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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Abuso

    Uma das muitas coisas que ouço por aí para tentar explicar a diversidade da sexualidade, ainda tão pouco compreendida, é a de que gays foram vítimas de algum tipo de abuso sexual na infância.
    Gostaria de abrir uma nova enquete sobre esse assunto e, para isso, debati entre duas proposições: perguntar diretamente se os leitores que se identificam como gays foram abusados na infância ou apenas perguntar a opinião sobre o assunto. 
    Acabei optando pela segunda. A primeira poderia ser muito imprecisa, mas não que a segunda não seja. Alguns votantes poderiam considerar, por exemplo, a fase fálica definida por Freud como abuso. Isso são aquelas brincadeiras sexuais inocentes (ou não) que crianças fazem com os amiguinhos, primos, etc etc, e que violam os tabus sociais dos genitais, em favor da curiosidade. Eu inclusive já cheguei a creditar o meu "distúrbio sexual" a isso, antes de tomar conhecimento de que se tratava de uma fase natural do desenvolvimento psicossexual. Todos passam por isso. Ou, pelo menos deveriam passar, de acordo com Sigmund Freud. 
    Mas eu deixo pra falar sobre Freud e abuso/sexualidade depois =) 
    Um bom fds!
E um abraço a todos.
N.B.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tempo, tempo mano velho...

    Hoje em aula o professor comentou sobre a baixa média de notas da sala. Ele criticou como a minha geração é extremamente imediatista, acostumada com cliques e resultados instantâneos e que temos a tendência de trazer isso para tudo que fazemos. Ele quis dizer que cobrimos grandes volumes de conhecimento alguns dias antes da prova e que temos uma tremenda mania de falar que não temos tempos para nada.
    De acordo com ele, todos tem tempo suficiente para aprender aos poucos, poder refletir e amadurecer o conhecimento, como ele fazia na época dele, e que não existe tempo curto, apenas tempo mal administrado.
    E eu não sou diferente. O meu é extremamente mal administrado, eu confesso, e vivo dizendo que não tenho tempo pra nada. Mas eu divago sobre o espírito do final de semestre.

Garoto de programa
    E para não ficar só divagando, um leitor havia questionado sobre minha opinião e/ou experiências com garotos de programa. Apesar de não ter tido nenhuma experiência do tipo, achei que o assunto valia um texto. 
    Independente de estarmos falando daqueles anúncios de boquete por 5 reais no centro de BH ou de michês de luxo, acho meio... 'nojentinho'. Como diz o ditado, meu corpo é um templo, e a ideia de trocar fluidos corporais com um estranho não me agrada. 
    Coloco a minha posição como conservadora com relação a isso mas não que eu seja contra e nem que descarto a possibilidade. Sabe-se lá o dia de amanhã. 
    Pego numa contradição, alguém pode argumentar que a única diferença entre garotos de programa e os estranhos do UOL com quem troquei fluidos corporais é o dinheiro envolvido. Além disso, tratando sexo como uma mercadoria, ao pagar pelo serviço espera-se um alívio mais intenso quando comparado com os estranhos não profissionais do UOL, além de existir a possibilidade de um estranho do UOL ter feito sexo com mais pessoas diferentes do que o michê. Isso tornaria o michê uma alternativa melhor do que o UOL.
     
    Então, porque eu não vejo o mesmo nojinho nos caras do UOL?
      Talvez por preconceito. Talvez porque na minha moralidade, a prostituição está num lugar mais alto no ranking de coisas nojentinhas. Talvez esse ranking seja geral, talvez não. Moralidade é pessoal e circunstancial e, muitas das vezes, ela também é hipócrita, como nesse meu caso. Ou ainda eu sou um desses preconceituosos sem motivo a quem tanto critico.
    Mas e quanto aos leitores, o que dizer sobre garotos de programa? É pior, melhor ou igual aos fast foda do UOL, ou banheirão? Ou se consideram a ideia de contratar um GP em caso de urgência?
Um abç.
N.B.

sábado, 12 de novembro de 2011

Notas rápidas 7

Dica de relacionamento
    Mesmo que os meus sejam uma tragédia, uma coisinha me ajudou e vale compartilhar.
    Mude o foco. Se você estiver procurando um relacionamento de longo prazo com as ferramentas que o armário te garante, como o fast foda Uol, uma forma mais eficiente de achar um companheiro é não ter medo de fazer amigos que saibam das suas preferências sexuais.
    Assim como seus amigos 'héteros' tradicionais tentam te arrumar com meninas aleatórias, amigos que saibam das suas preferências também não te deixarão ficar sozinho.
    Amigos funcionam como um catalisador de relacionamentos e ajudam na organização de ideias. Poder discutir sobre temas delicados sem a filtragem das suas verdadeiras ideias ajuda a se conhecer melhor, além de ajudar na aceitação e compreensão melhor da sexualidade.


Capitalismo
    Para não perder o costume de divagar, acho que ainda não mencionei o capitalismo como uma das possíveis causas do preconceito contra homossexuais. Nós temos o capitalismo intrínseco no pensamento e temos a tendência de valorizar tudo o que é produtivo, concreto e eficiente, em detrimento do abstrato. 
    Sentimentos, artes, socialistas, profissionais da área de humanas e gays são algumas das coisas ou grupos considerados improdutivos e indesejáveis. Olhando de novo, esses grupos também estão relacionados com a ideia de homem não masculino (exceto, talvez, pelo socialista).
    O que aprendemos desde quando ainda nem temos ideia do mundo é que devemos crescer, ser o melhor em tudo que fizermos, arranjar uma linda namorada, casar, ter filhos, comprar um carro, uma grande casa e envelhecer. 

    Nesse contexto, o que se desvia do curso certamente esta fazendo algo de errado. Numa análise feita bem superficialmente, vista do lado de pessoas desinformadas sobre nós, a ideia que prevalece é de que não queremos ter filhos (por motivos pessoais ou legais), não temos a intenção de casar e, em casos como esporte, gays não se destacam, o que justifica. Portanto, o desvio do curso tradicional capitalista pode ser outra opção para tentar explicar o preconceito, além do ancestral religioso que eu sempre cutuco.
    Por outro lado, numa segunda análise mais cuidadosa e inserida na nossa visão, somos monstros capitalistas. Muito da nossa renda é investida em nós mesmos, senão a totalidade. E já que não temos filhos, temos condições de acesso a produtos de luxo e satisfazer melhor as nossas obsessões consumistas. Também, alguns casais gays tem tanta, ou até maior intenção de ter filhos quanto casais héteros, mas esbarram na legislação e medo do preconceito que a criança sofrerá. 
    Infelizmente não é assim que as  pessoas pensam quando veem nossos representantes no Casos de Família, do SBT...

Boas noticias
    Uma pesquisa de 2009 feita com diversos grupos de idade nos Estados Unidos confirmou uma tendência. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é explicitamente suportado cada vez mais entre jovens. Não surpreendentemente, os estados que são menos a favor do casamento são os estados caipiras do sul e Utah, sede da igreja dos mórmons.
    Não tenho conhecimento de uma pesquisa similar feita no Brasil, mas não deve ser muito diferente por um simples motivo: os Estados Unidos são um dos países mais conservadores entre os desenvolvidos, senão o mais conservador.
    Pela ordem da reposição populacional, aqueles grupos majoritariamente contra são diluídos a cada dia por uma nova geração mais tolerante e mais informada. Todos nós viveremos o dia em que a relevância desse assunto será lembrada como um passado distante e vergonhoso na longa lista de estupidezas humanas, e em que o mapa abaixo estará todo colorido de azul.

Situação das leis sobre homossexuais no mundo, 2011 - Clique para ampliar - Wikipedia/heraldsun.com.au

terça-feira, 1 de novembro de 2011

futebol


    Não sou um desses torcedores, muito espertos eles, que chamam o uniforme de manto sagrado e dizem que morreriam pelo time. Isso simplesmente não entra na minha cabeça. Eu tenho um time, mas torcer não me agrega nada além da possibilidade de um ataque cardíaco ou derrame. Muitas cenas de filmes de ação se passaram pela minha cabeça quando me encontrei num ônibus tomado por uma torcida organizada há uns dois anos em BH. Mas eu divago...

    Em Minas, temos dois times de relevância: Atlético e Cruzeiro. 
    Me desculpe, América, mas não podemos viver de passado =)
    Eu sinto que as ofensas que torcedores dos times proferem contra os rivais estão ficando cada vez mais desrespeitosas e, ultimamente, essas ofensas ganharam conotação feminina, mesmo que sejam insinuações sobre a sexualidade dos rivais.
    Os cruzeirenses chamam os atleticanos de frangas, galinhas, gaylo, etc etc. Os atleticanos rebatem com 'as marias' quando se referem aos cruzeirenses, e 'crugayro'.

    Eu pude presenciar algumas amigas (ou contatos) no Facebook protagonizarem um dos momentos mais irônicos da minha semana. Elas, atleticanas ou cruzeirenses empenhadas na defesa da honra do time, postaram 'chupa frangas' ou 'chupa marias' e derivados.

    Quando ofendemos, dizemos coisas que nem sempre concordamos para que a pessoa se sinta mal, usando vocabulário deletério e todas as ferramentas que temos para cumprir o objetivo. O problema é que as referidas amigas quiseram ofender os rivais comparando-os à mulheres, o que, intrínseco na ofensa, é um ser medíocre, fraco e passível de desprezo.
    Mal sabem elas que quando ofenderam os rivais, ofenderam também todas as mulheres do mundo. Ou que quando se pronunciam a favor de direitos iguais, fim do abuso pelos homens e lutam por respeito, elas fazem exatamente o contrário ao usar o feminino como algo depreciativo.
    E mal sabem elas que são mais machistas que muitos homens... 
    Olé!
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