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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tempo, tempo mano velho...

    Hoje em aula o professor comentou sobre a baixa média de notas da sala. Ele criticou como a minha geração é extremamente imediatista, acostumada com cliques e resultados instantâneos e que temos a tendência de trazer isso para tudo que fazemos. Ele quis dizer que cobrimos grandes volumes de conhecimento alguns dias antes da prova e que temos uma tremenda mania de falar que não temos tempos para nada.
    De acordo com ele, todos tem tempo suficiente para aprender aos poucos, poder refletir e amadurecer o conhecimento, como ele fazia na época dele, e que não existe tempo curto, apenas tempo mal administrado.
    E eu não sou diferente. O meu é extremamente mal administrado, eu confesso, e vivo dizendo que não tenho tempo pra nada. Mas eu divago sobre o espírito do final de semestre.

Garoto de programa
    E para não ficar só divagando, um leitor havia questionado sobre minha opinião e/ou experiências com garotos de programa. Apesar de não ter tido nenhuma experiência do tipo, achei que o assunto valia um texto. 
    Independente de estarmos falando daqueles anúncios de boquete por 5 reais no centro de BH ou de michês de luxo, acho meio... 'nojentinho'. Como diz o ditado, meu corpo é um templo, e a ideia de trocar fluidos corporais com um estranho não me agrada. 
    Coloco a minha posição como conservadora com relação a isso mas não que eu seja contra e nem que descarto a possibilidade. Sabe-se lá o dia de amanhã. 
    Pego numa contradição, alguém pode argumentar que a única diferença entre garotos de programa e os estranhos do UOL com quem troquei fluidos corporais é o dinheiro envolvido. Além disso, tratando sexo como uma mercadoria, ao pagar pelo serviço espera-se um alívio mais intenso quando comparado com os estranhos não profissionais do UOL, além de existir a possibilidade de um estranho do UOL ter feito sexo com mais pessoas diferentes do que o michê. Isso tornaria o michê uma alternativa melhor do que o UOL.
     
    Então, porque eu não vejo o mesmo nojinho nos caras do UOL?
      Talvez por preconceito. Talvez porque na minha moralidade, a prostituição está num lugar mais alto no ranking de coisas nojentinhas. Talvez esse ranking seja geral, talvez não. Moralidade é pessoal e circunstancial e, muitas das vezes, ela também é hipócrita, como nesse meu caso. Ou ainda eu sou um desses preconceituosos sem motivo a quem tanto critico.
    Mas e quanto aos leitores, o que dizer sobre garotos de programa? É pior, melhor ou igual aos fast foda do UOL, ou banheirão? Ou se consideram a ideia de contratar um GP em caso de urgência?
Um abç.
N.B.

14 comentários:

  1. talvez por preconceito? não é talvez, é preconceito, mas... vc tem todo direito de ter seus preconceitos não é?

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  2. Gus - Recife

    cara... Talvez eu não esteja com moral nenhuma pra falar que GPs são mais nojentos...mas eu tb compartilho da sua visão. Quando tem dinheiro envolvido, parece um comércio de carne e só! No entanto, tenho a ilusão de que agências mais organizadas com GPs de luxo, podem me ser bem vindas um dia... A verdade é que o chat UOL funciona como uma grande agência,mas nesse caso, o trabalho é "filantrópico". E ainda falando do chat, não posso negar que mesmo em alívios imediatos na cam, já me senti bem mal..tanto quanto se estivesse me vendendo. É louco essa quantidade de contradições....talvez seja por isso que passo meses sem chat e do nada, entro e faço aquela seleção, me resolvo e pronto.

    E vc N.B., já se sentiu apenas usado depois de um fast foda????



    Abraço e sucesso!

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  3. Foxx, apesar de eu ser cheio de preconceitos, eu continuo com o talvez pois, mesmo não sendo possível conhecer bem uma pessoa em tão curto espaço de tempo pela internet, com gps não é possivel conhecer nem um pouco. É certo que gps tem uma infinidade de parceiros/clientes, mas não é certo que usuários do uol tenham. Talvez isso explique o meu nojinho maior pelos gps. Ou talvez apenas preconceito.

    Gus, minhas experiencias com UOL são em número limitadissimo. Se me senti usado, ou se usei, pra mim não importa. acho que esse é o objetivo dos encontros de lá, e não encontrar um namorado (com as devidas e pacientes exceçoes rsrs). Talvez tenha tido um arrependimento depois, quase como quando vc vai ao burger king e pede um whopper duplo com batatas grandes e 1 litro de refri, se mata de comer e jura nunca mais voltar lá. Alguns dias depois, vc se encontra la de novo pedindo o mesmo ;P acontece com um amigo meu, aham... sabe.

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  4. olha minha opinião não é que seja preconceito mas a maneira que se encara uma realidade cada um tem a sua, sexo com gp ou outros caras pode ser tão nojentinho e perigoso também, se sentir usado é ridículo quem ta na chuva é pra se molhar que quer afeto em uma transa tem que querer namoro e não é dese jeito que acontece amor e paixão não chega com sexo em primeiro lugar

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  5. Nunca fiz com GP, e tb nunca marquei com gente do UOL (não frequento o bate-papo)... Mas tenho meu fake no orkut e msn, e servem pra isso: sexo sem compromisso... Algumas vezes senti culpa por fazer isso, mas logo passa, rs* Do ponto de vista prático e físico, N.B, não tem diferença entre um e outro, muito "talvezmente" os motivos que vc levantou (quantidade de parceiro, dinheiro na jogada)... Problema é nossa cabeça msm, criada para padrões! ^.^

    P.S. Volte pro msn, pra conversarmos, homi!!!

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  6. Olha... ontem estava vendo uma reportagem do Profissão Reporter sobre garotos de programa no youtube e achei demais. Se puderem vejam lá.

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  7. saindo um pouco fora do contexto mas sem sair do assunto, meu sonho de consumo é me travesti de mulher com um shorte bem curto e me prostituir . Não quero isso pra minha vida, não quero isso pra mim , só quero um unico dia, uma unica vez . Quero ver como reagem, como se sentem as mulheres de verdade quando os caras passam olhando pras pernas delas, 'quebrando' pescoço sabendo-se la oque eles estão imaginando mas sabendo que estao desejando muito pra olkhar tanto. acho que me travestindo e me prostituindo por um unico dia (ou melhor, noite) já da pra ter uma ideia de como é ser cobiçada e desejada :)

    PS: dxo aqui minha opinião .-.

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  8. arthur:
    há diversas formas de desejos ... e não somente o carnal .. talvez se você nao tem beleza, mostre as pessoas suas qualidades. há muitas que podem ser desejadas ...
    deu pra entender? XP

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  9. iniciei minha vida sexual com GP e por muito tempo me pareceu a melhor opção pra quem tá no armário. mas depois que fiquei com caras que realmente me desejavam e alguns gostavam de mim (amavam), vi que isso não passa de um forma de aliviar a tensão de uma pessoa carente. não tenho preconceito contra quem faz ou gosta dos GP, mas é certo que só isso não basta

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  10. Como assim? Qual a diferença entre pegar um cara no UOL e um garoto de programa? Não existe moralidade em nenhum dos casos citados no post, me desculpe-me, mas nunca saí com caras do UOL nem transei com qualquer cara sem antes conhecê-lo e profundamente. Sabe o que nos torna "mais nojentos" socialmente falando, é isso; a promiscuidade. Tanto que quando estou solteiro a primeira pergunta que faço para o "possível pretendente" é essa:
    -Você já transou com pessoas que você não conhecia?
    Mais uma vez peço desculpa se estiver sendo moralista, e realmente estou sendo, mas vejo isso como algo ruim da nossa condição.

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  11. Ai esse tempo... meu maior problema é a falta dele... Put'z, eu nunca tenho tempo pra nada. E minha gerente fala o seguinte: "falta de tempo é falta de método". Tento, eu juro que eu tento, mas naum ta adiantando muito.
    Parabéns pelo Blog!
    Posso falar com vc no msn: fabricioaugusto1@hotmail.com

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  12. Bom, vou começar com um trocadilho, juntando as duas bolas que você levantou no texto. Conheço pessoas que consideram que encarar um GP é uma forma de administrar melhor o tempo, não ter que perder tempo na caça. Não é o meu caso, adianto logo. Que nem caço mais, e muito menos recorro a GPs. Enfim, cada um é cada um.

    Eu não curto, mas já fiquei duas vezes com GP.

    Na primeira vez que fui a uma sauna, em SP, fui assediado desesperadamente por um GP, tipo italianão de olhos azuis, saradíssimo, lindo, gostoso, e insistiu tanto que eu, tímido, constrangido, acabei pagando. Fiquei tão acanhado que acabei não curtindo a situação. Só ele foi até o fim. Pra mim, não teve mesmo a menor graça.

    Hoje, acho que ia aproveitar e curtir o momento. E por quê hoje seria diferente? Porque pra mim ficou claro, naquele dia como hoje, que ele estava a fim, e juntou o útil ao agradável. Eu, preso à ideia de que ele tava comigo só pela grana, não me entreguei ao momento. E pra mim, hoje como sempre, embora então não tão conscientemente, a coisa mais importante, a condição primeira pra eu ficar com alguém, é sentir que o cara me deseja (e assim, me respeite durante). Sem isso, não rola.

    Não curto, me confesso meio moralista, mas não condeno ninguém, nem os GP, que afinal não estão roubando ninguém. Talvez apenas se valham da vulnerabilidade, da carência alheia. O pior numa relação assim, acho, é a ausência de atração e respeito, que imagino muito comum e frequente. Aliás, num fast sex também, então...

    A segunda vez rolou com um outro que vivia me abordando, e eu sempre dizendo que não pagava pra ficar com ninguém, que me desculpasse, e ele sempre dizendo que queria ficar comigo sem cobrar, porque estava a fim. Claro que eu não era tão tonto de acreditar. Sabia que se eu fosse, ao final ele ia acabar com aquela choramingação de mendigo implorando esmola e eu, pra me livrar, ia acabar pagando. Por isso não fui.

    Um belo dia, ainda nos tempos de caçaUol, teclei com um carinha e combinamos um encontro, na casa dele, na hora do almoço. Saí do trabalho e lá fui eu. Chegando lá, quem era? O próprio que vivia insistindo comigo na sauna. Ele estava esperando na calçada, em frente ao edifício onde morava. Rimos, e falei: Pô, to indo nessa, porque vc sabe que eu não pago. Ele insistiu. Fomos, foi ótimo, e ao final ele sorriu e perguntou: agora vai acreditar que eu queria ficar com vc e não era por dinheiro?

    Uma outra vez encontrei esse mesmo cara, na sauna de novo, onde ele trabalhava. Ele chegou, insistiu, perguntou se eu estava a fim e adiantou que era sem grana. Fomos, foi bom, não tão bom quanto na casa dele, acho que o ambiente não era assim tão aconchegante. Ao final, ele só me pediu que se algum colega dele ali perguntasse, eu dissesse que tinha pago, pra não dizer que ele tinha feito de graça, pra não queimar o filme dele. Acho que muitos deles têm uma espécie de "código" que os impede de assumir que fazem porque gostam, não apenas pela grana.

    Enfim, contei muita história, pegando carona no texto aqui, porque não chega a merecer um post, e nem seria tão legal quando este que estamos comentando.

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  13. Sou contra todos os tipos de sexo fora de um relacionamento, se deem valor, credo é a mesma coisa que eu por uma camisa escrito "falta de sexo" e por meu numero.
    "merecedor de amor não é aquele que pega ou da pra todo mundo, e sim aquele que consegue fazer sempre com o mesmo..."
    Outra coisa, estou literalmente no armário, nunca frequentei esses lugares, e creio eu que não vou frequentar, pois isso me da nojo só de pensar que vou virar a tipica "linguiça de boteco" todo mundo passa farinha e come ¬¬

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  14. Administrar bem o tempo é uma arte que poucos dominam. Sempre fui apenas um mero "aprendiz" (sou moderadamente organizado), mas admiro muito pessoas que gerenciam melhor o tempo do que eu.

    É engraçado, mas eu também compartilho dessa visão de "aversão" pelos GPs. Deve ser porque viver disso traz aquela ideia de que inúmeras pessoas já pagaram pelo serviço. O que nem sempre é verdade, claro. Acho muito difícil que eu algum dia pagasse alguém para obter sexo, já não até mesmo a "fast-foda" do Uol já não me agrada muito.

    Por outro lado, lembro de ter lido um texto falando que muita gente que entra nesse meio acaba desenvolvendo depressão e consumindo drogas. Se não me engano, isso acontece justamente por essa sensação de desprezo que sentem da sociedade.

    Triste como parece que em todo lugar existem diversas histórias infelizes só esperando para serem contadas.

    Abraços.

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