso no que virá.
    Penso que a ideia de que um filho nos completa é válida. Mas eu não me vejo transmitindo meu genes por aí. Respondi na enquete que gostaria sim de ter filhos, mas não creio que biológicos. Desde criança eu penso na adoção, e essa ideia tomou conta de mim nos últimos 3 anos, desde que minha primeira (e até agora única) sobrinha nasceu. Eu não penso em genética,penso em valores. Sei que muitos heterossexuais, Bissexuais e até Homossexuais terão filhos no futuro, replicando seus DNAs por aí, e eu não quero fazer parte disso. Quero ajudar a criar um mundo melhor pra essas crianças, pra que elas possam, talvez, encontrar a tão esperada resposta para a sua pergunta e outras mais. Se serão boas respostas, não sei; creio que não cabe a mim decidir, ou descobrir.

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  21. Só uma correçãozinha: DNA não é uma proteína. Ele é
    "um longo polímero de unidades simples (monômeros) de nucleotídeos, cuja cadeia principal é formada por moléculas de açúcares e fosfato intercalados unidos por ligações fosfodiéster. Ligada à molécula de açúcar está uma de quatro bases nitrogenadas."
    http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81cido_desoxirribonucleico

    Me perdoe a chatice, mas eu sou biólogo e isso é mais forte que eu :P

    Tenho certeza que você sentiria o mesmo se eu perguntasse a voltagem ou amperagem de algum aparelho xD

    Por outro lado, essa coisa do DNA querer se reproduzir e dominar o mundo através de nós me fez lembrar do livro "O Gene Egoísta" de Richard Dawkins. A ideia passada pelo livro é mais ou menos essa - como se os genes fossem entidades que buscam unicamente se sobreviver e se utilizam da espécie como máquina de reprodução. Esse livro está na minha lista há algum tempo. Qualquer dia desses ainda vou lê-lo.

    Bom, sobre ter filhos, por muito tempo, na minha infância e adolescência, planejava ter uns dois filhos consanguíneos e adotar mais um ou dois. Verdade seja dita, se eu fosse hétero, não sei se cumpriria com este planejamento - seria uma família grande demais! Mas diante do fato de que relacionamentos héteros estão fora de questão pra mim, não sei bem se quero adotar filhos ou não. Acho que vou adiar essa decisão pra quando eu estiver com um relacionamento basante maduro.

    Não me agrada a ideia da barriga de aluguel por, entre outros motivos, lembrar o sofrimento de Phoebe no seriado "Friends" e extrapolar o mesmo sentimento para a maioria das mães que se propõem a "alugar" a barriga. Me agrada mais pensar que tenho a oportunidade de dar um lar a alguém que não o tem. É, na minha opinião, uma atitude mais nobre e, suponho, menos sofrida.

    Não nego que a vida seja sofrida, especialmente para aqueles que fogem do padrão da sociedade, mas realmente acredito que estamos aqui para sermos felizes. Tudo depende de como você vive a sua vida e de como você encara os altos e baixos. É como a diferença entre enxergar um copo meio cheio ou meio vazio.

    Abraços.

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  22. Não podemos ser comparados com os outros animais, pois temos não somente a razão como grande diferencial, mas, também, os sentimentos. O sentido da vida é ser feliz, passamos a vida buscando a felicidade, uns acreditam que ela vem com os prazeres carnais, outros com uso de drogas etc, mas isto tudo é fuga, pois são sensações transitórias. Queremos uma felicidade permanente.

    A libido é um mecanismo da natureza para fomentar a união entre as pessoas, para que elas se relacionem, mas o ser humano também tem outras necessidades além das físicas, são as necessidades afetivas, sentimentais, que não são satisfeitas se a pessoa opta por viver uma vida promíscua. Trocar o prazer afetivo pelo prazer meramente carnal é condenar-se a um sentimento de solidão e um vazio que jamais será preenchido, por mais que se relacione com centenas de pessoas. O ser humano é um ser monogâmico, ciumento, quando se afeiçoa a alguém quer ela para si. Daí nasce o problema, não quer ser traído, mas deixa a libido falar mais alto traindo a pessoa amada, sendo sua fraqueza a fonte de sofrimento e remorso. Cada um deve lutar para se tornar menos fraco às influências da natureza. Não para se tornar um ser adaptado às regras sociais. Mas pq somente assim poderá ser feliz de verdade, sem fugas, nem ilusões.

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