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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Delírios futuros e o contrato monogâmico

    51% dos votantes dessa enquete mais recente não tem planos de se casar com mulheres. 32% tem planos de se casar e 16% estão indecisos. Podemos dramatizar e levar para o pior caso no qual todos os indecisos decidissem se casar com mulheres. Poderíamos considerar que dentre os 51% que responderam que não tem planos de se casar com mulheres, alguns não tem planos de se casar nem com homens. Uma enquete mais precisa poderia ser 'Se você tem planos de se casar, considera se casar com uma mulher?'. Outras variantes como héteros curiosos que não praticam o homossexual-ismo, ou pessoas confusas com a própria sexualidade também deveriam ser levadas em consideração. Para facilitar a análise, porém, vamos assumir que a grande maioria dos votantes são praticantes do homossexual-ismo. 
    Adoro essas enquetes. Elas ajudam a ter noção do comportamento de massa e entender melhor como os leitores - homos, eu suponho - pensam em relação a sua sexualidade. Apenas metade dos praticantes do homossexual-ismo tem certeza do que quer enquanto o resto insiste em fazer planos com mulheres, mesmo que talvez não lhes agrade. 
    Tenho certeza de que a maioria dos caras com quem saí vão ficar nessa de esconde-esconde pra sempre. Fast-foda é um refúgio de inseguros: aqueles que ainda se olham no espelho depois de transar com um cara e dizem 'é... pelo menos no futuro eu vou casar com uma mulher, sou homem, então posso curtir'. E eu suponho que os votantes do 'sim' são desse tipo - não que esse tipo seja ruim. Claro que alguns usam gays como brinquedos sexuais, mas outros apenas ainda não questionam e se conformam com a ideia de ter que casar no futuro, pensam que isso é uma fase. O problema é que desejo sexual vai e volta incontrolavelmente e muitos desses que dizem que querem casar com mulheres vão se encontrar fantasiando com homens - não que isso seja mal, mas dizem que agir sobre esses desejos é errado depois de comprometido.
    Os planos de fazer uma família não são desses caras. Vide o homem casado com quem saí. Ele tem tudo: um bom emprego, uma linda esposa, uma filha pequena perfeita e mesmo assim eu não fui seu primeiro e nem serei seu último depois de casado.
    Case-se, se realmente gostar da pessoa e ela te satisfizer completamente. Esse é o contrato monogâmico que não deve ser quebrado, por isso não faz sentido casar-se com quem não te satisfaz. 
    Pior do que quebrar esse contrato é danificar a confiança, que pode nunca mais ser restaurada. Não faz sentido casar-se porque os outros esperam que você se case. Vejo exemplos na minha família, com alguns tios e tias, que se eu perguntasse porque eles se casaram, eles responderiam "porque já estava na hora de casar". Não faz sentido se frustrar pro resto da vida enquanto poderia estar com uma pessoa que você realmente gosta. Mas esse mundo não faz sentido mesmo...
     
Um abç.
N.B.

28 comentários:

  1. "Se você quer fazer Deus rir, conte a ele seus planos.”

    Woody Allen

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  2. Estou cansado de discussões óbvias que só intrigam a grande massa com opiniões chula. Ser feliz é o que importa, se você estiver bem com uma mulher, isso é ok. Se não, você irá mudar isso. Não há nada exato para ser seguido.

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    1. "Se você estiver feliz com uma mulher, isso é ok".Esta faltanto perguntar se a mulher em questão está feliz, ou melhor, se ela vier a descobrir que o marido gosta de homens ela continuará feliz?

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  3. Estou cansado de discussões óbvias que só intrigam a grande massa com opiniões chula. + 1

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  4. Já viram nas novelas, filmes, livros e em todas histórias que o final feliz só acontece quando toda a trama converge no casamento? Último capítulo de novela, por exemplo, só tem casamento e criança nascendo. No meu entender, mesmo que o indíviduo se veja a volta de questões profissionais, inimigos, o que quer que seja, a sua busca maior é encontrar alguém para poder compartilhar a vida.
    Ao ver pessoas conhecidas minhas que mantêm relacionamentos fadados ao fracasso e que as fazem sofrer, cheguei a conclusão de que o maior medo de todas elas se resume à palavra "solidão". Acho que decorre daí a necessidade de se unir a alguém custe o que custar. Porém, algumas pessoas têm pouco amor próprio e acabam se submetendo a certas situações apenas para não ficarem sozinhas e desamparadas. Muitas se submetem à violência, humilhações, traições e, o que é o tema desse post, se juntarem a uma pessoa pela qual não sente atração pelo seu sexo.
    Mas o que as leva a mutilarem suas verdadeiras vontades para viver uma vida de mentiras? Talvez pelas mesmas razões que eu e muitos de vcs leitores estão no armário hoje. Quais são essas razões? Difícil de precisar.
    Cada um sabe o contexto que vive e que foi criado e de suas particularidades. Muitos sofrem pressões da família. Outros da sociedade e do meio profissional em que atuam. Outros cedem aos seus desejos de ter uma família nos moldes convencionais, com filhos e tudo o mais. Apresentar uma parceira para os amigos, vizinhos, parentes ou levá-la para apresentar aos pais sem que precisem passar por constrangimentos.
    Eu, por experiência própria, considero que uma vida de mentiras jamais pode ser uma vida plena. E quando você envolve uma pessoa inocente que estava fora dessa situação e se aproveita dos sentimentos e dos planos dela para camuflar um "problema" que é seu, aí eu já acho que ingressamos na esfera do que eu chamaria de covardia e crueldade. Ninguém gosta de ser usado, não importa sob que circunstância. Contrair compromisso com alguém mesmo sabendo o que se é de verdade e o que gosta, que não vai poder mudar isso e muito menos reprimir seus desejos, para mim é uma grande maldade pois você irá condenar uma pessoa inocente a uma vida de amarguras e decepções que, cedo ou tarde, certamente irão aparecer.
    Contradizendo um pouco o que foi dito, embora a união com alguém seja uma necessidade da grande maioria, o casamento, nos tempos de hoje, não é mais. Os relacionamentos hoje estão mais liberais e as novas gerações estão mais receptivas a formas de união não muito convencionais e deixando de lado a rigidez e o formalismo do casamento. Mesmo os que optam por cumprir todas as formalidades, já o fazem sabendo que existe o instituto do divórcio para ampará-las em caso de arrependimento.
    Então, pra fechar, o segredo de tudo é saber o que se quer e se guiar por isso. Se for ficar com alguém, que o faça por sentimento e não por qualquer outro motivo. E nunca faça aos outros o que você não gostaria que fizessem a você.

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    1. Google realmente podia colocar um botão de +1 para os comentários =D Abç!

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  5. eu votei q não casaria com uma mulher...

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  6. esta na hora de mudar o rumo dos posts, estao ficando cansativos e sem sentido

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  7. Senhores, obrigado pelos comentários.
    Sinto que já cobri muitos temas relacionados a ser gay no brasil e que isso restringe a elaboração de textos com temas inéditos por aqui. Acatarei as críticas para uma revisão e estou sempre aberto a sugestões =)
    Um abç.

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  8. Gostei do post =)
    Acredito que cada um sabe da escolha que faz e que cada um paga pelas consequências também.

    "quando você envolve uma pessoa inocente que estava fora dessa situação e se aproveita dos sentimentos e dos planos dela para camuflar um "problema" que é seu, aí eu já acho que ingressamos na esfera do que eu chamaria de covardia e crueldade" [2]

    Belas palavras do anonimo Feb 28, 2012 06:25 PM

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  9. Gus - Recife

    Gente.... um N.B. cada vez mais 'apostador" nos relacionamentos felizes!!
    Primeiro: que demora pra um post novo!!!! ahushuhusas... Eu vinha aqui direto pra ver se tinha alguma coisa nova legal pra ler e nada..

    Enfim... Acredito que alguns desses que votaram que casariam com uma mulher, podem cair em si, e ver que essa mentira pra si mesmo pode não ser a melhor saída.
    Também concordo com o que foi dito acima, que são inúmeras as variáveis que podem fazer um gay a casar-se com uma mulher, só para tentar ser "aceito" na sociedade ou passar despercebid0... mas que é um tanto de egoísmo envovler outra pessoa que é resolvida e que tb tem planos de vida, nessa agonia que é só sua.
    Por fim... Casa-se, relacione-se só quando realmente estiver entrgue e perceber que a entrega é mútua. Essa ilusão de viver o que você não é, uma hora vai te sufocar e casado com uma pessoa que você não ama por completo, só vai piorar a situação.

    Be happy pessoal!!!!

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  10. Vc poderia falar sobre bissexualismo... acom panho seu blog desde do início, no entanto, não lembro desse assunto ser abordado aqui!

    Marcelo

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    1. Oi anonimo! Muito obrigado pela sugestão porem creio já ter discorrido sobre o assunto em textos passados, não sobre a bissexualidade como gostar apenas de homens e mulheres ao mesmo tempo, mas sobre o espectro infinito da sexualidade humana. A bissexualidade é muito restrita para explicar excitação sexual, assim como a homossexualidade e a hetero. Eu não acredito na validade de nenhuma das três. Mesmo assim muito obrigado. =)

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  11. As pessoas confundem muito "felicidade" com "os modelos de felicidade propagados pelo senso comum".

    São coisas muitíssimo diferentes, porém a confusão é tão grande que as vezes a propria pessoa não percebe que está perseguindo um modelo vazio. O "tem que" fala mais alto que o "eu quero genuínamente". Não só fala mais alto como praticamente se disfarça de.

    É complicado. Porém procurando entender a si mesma, a pessoa pode ter ótimas idéias e descobrir o que realmente traria felicidade.

    Esse blog é muito bom, traz conteúdos que ajudam a pensar.

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    1. Obrigado pelo comentário!
      Filosofar bastante para saber o que significa felicidade para nós é muito melhor do que aceitar a felicidade vendida pelos outros... mas será que somos capazes de fazer isso? Será que ela realmente existe a ponto de podermos persegui-la ou é apenas uma ideia para tornar nossas vidas menos mediocres com a esperanca de um dia encontrar a felicidade e assim ter um motivo para continuar vivendo? Me lembra a ideia de ceu para estimular o 'bom' comportamento... enfim.
      Não acho que existe felicidade, apenas um pouco de conforto na existencia. Mas torço para que um dia eu mude de ideia
      um abç =)

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    2. Creio que dependa de como definimos felicidade.

      Para os que a veem como "um estado de completa ausencia de problemas e sofrimentos", não existe mesmo.

      Mas há também outra forma de ve-la. E esta seria "um estado de aprovação da propria vida, apesar dos problemas e sofrimentos". Quando se ve os problemas como desafios instigantes ou oportunidades de crescimento, não se está "infeliz" quando eles acontecem. Preocupado, estressado, talvez.


      Claro que às vezes falta algo essencial. Às vezes nos sentimos tão deslocados que sequer conseguimos definir em palavras o que falta. Mas encontrando isso, e pensando por essa segunda linha, é possível estar bem, praticar a "felicidade possível".

      Afinal, a ausencia da versão "contos de fada" não significa ausencia de todas as formas concebiveis de felicidade.


      Pelo menos é como tento perceber as coisas e seguir a vida.


      =)

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    3. E se somos capazes de fazer isso?

      Não acho que exista uma resposta pronta para isso. Mas penso que todos deveriam tentar e ver aonde chegam.

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    4. Oi anonimo! Essa colocação de que a felicidade pode ser aquele estado de aprovação da própria vida me parece o mais proximo do que seja possivel daquela felicidade que procuramos.

      Assim como outros modelos de felicidade, exceto essa do "conto de fadas", esse também tem a desvantagem de ser temporario, na medida que a auto-aprovacao pode deixar de existir, se já existe.

      Completando o que vc disse, eu diria que mesmo que quando nos sentimos no rumo e "aprovados", ainda temos aquela pontinha de duvida de não saber se nos falta alguma coisa. Mesmo que vivenciamos essa "felicidade possivel", creio ser tao dificil defini-la que nunca saberemos se somos realmente felizes como poderiamos ser. Acho que vale aquele dizer de que o homem sempre quer mais e sempre está incompleto. Ou sou só eu que me sinto assim...
      #duvida

      Abç!

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    5. Hey, obrigado por responder novamente N.B!


      -> "Acho que vale aquele dizer de que o homem sempre quer mais e sempre está incompleto. Ou sou só eu que me sinto assim..."

      Acho que muitos conhecem essa sensação. Eu a entendo bem. Mas não penso que isso tenha que ser permanente.



      Creio que faltou mencionarmos uma peça do quebra-cabeças.


      Concordo com voce que o ser humano pode nunca saber o que falta e ser um eterno insatisfeito. Mas isto ocorre para aqueles que não se entendem profundamente. Sabe, creio ser possível entendermos cada virgula, cada detalhe de nosso proprio funcionamento psicologico se nos esforçarmos.

      A homem que a cada momento entende mais sobre si mesmo dificilmente ficará "perdido" para sempre.

      Penso que quando falta algo que é um mero desejo, temos frustração. E quando falta algo essencial, temos a infelicidade. E o essencial não é algo encontrado fora, mas dentro de nós.



      Deixe-me utilizar um exemplo simples, que tem tudo a ver com o tema do blog.

      Imagine um rapaz bissexual. Este sempre se viu como hetero devido à criação e ao bombardeio de informações na sociedade que diz que ser gay é "errado". Além é claro, de realmente sentir-se atraído por mulheres. Mas começa a perceber que sente atração também por homens.

      Nesse caso começa a bater um desespero, pois ele tem toda a certeza de ser hetero, mas começam a surgir impulsos homossexuais também. Claro que é desesperador, afinal, como pode ele sentir algo tão proibido e que definitivamente ele não é?

      Isso pode levar a uma situação de completo desamparo, por não saber o que fazer, como proceder. Esse não saber seu lugar no mundo, o que fazer e se terá como se proteger desse desconhecido, imagino que se assemelhe à sensação de "deslocamento" que muitos aqui sintam (não que a situação de todos seja essa, é claro!).

      Agora veja o que o impede de conhecer a si mesmo, entender seu proprio funcionamento e contemplar soluções que lhe tragam confiança, estabilidade e a sensação de aprovação:

      O tabu! A propaganda social negativa é tão grande, que a pessoa, meio que instintivamente se bloqueia, se impede de entender que não é realmente hetero e sim bi e que entendendo, aceitando e colocando isso em palavras, tonraria real e redefiniria a forma de se perceber.

      Uma vez feito isso, todas as estratégias começam a aparecer na cabeça. É algo maior do que ter ou não ter alguma coisa. É algo essencial.


      É claro, isso pode ocorrer com qualquer pessoa e com relação a qualquer coisa.

      Preconceituosos podem nunca admitir que são preconceituosos, afinal há muita campanha contra isso tambem. E quem não admite, quem não se entende, não desenvolve meios para adaptação, para soluções.

      A lista pode se estender infinitamente.



      Enfim, desculpe por escrever tanto. Espero não estar produzindo uma leitura cansativa.

      Até mais!

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    6. Oi anonimo!

      Creio que o que vc disse esta em linha com a piramide de Maslow para a felicidade. O ultimo patamar está relacionado exatamente à conhecer seus valores e construir sua vida e suas opinioes em torno deles, mesmo que o ambiente seja desfavoravel.

      Se estão garantidas as necessidades fisiologicas e de seguranca, podemos olhar para dentro e pensar no que falta. Não é coincidência que essa busca pelo o que vc chamou de "essencial" na própria percepção seja o último patamar. Observe que quanto mais alto na piramide, mais exclusivamente humano e mais abstrato é o parâmetro.

      Por outro lado, mesmo que essas necessidades existam para todos, uns podem priorizar alguns dos parametros mais do que outros, o que explicaria porque as pessoas tem maior satisfacao em coisas diferentes...

      O que é muito bom como humano e ao mesmo tempo ruim, é que somos únicos e não há receita de bolo para a vida. Como vc disse, cada um deve se conhecer.

      Não se preocupe com o tamanho do texto e a leitura nao é de forma alguma cansativa.
      Abç!

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_de_necessidades_de_Maslow

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    7. Estou familiarizado com a piramide de Maslow, N.B.

      Não havia pensado nela enquanto escrevia, mas tem muito a ver sim.




      É verdade, somos únicos. A subjetividade de cada um definirá formas unicas de ver as coisas. Há apenas uma idéia geral, mas nunca regras claras.


      Mas se eu tivesse que dar uma única sugestão mais "definida" seria: Não nos deixemos oprimir por regras feitas da sociedade. Por rotulos, titulos e "mandamentos" do senso comum. Pensemos fora do padrão!




      De qualquer maneira, seu blog já faz muito por instigar os leitores a refletirem. E isso é algo que está faltando em varios campos por aí.

      Até mais. ^^

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  12. Acho intrigante o fato de todos poderem gostar de um certo sabor de sorvete sem receberem um rotulo e um tratamento diferenciado, mas não poderem gostar de um certo sexo.

    Porque se formos parar para pensar, não há razão para polemica.

    É incrível até onde vai a humanidade em seu apego por ilusões.

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    1. De fato, não há :O
      Fico com a insegurança de ter medo de ser influenciado pelo diferente para tentar explicar a polêmica... mas sempre me olham estranho quando digo que gosto de sorvete de limão paksopaksopaopakopka
      Um abç

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    2. Sorvete de limão é ótimo!


      Pior é o olhar que os outros lançam quando como salada sem tempero.

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    3. Acho que eles pensam que quem come sorvete de limão é tão azedo quanto o gosto ;P mas salada pra mim tem que ter pelo menos sal... rsrs

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  13. Eu, pessoalmente, acho errado um homossexual se casar com uma mulher, por 3 motivos:
    1- Ele provavelmente fará isso para agradar a sociedades, e não a si mesmo
    2- Ele estará enganando à sua esposa
    3- Esse casamento será frustrante para ele.
    Eu, embora esteja no armário, tenho certeza de que não me casaria ou namoraria com uma muler só para pensarem que sou hétero.

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  14. Gostaria e discordar dos que afirmaram "Estou cansado de discussões óbvias que só intrigam a grande massa com opiniões chula". Algumas discussões talvez causem maior identificação ou tragam mais coisas novas a algumas pessoas, mas dificilmente alguém consegue atingir o máximo de identificação ou de novidade em todos os textos. Cada autor tem os seus melhores textos, ainda que, na média, todos sejam muito bons. Eu consigo enxergar aqui no blog uma média muito boa de textos, que trazem algum tema de interessante discussão. Na maioria deles, eu tenho o maior gosto em comentar alguma coisa, mesmo que em poucas palavras.

    Hoje em dia já é uma opção casar-se com um cara, ser bem sucedido profissionalmente e conseguir uma vida feliz. Mas, pelo que tenho lido, isso não era verdade até algum tempo atrás. A começar de que não havia nenhuma forma de união civil formalizada - apenas se podia morar junto. No trabalho, eu me pergunto quantos não devem ter perdido o emprego ou oportunidades de crescimento só por conta da orientação sexual dessas pessoas. Sem contar o desprezo e o desrespeito em todo lugar.

    Os tempos têm melhorado, mas ainda têm suas dificuldades. Que o digam as dezenas de pessoas que desabafaram neste blog problemas com amigos e familiares. É muito triste ver essas pessoas que apresentam sérias dificuldades em se aceitar ou que ficam se dividindo entre namoradas/esposas e os caras dos "fast-fodas" da vida. Namoro ou casamento, o contrato é sempre monogâmico. Certamente suas parceiras ficariam arrasadas se soubessem das traições. Acredito que muitas descubram - não existe o mentiroso perfeito, algum dia tudo é descoberto. Ou talvez elas desconfiem e arrumem seus próprios casos também. E se já tiverem filhos, como eles ficam nessa história?

    "Sair do armário" ainda é um evento, às vezes até digno de nota na mídia. Para muitos é traumático, para outros nem tanto. Um dia isso acaba, mas, por enquanto, devemos mesmo é trabalhar a nossa aceitação própria. Dentro ou fora do armário, é impossível ser feliz negando ou reprimindo a si mesmo.

    Abraços.

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