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terça-feira, 27 de março de 2012

Finalmente, eu mesmo


    O dia em que sua vida muda de cabeça para baixo começa como outro qualquer. Nada de presságios ou pressentimentos. Tampouco, sinais de Deus, do além ou de qualquer outra coisa em que você acredite. Não existe frio na espinha ou aviso prévio. Nem mesmo um quê de poesia, como um nascer do sol diferente ou algo de estranho na brisa da manhã. Você simplesmente acorda e segue em frente, no piloto automático, sem imaginar que, de repente, nada mais será como antes. 

    Em retrospecto, olhando para as lembranças daquela Quarta-feira de Cinzas, parece-me injusto como o destino pode ser implacável. Até hoje, parte de mim guarda uma pontinha de medo de receber alguma notícia inesperada. Ao mesmo tempo, talvez seja a dúvida o que nos move a viver cada dia como se fosse único. Acho que todos temos muito o que aprender.
    Minha primeira tentativa de revelar meus sentimentos à minha família não deu muito certo. Mamãe quase desmaiou e meu pai ficou com vergonha e reclamou com ela. Isso era coisa que se fizesse com o filho? Desconfiar da sexualidade dele, que horrível! 
    Acabei mentindo e dizendo que comecei a namorar Alice, minha melhor amiga. No dia seguinte, quando meus pais não estavam em casa, Juliana, minha única irmã, perguntou sobre o que tinha acontecido, pois ouviu a conversa e percebeu o clima tenso da noite anterior. Reuni toda a coragem que sobrou dentro de mim e a chamei para meu quarto. Sentados na minha cama, respirei fundo e comecei a falar:
    - Sei que você sabe que a história que eu contei ontem não é verdade. Você já saiu comigo e Alice várias vezes e sabe que nós somos apenas amigos.
    - Eu sabia que não era verdade, mas não entendi por que você falou aquilo - ela respondeu.
    - Às vezes, eu sinto muita falta de ser um irmão mais próximo. Sei que eu me isolo, converso pouco e queria ter um convívio melhor. E eu acho que você sabe o motivo disso.
    As lágrimas começaram a brotar dos olhos dela. Senti um desespero enorme tomando conta da minha irmã. Eu também estava nervoso, mas precisava dar o primeiro passo e não voltaria atrás novamente.
    - Nunca tive namorada, nunca apareci com nenhuma menina e nem fico falando de mulher. De todos os primos, eu sempre fui o diferente. Sei que isso vai ser muito difícil para você e para nossos pais, eu li e pesquisei muito. Sei o que vocês vão pensar e o que vão achar. Mas a verdade é que eu sou gay e tenho um namorado. Gostaria muito de ter falado isso antes.
    Juliana caiu no choro e me abraçou. Disse que era minha irmã e ia me amar custe o que custasse. Mas também disse que papai e mamãe iriam sofrer muito quando soubessem, porque até para ela foi uma surpresa. 
    Pelas próximas duas semanas, as coisas aparentemente se resolveriam. Falei o que eu sentia quando adolescente pelos garotos do colégio e do cursinho de inglês. Expliquei os relacionamentos que eu tive e falei minhas ideias sobre homossexualidade. Por estudar Arquitetura, ela tinha amigos e amigas que se relacionavam com pessoas do mesmo sexo.
    Chegamos a ir juntos com Roberto, meu namorado à época, para uma boate GLS muito conhecida em Recife, a Metrópole. Até nos beijamos na frente de minha irmã, que pediu para eu não ter vergonha e chegou a declarar que estava “preparada” para aquilo. Na volta para casa, perguntei sobre as impressões dela e ouvi, como resposta, que a boate era muito legal e ela gostaria de voltar novamente, mas que Roberto era um pouco estranho, embora parecesse ser boa pessoa.
    “Estranho” era um eufemismo muito delicado. Este é um dos raríssimos assuntos que se tornou um tabu para mim no que diz respeito à vida amorosa. Conheci Roberto pela internet e, no primeiro encontro, no cinema, as diferenças começaram a surgir. Ele vinha de uma família muito humilde e, mesmo três anos mais velho que eu, sequer tinha concluído o ensino médio. Vaidoso, gostava de tingir o cabelo com um preto bem escuro e deixá-lo espetado. Falava gírias gays, adorava sair para baladas bancadas pelos amigos e era afeminado. Seu futuro profissional era colocado em segundo, terceiro ou quarto plano.
    Mas, a despeito de tudo isso, tinha um bom coração e não existia maldade nele. Desde criança, cresci aprendendo a escolher as pessoas que fariam parte da minha vida pelo seu interior e não pelas aparências. Ainda com essa visão mais romântica do mundo, abri minha cabeça e procurei me despir de qualquer tipo de preconceito. Quis acreditar que, juntos, poderíamos transformar um ao outro em indivíduos melhores. Somado a isso, havia em mim uma necessidade urgente de ser amado e ter alguém.
    Durou seis meses que não foram fáceis nem para mim, nem para ele. No fim das contas, pedi para acabar. Talvez seja feio dizer isso, mas nosso namoro foi um erro. Amadurecemos muito e devo admitir que ele aguentou um período da minha vida bastante conturbado com a descoberta da minha sexualidade pelos meus pais. Só que não deveríamos nem ter começado. 
    Quando penso nisso, lembro de meninas adolescentes, que costumam se apaixonar por um cara doidão que vira o primeiro namorado e choca toda a família. Isso também acontece conosco, com um sério agravante: não podemos nos dar ao luxo de errar porque isso complica muito a tão sonhada aceitação dos pais.
    Um amigo meu, que tempos depois mostrou-se uma cobra traíra, não cansava de repetir:
    “Lucas, quando teus pais souberem de tu vão ficar muito mal. E quando eles souberem quem é teu namorado, aí sim eles morrem”.
(Continua...)

***


Abraços,
Lucas

quinta-feira, 22 de março de 2012

Meu problema


    Quando eu era adolescente, lá pelos meus catorze, quinze anos, lembro que tirei uma nota 3 em alguma das matérias do colégio. Provavelmente, Química ou Física. Naquela época, meus resquícios de garoto estudioso e nerd ficaram apenas para Português, Literatura e Redação. Com o desempenho escolar abaixo da média, em comparação a anos anteriores, fiquei muito preocupado, ao ponto de chorar. Não pelo boletim salpicado de tinta vermelha, mas sim pela singela advertência da minha mãe, durante a semana das provas: “Se você tirar nota baixa novamente vai levar uma surra”. No fundo, tratava-se mais de um jogo psicológico. Levei uns bons tapas quando era pequeno, mas nunca uma surra. Naquele tempo, do alto de minha inocência, lembro que pensei estar diante do maior problema da minha vida, sem solução. Não poderia estar mais enganado.

    Quando minha mãe “descobriu” que eu era gay, já tinha meus 20 anos. Foi na Quarta-feira de Cinzas de 2009. Ali, sim, eu entendi o que era um problema de verdade. Alguns meses antes, eu estava me apaixonando - de forma platônica - pela primeira vez por um menino. No máximo três pessoas sabiam dos reais sentimentos que se passavam dentro de mim. Havia dado o primeiro beijo em outro garoto (e não gostado da experiência). E tive um namoro de um mês com Rodrigo, no qual nos vimos somente duas vezes e nada passou de uns beijinhos. O resto de nossa “convivência” era pela internet, com direito a um fim dramático. Em seguida, veio o primeiro namorado oficial, que durou seis meses: Roberto.
    No começo, a vida dupla era divertida. Mentiras em cima de mentiras, álibis, amigas que acobertavam a situação, meninos com nomes trocados para parecerem meninas. Um James Bond frio e calculista. Não demorou para eu começar a me odiar por estar enganando o mundo daquela forma. Até que eu decidi que era, na verdade, culpa do próprio mundo, por não aceitar nem compreender a diversidade sexual. Senti vontade de mudar isso. Comecei a ler, fazer pesquisas pela internet, procurar livros, conversar com outros homossexuais ou bissexuais. Eu queria contar tudo para meus pais, que juravam que eu namorava a Alice, minha melhor amiga até hoje. Eles tinham motivos. Nos víamos com frequência e, quando eu não estava com ela, dizia que estava. Bonita, simpática, inteligente... seria a primeira namorada do filho mais velho.  
    Meu pai sempre foi mais calmo e brincalhão. Mamãe, muito guerreira e com gênio forte. Mulher braba. Os dois passaram fome na infância. Ele morava em uma cidade no interior de Minas Gerais. Ela, no interior de Pernambuco. Com apenas o ensino médio, jamais pisaram em uma faculdade. Tinham origens humildes, mas honestidade e perseverança para vencerem na vida. O destino os uniu em Recife. Juntos, superaram dificuldades e tiveram dois filhos, um casal. Eu e minha irmã fomos muito amados e mimados. Estudamos em um dos melhores colégios da cidade e tivemos tudo o que faltou a nossos pais. Sei que eles jamais vão ler isso, mas são meu orgulho e lamento muito não ter coragem de dizer isso na frente deles.
    Eu queria contar e tentei inúmeras vezes, mas não consegui. Numa delas comecei a insinuar que tinha uma revelação a fazer e era sobre vida amorosa. Meio de brincadeira, meio séria, minha mãe soltou: “Eita, não vai me dizer que é bicha não, né?”. Em vez de entrar na brincadeira, devolvi sério: “Será? Amanhã conversamos melhor sobre isso”. Ela sentiu algo. Começou a tremer e perder força nas pernas. Tudo aconteceu no meu quarto e ela foi sentando no chão e ao mesmo tempo caindo, apoiada somente pela parede. “Meu filho, você não é homossexual não, né? Pelo amor de Deus, diga que não é isso”. Na mesma hora, eu me arrependi do que fiz e contei uma mentira. Olhei nos olhos dela, segurei suas mãos e jurei que não. A “verdade” era que eu estava começando a namorar Alice. Sim, sobrou para ela. Afinal, amizade é para essas coisas, mesmo. Só que minha irmã não engoliu minhas lorotas.


(Continua...)

***

Pessoal, tentei ser resumido, mas não dá. 
Ainda tem muitos outros temas que quero explorar melhor, como autoaceitação, primeira paixão, primeiro beijo, namoro pela internet, etc. Desde o começo eu sabia que precisaria deixar muita coisa para depois. Mesmo assim, minha ideia inicial era contar como minha família descobriu e passou a lidar com minha sexualidade em um único post. 
Estou sentindo que é impossível, a menos que eu escreva um tratado aqui. Como trabalho com comunicação, entendo que isso não dá certo na internet. Acho melhor concluir essa história com mais um ou, no máximo, dois posts, com este mesmo tamanho. Também gostaria da opinião de vocês sobre esse formato. Só não quero tornar o blog cansativo.

Abraços,
Lucas

quinta-feira, 15 de março de 2012

Oi, eu sou o Lucas



    Olá, pessoal. Tudo bem com vocês? Eu sou o Lucas, prazer. Moro no Recife, tenho 23 anos, sou formado e trabalho na área de comunicação. Apesar de gostar muito de escrever, fazia tempo que não ficava tão inseguro e com medo de um texto, como agora. Talvez vocês estejam surpresos e se perguntando o que é que aconteceu com o blog. Calma, deixa eu explicar.

    Do meio para o final do ano passado (não lembro exatamente quando, tenho um probleminha com datas) eu precisei fazer uma pesquisa sobre sites de relacionamento na internet. E percebi que não existe nada voltado para o público homossexual masculino. Ou, em linhas gerais e sem rótulos, meninos que curtem meninos. Se não me engano, existe até um Leskut direcionado para mulheres, mas nada para nós.
    Opa, falei “nós”, não é? Então cabe aqui mais uma explicação sobre mim: sou gay e não sinto nenhum desejo amoroso ou atração física por mulheres. Nunca sequer tive relação sexual com o outro sexo. Não sou afeminado (nem condeno quem é). Minha família e a maioria dos amigos mais chegados sabem de mim. Amanhã, dia 16, vai fazer um ano e quatro meses (ou era cinco? Nunca decoro, desculpa amor!) que namoro uma pessoa especial, que me completa e me faz muito feliz. Ele é uma das razões para eu levantar todos os dias e querer ser uma pessoa melhor e enchê-lo de orgulho, dividindo todos os momentos.
    Então, voltando ao blog, eu encontrei o Armário em BH e achei a proposta dele muito interessante. Claro que existem portais por aí, mas senti falta de algo mais reflexivo, sentimental, escrito de jovem para jovem, sem apelo comercial e compromissos com marcas. De vez em quando conversávamos pelo Google Talk sobre experiências pessoais e esse “ativismo” na web.
    Nesta semana, voltamos a bater papo depois de um bom tempo. A última vez que tinha falado com o N.B. fora em novembro, se não me engano. Ainda assim, volta e meia abria o blog para acompanhar as discussões. Nesta conversa recente, rolou a ideia de uma participação especial. Fique claro que não quero ser visto como uma espécie de co-autor (tem hífen ainda? Maldita reforma!), tudo aqui é mérito do N.B. Também não vou prometer posts com uma frequência regular e, a meu pedido, o N.B. continua sendo o único “administrador”. Não terei conta de e-mail, mas vou ficar ligado nos comentários e, qualquer coisa, podem mandar o recado por ele. 
    Acho que isto tudo é muito mais uma experimentação e espero que dê certo e agrade. Eu penso que é bom nos unirmos e compartilharmos experiências. Olha, eu passei uma época da minha vida que era obrigado a rezar o terço todos os dias de manhã. Fui vigiado e até ameaçado de ter um detetive nas costas pela minha própria família. Vi minha mãe ir para o hospital tomar remédios porque a pressão dela disparou em brigas e confusões. Passei por três padres, um missionário e duas psicólogas, uma das quais se dizia especialista em terapia de reversão (pasmem). Hoje, três anos depois da revelação, as coisas estão longe do ideal, mas até que bem.
    Tenho muitas histórias para contar e quero ouvir vocês, também. Espero que minhas palavras sirvam para levar um pouco de esperança, conforto e, em alguns momentos, diversão. Já comi o pão que o diabo amassou e sofri muito. Sempre tive o desejo de dar minha contribuição para ajudar pessoas que passaram ou podem passar pelo mesmo que eu. 
    Então é isso, acho que já escrevi demais. Tenho algumas ideias de temas para escrever nos próximos posts, mas fico aberto a sugestões. Um grande abraço a todos. Se cuidem!

Notas:

1 - Este título ficou parecendo abertura de Dragon Ball Z. Mas tudo bem, eu via e adorava.
2 - Sobre essa questão da aceitação dos pais, recomendo dar uma navegada pelo Google e YouTube e conhecer o Grupo de Pais de Homossexuais (GPH), coordenado por Edith Modesto.
3 - Um dos livros dela, Mãe Sempre Sabe?, também é ótimo e serve para pais e filhos. 
4 - Na época da confusão, o que eu comprei e dei (ou tentei) para minha mãe ganhou uma viagem forçada de volta à livraria e foi substituído por um volume de Harry Potter.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Sobre olhares e gritos

    Faz tempo, eu passei pela Praça Sete de Belo Horizonte numa tarde bastante movimentada de um dia de semana, saindo de um McDonald's - percebe-se o meu vício em fast foda food nessa altura... Por lá, vi um casal de gays se abraçando e se beijando no meio da multidão, esperando o sinal para atravessar a rua. 
    Para quem não conhece BH, a Praça Sete é uma esquina bem no coração do comércio popular da cidade, um cruzamento de duas das mais famosas avenidas daqui: a Afonso Pena e a Amazonas. Obviamente, encontram-se por lá populares como escritores anônimos de blogs, clientes da tele-sena, do Baú da Felicidade e pessoas que colocam nos seus Fiats Unos os letreiros com os dizeres "Presente de Deus', o que para mim é de extremo mau gosto. Enfim.
    Eu fiquei olhando as pessoas olharem o casal e previ que um barraco estava para acontecer a qualquer momento, mas ninguém ofendeu os dois. Se por um lado muitos olharam, alguns apenas desviaram o olhar e começaram a andar assim que o sinal de pedestres ficou verde. Apenas reparei duas mulheres conversando sobre como aquilo era estranho, mas poderia ter sido muito pior como se alguém gritasse 'viados desgraçados'. 
Talvez as pessoas tenham tanto medo de criticar estranhos diretamente e em público quanto de serem criticadas. Ou  será que as pessoas sabem respeitar a individualidade em público apesar de seus preconceitos? 
    Meh,  inocência. O comportamento de massas humanas é bastante semelhante ao de animais de rebanho. Naquele momento o efeito manada estava engatilhado: se alguém começasse uma repreensão, outros se manifestariam também, especialmente pelo tipo de gente que passa pelo local (sem ofensa aos cliente do baú da felicidade, mas com isso quero dizer que são pessoas de baixa instrução, e isso por si só desencadeia uma séria de comportamentos padrão).
    Isso me fez pensar se eu teria coragem de fazer o mesmo com meu namorado. Quando saímos, percebo olhares, mesmo que não troquemos carícias em público, mas que por enquanto não me incomodam. Andamos como amigos e às vezes a vontade de tocá-lo é tão forte que um dia rolou um abraço e uma mulher ficou me encarando por isso. Ou será porque ela achou bonitinho que dois 'amigos' expressassem seu afeto assim com tanta naturalidade? Vai saber...
    Gostaria de saber dos senhores se, como casais ou avulsos, já sofreram algum tipo de repreensão pública e se tocariam nos seus companheiros quando a vontade não fosse controlável e o ambiente não fosse favorável, como fez esse casal que presenciei. A impressão que tenho é que a repreensão pública, que talvez seja um dos maiores medos de gays, não ocorre muito frequentemente. Também porque não presencio muitos casais gays pelas ruas, mas os poucos que vejo são quasi-quasi ignorados, com exceção dos olhares - ou estou sendo eu inocente de novo?
Um abç.
N.B.




sábado, 3 de março de 2012

Datas


    Hoje este blog completa 1 ano de existência!
    Só tenho a agradecer a todos que leem, aos amigos que eu fiz ao longo do processo, às críticas - boas e más - e dizer que tento causar um mínimo de impacto - bom, eu espero - na vida das pessoas a quem esse blog é direcionado. Seja pelas minhas teorias malucas, reprodução de outras ou pelas simples mensagens de apoio. 
Ao mesmo tempo em que tento ajudar, este espaço tem sido a minha terapia na minha própria aceitação e conhecimento. Eu, como típico mineiro, não sou de falar muito na vida real, mas quando estou por aqui as coisas mudam. Aos que se sintam perdidos, como eu já estive, recomendo fortemente a criação de um blog. Escrever força os pensamentos a se alocarem de forma coerente, força o questionamento e a pesquisa, além da oportunidade de conhecer inúmeras pessoas com interesses afim (ou diferentes, mas que fazem bem também) e que podem te ajudar a ver um problema de forma diferente, como eu fui ajudado e como me fizeram mudar de opinião inúmeras vezes ao longo desse 1 ano...

    Ainda quero fazer desse blog, que surgiu no meu penúltimo dia de férias da faculdade de 2011, um lugar para acolhimento de quem se encontra desamparado e confuso quanto à própria sexualidade. Também de poder instigar o questionamento da casta sexual que nos sufoca e que é a causa de tanta frustração, medo e percepções perigosas do mundo e de nós mesmos. Ainda, quero trabalhar junto a quem lê para que tenhamos um relacionamento mais confortável com aquela vozinha que existe dentro das nossas cabeças e com quem conversamos às vezes ;o #esquizofrenia_feelings Isso porque a revolução mais difícil é a que acontece por dentro.

    Senhores, os meus mais sinceros agradecimentos.


Abç!
N.B.
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