Google+

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sobre corações gelados e ursinhos carinhosos

    Hoje é aquele dia em que vejo casais se abraçando e se beijando por todos os lados, e a única coisa que passa na minha cabeça é 'eca, casais...'
    Não que eu tenha inveja (aham), e pra falar a verdade, eu nunca me importei muito com essa data. E não me importo ainda. Escrevo hoje, extraordinariamente, para quem se importa e se encontra desanimado para encontrar um namorado (ou namorada). 
    Não sou uma referência de pessoa namorável que permanece solteira. Alguns dos senhores as vezes me mandam mensagens e comentários dizendo que estão se sentindo sozinhos e perdidos à medida que o tempo passa por não conseguirem encontrar um namorado, mas a minha situação não me dá muita credibilidade para dar conselhos sobre o tema, afinal, nunca consegui manter nenhum relacionamento. Mas se não posso dar conselhos, então que sejamos companheiros no drama, se isso alivia o fardo! 

    Meus amigos dizem que sou egomaníaco. Talvez isso tenha alguma influência sobre minhas tentativas frustradas de relacionamento, ou sobre eu não me importar com a data. Ultimamente, a ideia de ficar sozinho não me assusta, isso porque ainda ainda debato se o amor (daquele tipo que dizem eu saberei quando sentir) existe ou não. Talvez eu apenas não tenha experimentado o "verdadeiro" amor, e por isso me mantenho cético. Ou tenho dificuldades de gostar de alguém o tanto quanto gosto de mim mesmo, o que torna os meus associados dispensáveis. Ou talvez o amor não exista realmente, e seja uma forma mais bonita de chamar e de se convencer da acomodação com alguém conveniente. Ou uso isso tudo como desculpa para mim mesmo, pois não nego que espero ansiosamente pelo dia em que eu vou achar a minha metade do limão. Mas eu divago, azedo.
    Recalques à parte e tomando riscos nos conselhos, encontrar alguém é uma questão de se abrir às novas pessoas, uma questão de tempo e de oportunidade. Antes que se martirizem por acharem que não são bons o suficiente (ou que são bons demais em alguns casos :P), tenham paciência e deem-se a oportunidade!
Aos sortudos que já estão num relacionamento, estável e respeitável, minhas felicidades =) E compartilhem o segredo da estabilidade!
Um abç.
N.B.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------
     Sim, é mais uma data extremamente comercial onde as lojas e o capitalismo malvado querem comer o dinheiro de vossos bolsos. Já pensei muito nisso e ainda acho que faz sentido. Talvez vocês também pensem assim. Mas, se formos analisar qualquer festividade com esses olhos, sequer faria sentido comemorar aniversário na mesma data, já que o ano nunca encerra seguindo um ciclo certinho de dias. Sobram horas, entra o ano bissexto e, no fim das contas, quem sabe realmente quando completamos mais um ano de existência?
    Atribuímos significados às coisas e é assim que o mundo vive. Vou passar o segundo dia dos namorados com meu namorado atual e talvez seja o terceiro de toda a minha vida. Não vou dizer que entrava em depressão e queria rasgar os pulsos quando estava solteiro, mas batia aquela vontade de estar com alguém.
    E já estive com vários alguéns que não valiam merda. Como diz o velho ditado, antes só do que mal acompanhado. Ou mal casado. Então vou fazer uma proposta que serve tanto para solteiros como comprometidos: namore você mesmo. Tenha amor próprio. Sem ele, ninguém vai gostar de você. Afinal, se nem mesmo conseguimos nos resolver, o que esperar de um intruso? 
    A vida é uma só e está aí para ser curtida na base da tentativa e erro. Vale ter medo, vale ter coragem, vale se arrepender e também vale ter certeza dos momentos. Às vezes sabemos o que queremos e às vezes não. Mentir faz sentido quando você engana alguém. Mas tentar mentir para você mesmo é fazer papel de bobo. 
    Sejam loucos, se for necessário. Superóxido dismutase. Sempre quis escrever isso em algum texto. Viram?
Amor próprio, acima de tudo. Merecemos ser felizes. Então, amiguinhos solteiros e comprometidos, viva o cinco contra um!

Lucas


26 comentários:

  1. Comentei em outro blog que, se por um lado a solidão me desola, por outro a companhia me oprime. Acho que me enquadro entre os que estão sozinhos por opção. Não é, no meu caso, particularmente, uma questão de me achar melhor do que os outros. Acho que eu só fico à vontade sozinho.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Walmir, gosto de estar acompanhado.

      Mas como falei, antes só do que mal acompanhado, também.

      Sabe, acho que o que vale mais é você estar de bem consigo mesmo. Se você achar que fica melhor sozinho, então ótimo!

      Acho que nós que somos grandes vítimas de preconceito também não podemos ser preconceituosos.

      Tem gente que não curte relacionamento, tem gente que só gosta de ficar, tem casal que curte ter um relacionamento aberto e faz sexo a três ou a quatro com frequência.

      Só para citar mais outra música de Lulu Santos, Tempos Modernos: vamos nos permitir.

      Excluir
  2. pois é, pareceu realmente que vc é bastante egomaníaco e completamente sem experiência, talvez seja esse o problema todo: uma retro-alimentação. por causa da egomania vc não se abre para a experiência de amor, que necessariamente tem q se o contrário da egomania, tem q ser sobre o outro, doar-se ao outro, e sem essa experiência você continua sem acreditar no amor. como romper esse ciclo é o que vc devia se preocupar.

    ResponderExcluir
  3. Entre o não comentar e o comentar... Já estou comentando, acredito que o Sr. Lucas, teve um texto vago em conteúdo. E concordo quando digo que não é a melhor pessoa para falar do assunto, uma vez que devemos nos manifestar a algo da maneira a qual foi dito se temos conhecimento do amor e de seus mistérios...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo, não sei se você entendeu que são dois textos, o de cima, que é o do N.B., e o de baixo, que é o meu.

      Mesmo assim, presumindo que você esteja falando somente do meu, sinto muito. Não dá para agradar a todos. Tentei escrever mais com o coração do que com a razão.

      Tomei uma garrafa de vinho antes de escrever.

      Brincadeira, tá?

      Mas é isso... de qualquer forma, um abraço!

      Excluir
    2. Moço, o Lucas tem muita experiência com o assunto, ele é bem amado. A não ser que não percebestes que foram dois autores nesse texto.
      Acho interessante (e um pouco perigoso) como as pessoas falam do amor e "seus mistérios" com tanta certeza e propriedade. Convenhamos que é um sentimento difícil de definir e que é difícil de saber quando realmente se sente.
      Dizem que quando se sente, se sabe. E nunca resta um espaço para dúvida? Será que alguém é capaz de dizer que está com o sentimento puro, nobre e verdadeiro do amor, e não passar pela cabeça que talvez seja possível achar um sentimento ainda mais nobre e mais intenso com outra pessoa?
      Tenho para mim que somos eternos insatisfeitos com a vida. Ou talvez seja somente eu =) Sabe-se lá.

      Excluir
    3. Teu comentário, NB, me fez lembrar daquelas pessoas que facilmente dizem que algo/alguém é perfeito. Quase sempre essas pessoas estão iludidas e/ou são mais ou menos facilmente impressionáveis com as coisas. Falo isso exatamente pensando numa amiga e nas vezes em que falou que algo era "perfeito" para, algum tempo depois, começar a reclamar.

      Então, talvez realmente haja esses que estão 100% certos de terem encontrado o amor verdadeiro e tal, mas eu enquadraria a maioria nessa condição de "iludidos". Não que eu duvide do amor, só acho que ele pode ser facilmente confundido com outros sentimentos.

      Acho que muitas pessoas (mais sensatas ou racionais, talvez? menos "impressionadas"?) permaneceriam com as suas dúvidas quanto a terem encontrado o amor. A vida é cheia de incertezas, porque seria diferente nesse ponto?

      Excluir
  4. "Ou tenho dificuldades de gostar de alguém o tanto quanto gosto de mim mesmo, o que torna os meus associados dispensáveis(...)"

    Olá, Benoit :) Só lembrando que considerar "associados" (bem business sua abordagem, hein?) dispensáveis, isto é se privar de verdadeiras e construtivas relações.
    A oportunidade se encontra a meio caminho entre duas pessoas, e suas bagagens e propostas.
    A atração que sentimos pelo outro é um misto de preferência estética mesclado com a avassaladora atração intrínseca para este "ponto do meio", onde os dois viram um, hipnotizados pelo terceiro elemento híbrido possível; a sensação de unidade, na carne.
    Tudo que é vivo e saudável sente em vários níveis sua unidade com o todo.

    Um relacionamento sadio consigo próprio pode gerar solitude, mas jamais dispensamento massivo de outrem.

    Feliz valentine pra ti :)
    E

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que poético!
      Não que eu me prive das relações com os associados, mas se elas deixassem de existir não me causariam tanto impacto. É meio estranho não me sentir o mínimo dependente de ninguém, e não é intencional. Sabe que eu tento achar esse meio termo, espero me tornar um e espero que algo extraordinário aconteça, mas a apatia sempre prevalece.
      #alô terapia

      Excluir
  5. Eduardo, adorei seu comentário e sua viagem poética. Para mim fez todo o sentido :)

    ResponderExcluir
  6. Oi N.B. e Lucas. Entendi perfeitamente o ponto de vista de vocês, inclusive o humor que há nas entrelinhas. Eu também jamais me apaixonei por alguém, mas vou dar um exemplo. Eu já tive um "amigo" que ficou comigo mais de 1 ano. Como ele ainda morava com os pais, e eu com os meus, tinhamos que fazer tudo escondido quando podiamos, mas nem por isso ele era diferente. Sempre gentil, carinhoso, nunca dizia coisas vulgares quando faziamos amor, e , apesar de jovens, ele me tratava como se eu fosse a unica pessoa que ele teria na vida. Ele era tão lindo e quando sussurrava coisas que pareciam vindas de um outro mundo eu ficava arrepiado da ponta do meu cabelo até meus dedos do pé. Porquê estou contando isso? Porque muitos lendo isso podem pensar: nossa ele encontrou o amor. Mas não era bem assim. Apesar de ser mais velho do que eu, ele era bem imaturo, nossas conversas não me preenchiam e apesar da relação ser escondida, ele era muito possessivo. Viram como é dicilcil? Eu vivia o céu quando fazia amor com ele, mas no dia a dia nossa relação não me completava. Não era amor. Parabéns aos sortudos que encontraram tudo numa pessoa só, pois quando digo que é dificil também me coloco na posião passível de erros. Somos humanos. Vocês me entendem?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sorry! Corrigindo: "Viram como é difícil?" "...me coloco na posição passível de erros..." Mais uma vez digitei rápido demais. Valeu!!!

      Excluir
  7. Sempre achei que essa data foi inventada por algum floricultor capitalista, que não se contentou em vender flores só para velórios..
    Abç,

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gostei da teoria.

      Aliás, gosto muito do que você escreve.

      Vou lembrar de dar uma passada pelo blog, tem um tempo que não leio.

      Excluir
  8. Muito bacana os dois textos... eu já fui daqueles que duvidava que um dia fosse amar alguém, sempre tive uma curiosidade extrema em saber o que levava uma outra pessoa a pedir outra me casamento...

    Há quem acreditasse que eu não tinha um coração... os anos foram passando e nada... até que um dia, aconteceu... lá estava eu apaixonado... durou pouco, mas me mostrou que não devemos duvidar das coisas kkk

    Hoje, enquanto espero que essa mágica aconteça novamente, eu acredito que cada um de nós tem um tempo, e no seu tempo, as respostas veem...

    Blogue muito legal. Abração!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nunca diga nunca, hehehehe.

      Eu não passei pela fase de ter problemas de autoaceitação, mas achava que poderia viver como gay na teoria e não na prática.

      ** Referência ao filme Toda Forma de Amor (Begginers)

      Até que me apaixonei por uma pessoa que não tinha nada a ver comigo e não rolou nada, mas isso me fez perceber que eu queria alguém para mim.

      A vida põe à prova nossas certezas.

      Excluir
  9. Boa noite pessoas ^^
    Textos legais, gostei do ponto de vista de cada um. Na minha opinião o amor existe sim, mesmo eu não sendo alguém confiável a falar já que nunca estive em um relacionamento talvez por estar em cidade pequena ou por ser muito exigente mas isso não importa agora, mas é muito difícil encontrar alguém por quem vc realmente se dói e se complete, ainda espero essa pessoa ainda bem que sou jovem e espero ter tempo.
    Realmente foi uma ótima jogada dos capitalistas essa de aproveitar a historia do Valentino para fazer lucro. E é incrível como essa data pode afetar algumas pessoas, tem gente que ao chegar dessa época simplesmente endoida atrás de um companheiro (confesso que nunca fico muito feliz nessa época mas tudo bem, antes só do que mal acompanhado, ne).
    As pessoas costumam dizer que o amor seja, mas eu vim lendo uns livros de psicologia e acho o contrario e digo que a paixão é que seja o ser humano o fazendo ter uma imagem elevada do seu parceiro enquanto que o amor é saber gostar de alguém pelo que ela é sabendo lidar com os defeitos e momentos ruins da relação. Por isso volto a dizer que o amor deve ser muito difícil de conseguir principalmente no nosso meio onde muitos são ocultos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Álvaro, acho que mais cedo ou mais tarde você vai aparecer por aqui pelos comentários de algum post dizendo que arranjou um namorado. É um palpite, mas meus palpites costumam ser certeiros.

      Que você seja feliz :)

      Excluir
  10. Me considero o seguidor n. 1 do blog, e nunca comento. Hoje pulo a regra. Admiro o ponto de vista de ambos, e o fato de ser um pouco bipolar me faz identificar com ambos. Eu gosto muito de ser livre, essa palavra é como uma regra para mim e isso sempre me atrapalhou nos meus relacionamentos... Mais acredito que quando o "amor" chegar, saberei que essa liberdade pode ser administrada. E enquanto ele não chega fico na carência natural que acredito que todos sentem, a falta de um carinho sincero, uma mensagem inesperada, um telefonema no meio da noite. Enfim, coisas que um caso casual de uma noite de balada ou aquele cara que você só "ficou" não farão... Mais espero sem pressa pelo momento certo. Se namorar é lucro, ser solteiro nunca foi prejuízo... Um grande abraço aos dois e continuem talentosos assim,um dia nos trombamos nas grandes ruas de BH...
    Luiz Almeida...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Espero que você volte a comentar mais vezes, gostamos de conversar com os leitores!

      ^^

      Que depoimento de aquariano, hehehe.

      Também penso como você. Por sorte, estou com alguém há um tempinho e estamos felizes, mas estar junto não é pré-requisito para a felicidade.

      Abs,
      Lucas

      Excluir
    2. Putz... Agora vibrei mais ainda com o blog. Será que teve alguma forma mais clara para saber que sou aquariano ou minhas palavras falaram por si só? De fato sou aquariano, bom saber que sigo as características do meu signo. Ou não rs...

      Excluir
  11. NB falando de amor/namoro? Conta outra. HAHAHAHAHAHAH

    ResponderExcluir
  12. amor é algo que pouco definem (senão ninguém), pois não é algo que descrevemos e sim o que sentimos.
    gostar de outra pessoa é mais do que se apaixonar.
    É apaixonar-se todos os dias, vivê-los em pró do amado, sorrir por horas por um sorriso recebido, os cantos da boca repuxando de alegria simplesmente pelo fato de ver quem se ama.
    há o amor. como gostaria de ser correspondido nele.
    abraços.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. a é
      esqueci de comentar.
      vocês escreveram muito bem (como sempre)
      uma história contrastando a outra.

      Excluir
  13. Ah, cara, eu vivo um paradoxo dentro de mim: a intensa vontade de ter um relacionamento e o meu jeito caladão e solitário (às vezes quase misantropo). Tem horas que até fico pensando se eu seria o cara chiclete ou que até esqueceria do namorado xD . Mas enquanto não encontro ninguém, vou seguindo a vida.

    Sobre o dia dos namorados, já teve anos que a solidão me incomodou nessa data, e outros anos em que o mês de junho inteiro passava e eu nem me dava conta. Talvez neste ano pode vir a incomodar mais, não sei.

    Não acredito em metades da fruta que seja: acredito em afinidades, em maturidade, em sensibilidade, em companheirismo. Por isso, imagino que devam existir (em todo o mundo) milhares de pessoas com quem eu poderia passar vários anos (ou quem sabe até uma vida inteira) num relacionamento saudável. Duro é se muitas delas também forem caladonas e solitárias e não se abrirem quando nos encontrarmos :P

    Abraços.

    ResponderExcluir

#HTML10{background:#eee9dd ;}