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sábado, 14 de abril de 2012

Ah, eu já sabia...


    O texto a seguir é uma tradução "pé de boi" de um site com publicações de artigos acadêmicos e estudos de muitas áreas. Através de testes e estudos psicológicos, os autores argumentam que pessoas homofóbicas são gays enrustidos. Achei bastante interessante e gostaria de compartilhar. Qualquer sugestão ou correção na tradução, favor me avisar =)

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    A homofobia é mais intensa em pessoas que tem uma atração pelo mesmo sexo não reconhecida e que cresceram com pais que proibiam esses desejos, demonstra uma série de estudos psicológicos.
    O estudo é o primeiro a documentar o papel que a criação dos pais e a orientação sexual exercem na formação de medo excessivo de homossexuais, incluindo atos auto-homofóbicos, inclinação discriminatória, hostilidade implícita direcionada aos gays e apoio às políticas anti-gay. O estudo foi conduzido conjuntamente pelas Universidade de Rochester, Universidade de Santa Bárbara (EUA), Universidade de Essex (Inglaterra) e será publicado na edição de abril no Journal of Personality and Social Psychology.
    “Pessoas que se identificam como héteros, mas em testes psicológicos demonstram forte atração pelo mesmo sexo, podem se sentir ameaçados por gays e lésbicas porque homossexuais os lembram de tendências similares consigo mesmos”, explica Netta Weinstein, uma professora da Universidade de Essex e a autora principal do estudo.
    “Em muitos casos essas pessoas estão em guerra consigo mesmas e eles tendem a exteriorizar esse conflito interno”, complementa o co-autor do estudo Richard Ryan, professor da Universidade de Rochester.   
    O artigo inclui quatro experimentos independentes, realizados nos EUA e na Alemanha, e cada estudo contabilizou com, em média, 160 estudantes universitários. As conclusões fornecem novas evidências para argumentar a teoria psicoanalítica de que medo, ansiedade e aversão que algumas pessoas supostamente heterossexuais tem contra gays e lésbicas podem ter surgido dos seus próprios desejos pelo mesmo sexo e que foram reprimidos , diz Ryan. Os resultados também apoiam uma teoria, desenvolvida por Ryan na Universidade de Rochester, que relaciona pais excessivamente rígidos a uma fraca auto-aceitação e dificuldade de achar os próprios valores e virtudes. 
    As conclusões podem ajudar a explicar a dinâmica pessoal por trás de bullying e crimes de ódio direcionados aos homossexuais. Na mídia, crimes contra gays sugerem que os ofensores geralmente se sente ameaçados pelos homossexuais de alguma forma. Pessoas que negam a sua própria orientação sexual podem explodir porque gays ameaçam e trazem esse conflito interno para a linha de frente.
    O estudo também lembra casos em que personalidades famosas na luta anti-gay são pegas se relacionando sexualmente com pessoas do mesmo sexo. Os autores citam exemplos como Ted Haggard, o pastor evangélico que se opunha ao casamento de pessoas do mesmo sexo e foi exposto em um escândalo gay em 2006, e Glenn Murphy Jr., ex líder da Federação Nacional Republicana Jovem, opositor veemente do casamento gay, que foi acusado de abusar sexualmente de um homem de 22 anos em 2007, e que podem ser uma reflexão dessa dinâmica.
[...]
    Para explorar a sexualidade implícita e explícita dos participantes, os pesquisadores mediram discrepâncias entre o que a pessoa dizia sobre sua orientação sexual e como eles reagiam durante um teste de palavras em flash. Mostravam-se figuras e palavras aos estudantes e era pedido para que eles as classificassem em categorias de ‘gay’ e ‘hétero’. Antes das classificações, os participantes eram apresentados, subliminarmente, às palavras ‘eu’ ou ‘outros’, jogadas na tela por 35 milissegundos, em flash.  Então, eles eram apresentados às palavras ‘gay’, ‘hétero’, ‘homossexual’ e ‘heterossexual’ juntamente à fotos de casais gays e héteros, e os computadores rastrearam precisamente seus tempos de resposta. Uma associação mais rápida de ‘eu’ com ‘gay’ e uma associação mais lenta de ‘eu’ com ‘hétero’ indicava uma orientação homossexual implícita.
    Num segundo teste, os participantes estavam livres para explorar fotos de casais do mesmo sexo e do sexo oposto. Este teste proveu informação adicional sobre a sexualidade implícita.
Através de uma série de questionários, os participantes discorreram sobre o tipo de criação que tiveram enquanto crianças, de autoritárias à democrática. Os estudantes tinham que concordar ou discordar de afirmações como “Eu me sentia controlado e pressionado algumas vezes’, e ‘Eu me sentia livre pra ser quem eu quisesse”. Para conferir o nível de homofobia dentro de casa, os participantes respondiam à afirmações como “Seria muito irritante para minha mãe se ver numa situação em que ela estivesse sozinha com uma lésbica” ou “Meu pai evita homens gays sempre que possível”.
[...]
    E finalmente, a pesquisadora mediu o nível de homofobia dos participantes – explicitamente, como expresso em questionários sobre política e opiniões, e implicitamente, como revelado em tarefas de completar palavras. Nesse segundo teste, os estudantes escreveram as três primeiras palavras que surgisse na cabeça, completando uma sequência como “k i _ _“ (exemplo kill, kiss, kilt, kiwi, etc etc). O estudo notou um aumento de palavras agressivas listadas depois que os participantes foram mostrados a palavra ‘gay’ na tela, subliminarmente, por 35 milissegundos.
    Ao longo de todos os estudos, os participantes com pais compreensivos e aceptivos estavam mais em sintonia com sua sexualidade implícita, enquanto os participantes que tiveram pais autoritários revelaram uma maior discrepância entre as orientações implícita e explícita.
    “Numa sociedade predominantemente heterossexual, “se conhecer” pode ser um desafio para muitos gays. Mas em lares de pais controladores e homofóbicos, aceitar a uma orientação sexual minoritária é assustador”, explica Weinstein. “Essas pessoas arriscam perder o amor e a aprovação de seus pais se admitirem a atração pelo mesmo sexo, portanto muitas pessoas reprimem ou negam essa parte deles”.
    Complementando, os participantes que se disseram ser mais heterossexuais do que o resultado dos testes indicaram sobre a orientação implícita foram os mais prováveis de agir com hostilidade contra gays, mostrou o estudo. A divergência entre as sexualidades implícitas e explícitas mostrou uma variedade de comportamentos homofóbicos, incluindo afirmação de atos anti-gays, hostilidade implícita contra gays e inclinação discriminatória, como o apoio de punições pesadas contra homossexuais, conclui o autor.
“Este estudo mostra que se você está sentindo um tipo de desconforto excessivo contra algum grupo, pergunte-se “porque?”. “Esses sentimentos deveriam servir como um precursor para uma auto reflexão”.
    O estudo teve muitas limitações, diz o autor. Todos os participantes foram estudantes universitários, então parece propício testar esses efeitos em adolescentes que ainda vivem na casa dos pais e em adultos mais velhos, que tiveram mais tempo para estabelecer suas vidas de forma independente dos pais.

fonte: http://www.sciencedaily.com/releases/2012/04/120406234458.htm
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    Gostaria de citar meu caso particular, mais bem descrito no texto "Meu armário incoerente". Um dos caras que divide apartamento comigo andou especulando sobre minha sexualidade e ele reportou a sua mãe, pelo telefone, como isso o incomodava. O outro rapaz com quem divido apartamento ouviu e me contou, e não pude deixar por menos. Fui tirar satisfações e acabamos discutindo. Ironicamente, foi achado histórico de pornografia gay no seu computador dois meses depois da discussão. Se alguém, souber de casos de homofóbicos pegos no flagra, compartilhem conosco!
Um abç e bom fds.
N.B.

P.S.: Bolsonaro e Malafaia, meu sinceros sentimentos de pena. 

34 comentários:

  1. pois é, eu sofri exatamente o mesmo problema q vc e seu amigo de apartamento. mas ao mesmo tempo, eu tenho pais autoritários e homofóbicos, mas isso não me impediu de assumir minha sexualidade, mas isto deve ser por causa de uma tendência minha de ser questionador/rebelde.

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  2. Não que eu tivesse um sentimento real de homofobia, do tipo "quero esfaquear gays", mas há muito tempo atrás eu fingia ser homofóbico para que não suspeitassem de mim =] Isso acabou depois do meu processo de auto-aceitação.

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    1. eu era exatamente assim ;\

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    2. Eu me lembro no início da minha adolescência, minha família e eu fomos a um restaurante de um amigo de minha mãe. Ele era gay e era bastante óbvio. Meus pais diziam para eu respeitar, mas eu não segurava as piadas e críticas em casa sobre ele. Isso dentre muitos outros casos.
      Era uma forma de tirar a atenção de mim =)

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    3. Ainda hoje faço isso, como forma de desviar a atenção de mim. Aparentemente, acho que a grande maioria dos caras dentro do armário devem usar essa tática por medo de serem descobertos! Confesso que em muito desses papos que surgem entre meus amigos, tenho vontade de falar a verdade só para causar um choque no pessoal...quem sabe algum dia.

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  3. Um amigo meu, na recepção do calouros, comentou comigo, debochadamente, após um calouro mostrar sua voz afeminada: "e então? acha que esse aí queima? hahaha" uma semana depois eu olhei a rede de amigos deles no MSN e vi que havia mais de 200 contatos de homens, e quase todos visivelmente gays, com fotos "condenadoras" e tal. Ou seja, ele é gay.

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  4. Tenho um conhecido que vivia falando barbaridades dos gays não queria ter nem cabelereiro gay do tipo que dizia querer todos homossexuais mortos depois de um tempo foi visto em uma boate gay beijando um cara depois que descobriram ele até mudou de endereço nunca mas tive noticias dele. Ass: Carlos

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  5. Tenho um conhecido que vivia falando barbaridades dos gays não queria ter nem cabelereiro gay do tipo que dizia querer todos homossexuais mortos depois de um tempo foi visto em uma boate gay beijando um cara depois que descobriram ele até mudou de endereço nunca mas tive noticias dele. Ass: Carlos

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  6. N.B., nunca tive problemas de autoaceitação.

    Agora sobre o estudo, eu acho que a pesquisa foi muito bem feita, pelo que pude perceber com relação à metodologia. Faz muito sentido e acredito nisso, só não concordo (como a maioria aqui, imagino) que se generalize.

    Até porque eu acho que generalizar que todo homofóbico é gay ou enrustido é como fazer um carinho na cabeça dele, dizendo que "oh, então ele não é uma pessoa má ou ruim, é um coitadinho que sofre por dentro". Sim, existem casos, mas acho que ainda há muita ruindade mesmo dentro de várias pessoas.

    Só para finalizar, tenho um caso de um dos meus (ex) melhores amigos de época de faculdade. Visivelmente pintoso, sempre falava de mulher, que era o pegador e tal e ninguém via nada.

    Quando eu resolvi contar para ele que era gay, só faltou me engolir. Disse um monte de coisa, que isso não era vida, que eu tava enganado, que não podia ser e blablabla.

    Sempre desconfiei, mas nunca quis pegar briga com ele. Um tempo depois, uma amiga admitiu que ele tinha confessado a verdade a ela. E não era algo só de gostar, ele já tinha beijado e transado com outros caras.

    Só um bom tempo depois que ele foi me contar a verdade (como se eu não soubesse). Mas ele era muito inconstante com relação a isso, depois fez um monte de merda com um namoro meu e brigamos de vez.

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    1. Oi Lucas.

      Também acho perigoso que se generalize. Entendo que possam existir casos de pessoas confortáveis com sua heterossexualidade e que agem homofobicamente apenas por diversão e enaltecimento de uma qualidade 'valorizada' que eles possuem, leia-se: comer mulher.

      Como alguns reportaram aqui, e como foi o meu caso, as minhas críticas aos gays eram exatamente para tentar tirar dúvidas sobre mim, na fase que eu não me aceitava. Acho que pode existir alguma relação, mas não sei até que ponto ou qual é a porcentagem real de "homofobia de defesa" e homofobia gratuita nesses atos. Considero a existência das duas.

      De qualquer forma, acho interessante pensar que atos homofóbicos existem para auto-afirmação da sexualidade, mesmo quando os desejos apontam na direção contrária. Não sejam desejos exclusivos pelo mesmo sexo, pois acredito que humanos podem se sentir atraídos por uma variedade de fontes. A situação em que algum "hétero" se vê excitado por uma fonte não regular pode engatilhar a insegurança e consequente homofobia.

      Aguardamos ansiosamente pela continuação de sua história! =)
      Um abç
      N.B.

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  7. Olá caro N.B,

    Gostei bastante desse post, compartilhar esse tipo de informação é de grande utilidade. Eu já havia pensando sobre esse tema e também já havia chegado à conclusão de que não há outros motivos que não os citados, para que as pessoas sejam homofobicas ou ajam homofobicamente.

    Mais uma vez parabéns por trazer informação de qualidade ;)

    Att. Mr. FG
    http://queermrfg.blogspot.com.br/

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  8. Muito bom o estudo. Ainda virão muitos estudos para que um dia se comprove essa teoria, mas intuitivamente, quem já viveu mais um pouco sabe que é assim mesmo.
    Gostei muito do que comentou o Lucas. Não é só a não aceitação da própria sexualidade que leva as pessoas à prática homofóbica. É a maldade que carregam mesmo.
    Pessoas de bem com a vida, consigo, respeitam o próximo. O homem que é hetero nunca se sente ameaçado. Ou será que um cara desses justificaria um crime que praticasse só pelo fato de haver muitos crminosos no mundo? Homem que gosta de mulher não tem muito tempo pra ter medo dos gays. E homem que é homem, ama a humanidade, e transa com uma parcela da humanidade que lhe atrai fisicamente. Ponto.
    Tive um colega no trabalho que era gerente da rede, abriu o computador de um colega e mostrou a todos um texto que explicitava a sexualidade de um outro. Tempos depois, claro, descobrimos que ambos eram. Mas continuam, ambos, enrustidos, e muito "pegadores". Ninguém sabe, entretanto, o que é que eles efetivamente pegam nas madrugadas, em suas viagens...

    Ah, o dia em que pudermos todos nos respeitar... tudo isso perderá o sentido...

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    1. Olá Alex!
      Gostaria de continuar sua observação dizendo que "homem que é hétero", e assumindo que ele está confortável e feliz com sua sexualidade, não se sente incomodado pelo fato de que outras pessoas estão felizes vivendo suas sexualidades também. É o princípio de que se está bom para mim, não preciso prejudicar o outro para que eu possa me sentir melhor, comparativamente. Nesse contexto, a felicidade do outro não deveria ameaçar a felicidade do "verdadeiro hétero".

      Por outro lado, acho discutível dizer que maldade leva ao cometimento de atos homofóbicos. É uma particularidade, mas eu não acredito em pessoas más rsrs Pra mim existem pessoas mal compreendidas. E algumas insanas. Mas maldade depende do referencial.
      Um abç!
      N.B.

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  9. Bom dia!

    Olá pessoal! Tudo bem? Espero que sim!

    Os comentários feitos acerca da notícia foram acertados. Muitos homofóbicos são homossexuais enrustidos, contudo, nem todos os homofóbicos vivem em um processo de auto-mutilação psicológica ou física, ou seja, alguns heterossexuais também praticam homofobia. Partindo desse pensamento, o que levaria parte dos heterossexuais seguros de sua condição sexual praticarem o livre-ódio contra nós homossexuais? Para que devemos saber sobre isso?

    Precisamos saber como forma de compreendermos e questionarmos essas atitudes gratuitas de preconceito que não podem ser explicadas somente pela parte biológica do ser humanos,pois, o homem é um ser sócio-histórico. A nossa sociedade, segundo alguns pensadores, passa por uma crise institucional e de valores. Sabe por que isso acontece? Até o ano de 1968, os valores eram bem definidos, principalmente, os machistas. As instituições(família, escola, religiões etc), quanto a sexualidade, enxergavam a sociedade como um todo coeso e heterossexual. As minorias eram subvertidas nos padrões de modernindade.

    Hoje vemos que, a partir de lutas minoritárias, principalmente após 1968, ganhamos mais "voz" na sociedade, provocando em muitos a não segurança da sua sexualidade. O que acaba resultando em atos homofóbicos. Quanto a alguns heterossexuais, praticam o preconceito gratuito porque aprenderam culturalmente que nós homossexuais somos sujos, anormais, sem vergonhas etc. Agora eu pergunto somos isso mesmo ou construíram tais representações a nosso respeito?

    Claro que isso tudo foi construído! A nossa sexualidade, por ser diferente, acredito, é mais prazerosa. Não devemos engolir tudo o que nos é imposto, bem como, mendigar a atenção dos "normais". Cada dia deve ser vivido de cada vez, lutando por aquilo que acreditamos. Talvez não veremos as conquistas que desejamos, mas, futuramente, os homossexuais que olharem para trás deverão ver o nosso rastro de luta. Foi justamente essa necessidade de luta que fez com que eu me aceitasse. É verdade que não é da forma que desejo ou imagino, ainda, mas um dia de cada vez me faz ser feliz, já que encontrei o rumo para minha vida.

    Para fazer justiça com os heterossexuais que não são homofóbicos, bem como, os simpatizantes, não devemos cair no erro de procurar contato somente com homossexuais. Pois, existem muitos heterossexuais que nos fazem bem. Nem todo heterossexual é homofóbico, bem como, nem todo homossexual vai nos entender. Falo isso em relação aos enrustidos e frustrados.

    Abraço a todos!

    Parabéns pelo post N.B.

    Assinado: J.M.

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    1. De fato, o Google ainda está demorando pra colocar um botão +1 nos comentários...
      Gostaria de destacar o trecho que diz que devemos ficar perto e nos relacionar com pessoas que nos fazem bem, independente de héteros ou homos.

      Também gostaria de pedir um ou dois esclarecimentos sobre a data citada. Porque exatamente 1968? Aconteceu algum movimento que marcou essa data? Estou realmente por fora rsrs E isso a nível nacional ou internacional? Além de ditadura, não me lembro de outra coisas ocorrida em 68... Talvez a nível internacional como movimentos feministas, direitos humanos, woodstock (?) etc...
      Um abç,
      N.B.

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    2. Isso mesmo N.B! Aconteceu em 1968 a "explosão" do movimento feminista (questionando os padrões machistas), bem como, o surgimento da "new left". O que foi a "new left"? Anterior a 1968 existia um ativismo político destinada a esquerda, mais precisamente, as classes trabalhadoras. Contudo, em 1968 surgiu a nova esquerda em vários países, também com a característica de ativismo.

      Porém, não foi um ativismo voltado para as questões materiais (financeiras), mas um ativismo que primou pela igualdade constitucional para as minorias: homossexuais, negros etc. A partir da disseminação a nível internacional, no Brasil, também começaram práticas perecidas, surgindo vários grupos de amparo a nós homossexuais.

      Em um país que aprendeu a nos tratar como anormais, esse ativismo provoca a não segurança sexual de muitos. Espero ter respondido sua pergunta.

      Abraço a todos!

      J.M.

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  10. Aonde fica o botão de "curtir"?! Pois o comentário do J.M. merece isso!

    Marcelo

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  11. E digo mais: onde fica o do curtir infinito? PARABÉNS J.M.

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  12. Tem um vídeo no YouTube sobre isso: http://www.youtube.com/watch?v=F0wTXsTBLPY

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    1. Teste muito direto esse! hahahaha
      Muito bom, apesar do tom sensacionalista do fundo que o Gugu coloca nas suas reportagens. Recomendo assistir.

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  13. Boa noite!

    Obrigado pelas palavras (Marcelo e Maviaelson), mas, os merecedores destas são o N.B e o Lucas. Pois, com a iniciativa desse excelente blog,principalmente pela coragem e disponibilidade, possibilitam-nos levantarmos questões importantes acerca de tal tema.

    Abraço!

    J.M.

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  14. Cara, não sabe como me fez bem ler seu blog. Me encontro em um momento de muita, muita dúvida e/ou dificuldade de aceitação. A terapia tá sendo pouca para o apoio que preciso para superar esse momento. Ler o blog me passou uma tranquilidade enorme, sem a qual não conseguiria dormir bem essa noite. Obrigado!

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  15. Queria te pedir um post sobre tua relação com teus amigos heteros. Como está isso hoje em dia? Eles já sabem? Como funciona vcs sairem e eles tentarem te apresentar alguem?? Passo por isso e sempre me deixa mal essas situações...

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  16. Esse post foi o que mais gostei até hoje...

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  17. Ótimo post,ótimas fotos... excelente blog. Parabés

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  18. http://textosmudos.blogspot.com.br/

    acho que muita gente pode se identificar com esses textos que eu escrevia quando tinha de uns 17 até uns 20 anos.. e alguns mais recentes também. eu vivia no armário na época e relativamente ainda vivo... e quem não vive pelo menos um pouquinho?

    luz para todos!

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  19. Gosto mesmo!
    Queres ir até ao meu?
    http://paneleirices-desejoseandancasdumcu.blogspot.pt

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  20. mui interessante mesmo, eu mesmo já vivi momentos onde tinha raiva de gays,ridicularizava todos que eram homo-afetivos, hoje tenho uma visão mais humana de mim mesmo e dos outros ,eu sou gay e a vida é minha, estou ainda no armário mais encaro essa situação de forma mais humana possível

    A.M

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  21. Caro N.B. post muito interessante, como todo seu blog,eu concordo com a pesquisa apresentada mas também não vou generalizar esses casos afinal ainda tem muita gente ruim nesse mundo que debocha dos homossexuais como meio de diversão e auto afirmação.
    Esse é o meu 1º post e quero agradecer por estar fazendo esse blog,eu concordo com vc em muitos pontos,e agradeço ainda mais por me ajudar a entender melhor esse mundo em que vivemos e me prepara para explicar melhor a minha sexualidade a minha mãe(a qual assumi no começo do ano e fui totalmente repreendido)agora garças a vc eu posso começar uma conversa sobre isso de uma maneira calma e confiante.

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    1. Álvaro, como estão as coisas na sua casa, agora?

      Você também mora com seu pai? Tem irmãos?

      Espero que as coisas melhorem :)

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    2. Hehe parece que eu tava adivinhando,no mesmo dia que comentei aqui,minha mãe viu que eu estava vendo um seriado com tematica gay,ai ja sabe ne ^^'
      No outro dia num deu pra esconder.Meu pai me chamou pra comversar varias vezes ate que eu tive corajem e fui e contei tudo pra ele.
      Enfin eles choraram disseram que era a pior coisa que eu podia ter feito e talz,o de sempre.Mas como minha mãe ja tinha me dito antes eles não deicharam de me amar e não bateram em min ou me explusaram(mas agora tenho de usar o pc velho no meio da sala ^^')E tambem arrumaram uma psicologa que para minha surpresa disse que nao vai tentar me comvençer que nao sou gay e que sou um garoto otimo e ate disse aos meus pais rsarsrsr "Vcs estao trazendo Álvaro aqui mas tem certesa que o problema é ele ou sao vcs" rsrsr cara ri muito com isso.Pois é foi menos ruim do que eu havia pensado mas ainda ha um caminho longo.

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  22. Olá N.B

    Primeiramente queria parabeniza-lo pelo Blog, apesar de ter descoberto ele a pouco tempo (ontem pra ser mais preciso kkkk) Já lí alguns dos seus posts e me identifiquei bastante com algumas coisas.

    Me Chamo Léo, Me mudei recente mente pra MG. Foi muito bom ter encontrado seu blog nesse momento que estou vivendo. Lugar novo, pessoas novas uma realidade muito diferente da que eu vivia, tá sendo muito dificil pra mim porque como muitos aqui eu vivo no armario. Nesse momento que estou passando me sinto muito sozinho mais agora que encontrei seu Blog fico feliz em saber que aqui posso compartilhar hitórias com pessoas que estão passando pelas mesma coisas que eu.

    Mais uma vez meu parabéms pelo Exelênte Blog!

    Sobre o post, isso só confirmou oque mutas pessoas já desconfiavam. Não àh outra explicação para pessoas tão estúpidas!

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  23. Isto da homossexualidade tem histórias do caralho e casos fodidos!
    Assim não fosse, será que os armários se ficariam apenas para arrumação?

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  24. Feliciano é o cara que mais tem cara de gay enrustido e homofóbico que já vi. Acreditaria fácil que a homofobia dele é por não se aceitar (e pra ganhar votos).

    Não tenho nenhum exemplo de homofóbico-que-virou-gay. Eu já fui razoavelmente homofóbico, mas era mais por reprovar o comportamento alheio do que por não me aceitar. A minha própria descoberta veio depois que já tinha eliminado muito da minha própria homofobia.

    Por outro lado, pensando bem, acredito já ter feito comentários machistas ou até homofóbicos para "disfarçar", "agradar" ou fazer graça a quem estava por perto. Me incomodava bastante que alguém duvidasse da minha "heterossexualidade" (eu iria dizer "masculinidade", mas eu não me sinto menos homem do que antes, muito pelo contrário), especialmente porque na época eu me considerava heterossexual. Isso acontecia mais nos tempos de colégio; na faculdade, acho que nunca.

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