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terça-feira, 31 de maio de 2011

Inspiração

    Tenho me sentido no meio de uma guerra nos últimos dias.
    Fica a impressão de que a cartilha anti-homofobia serviu apenas como um gatilho para que muitas pessoas deem vazão as suas palavras cheias de ódios contra homossexuais. Infelizmente, também vejo algumas pessoas batendo palmas a esses discursos cheios de contradições.  Ainda não tenho opinião formada sobre a cartilha por que não a conheço muito bem. Bem, eu sei que ela existe. Ou poderia existir... Enfim!
    Achei meu lado masoquista ao sair pela web procurando por vídeos e blogs desse tipo. Apesar de ficar extremamente irritado e preocupado, eu não paro. Já diz o ditado, 'conheça bem o inimigo'. rsrs 
     Até achei a cura para a homossexualidade num desses sites.
    Mas nem tudo está perdido. Por vez ou outra eu também acho material confortante. Um leitor me enviou um vídeo que acho que pode substituir qualquer cartilha. Casais gays, juntos há 5, 11 anos? Pensei que fosse lenda urbana ;) 
    Um dos melhores vídeos produzidos com essa temática. Acho que conta muito do que sentimos. Pelo menos de mim ;)
    Abçs, e boa semana.

domingo, 29 de maio de 2011

Divagando

    Numa conversa com um leitor pelo msn surgiu o seguinte assunto: se houvesse um tratamento para mudar a orientação sexual das pessoas, como reagiríamos? Enquanto filosofo sobre Deus, religiões, igrejas e gays, vou divagar um pouco e acho esse assunto interessante para divagarmos. Agradeço aos leitores que comentaram no post anterior =) Parece que a maioria acredita em Deus. Também criei uma enquete - à direita - para ter uma idéia melhor dessa distribuição. Enfim!
    A primeira vista, a maioria dos rapazes do armário está insatisfeita com a própria condição. O termo trancado no armário expressa exatamente a angústia de estar num ambiente sufocante, escuro e sozinho com os próprios pensamentos e desejos. Então, um tratamento aliviaria tudo isso.
    Esse era meu pensamento até um certo tempo atrás. Insatisfeito com a minha condição, eu faria esse tratamento hipotético, exatamente para evitar a fadiga, sem pensar duas vezes. Seria como escolher ter uma vida mais fácil, tradicional, não ter que enfrentar o ódio da sociedade, discussões intermináveis com os mais primitivos homofóbicos, piadas, etc etc. Hoje não mudaria mais.
    Como havia mencionado antes, tenho ficado mais confortável com a minha condição. O mundo parece um lugar melhor quando está-se bem consigo mesmo. Hoje sei que muito do que eu sou é devido ao fato de eu ser gay. Posso afirmar que eu sou a melhor pessoa que eu poderia ser, e isso pode ou não ser devido a minha orientação. Por isso eu não arriscaria ser uma pessoa diferente do que eu sou hoje. Além do mais, por ser gay, posso apreciar as belas imagens de fotografia artística masculina ;)
    Se julguei boites gay antes de conhecê-las, reconheço meu erro. Expressei minha curiosidade em conhecê-las em posts anteriores e finalmente conheci uma ontem. Bem, ela não se rotula como 'gay' mas sim 'alternativa'. Mesmo assim, foi uma surpresa muito boa. Pessoas bonitas, música excelente e ainda poder dançar Lady Gaga sem ser julgado é a melhor mistura possível ;)
     Voltando ao assunto, e quanto aos leitores? Tomariam o caminho mais fácil e fariam esse tratamento hipotético?
    Tenham um bom final de semana!

domingo, 22 de maio de 2011

Apocalypse, por favor


    Ando curioso para saber como anda essa relação dos leitores com o abstrato. Digam-me se vocês acreditam em Deus, se seguem alguma religião e, por seguir ou não, se isso torna mais fácil a convivência consigo mesmo como gay. Ou a religião não interfere?

    Depois da votação do supremo sobre a união gay, acompanhei alguns canais de TV religiosos promovendo exaustivamente a definição de casamento 'ser entre homem e mulher', etc. Uma das propagandas que eu vi fazia a montagem de uma soma com os seguintes termos: homem + mulher + amor = família. 

    A princípio eu ri da ingenuidade e vagueza. Como se as famílias em que a mulher ou o homem não está mais presente fugissem da definição. Eu realmente gosto de assistir alguns canais religiosos. Mas os motivos não são agora relevantes. Divago.

     Será importante separar a religião - espiritual e pessoal - da instituição. Líderes das instituições, que tem suas opiniões e palavras ecoadas por vasto público, ao invés de promoverem a aceitação e o amor entre os homens, fazem exatamente o contrário. Nós, que nascemos como somos, não por escolha, mas por ocasião do destino ou pela 'vontade de deus', ainda temos que lutar contra o ódio disseminado por pessoas que se dizem mediadores do divino e o mundano. 
    Será um tópico quente ;) Opiniões por favor?
    Bom final de semana pessoal. ;)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

McBanheirão

        Eu me lembro de uma vez que fui ao McDonald's, o da praça Sete. Na minha inocência, por volta dos 20 anos, fui ao banheiro e no mictório ao lado do meu havia um rapaz, bastante excitado, masturbando-se. Achei aquilo extremamente nojento mas não havia percebido do que se tratava. Cheguei a pensar que ele não conseguiu esperar até chegar em casa e por isso estava naquela situação. 
    Algumas semanas depois, passando um tempinho nas comunidades do orkut, percebi que existia algo do tipo 'pegação nos banheiros'. Liguei os pontos e percebi o que aquele homem estava querendo no banheiro. As vezes acho que sou muito lerdo para ser gay... Divago.
    Isso aconteceu outra vez, num banheiro do BH Shopping. E hoje: acabei de voltar do centro. Almoçei no McDonald's da Rio de Janeiro e após o lanche fui ao banheiro. Haviam dois mictórios e um estava ocupado, então me dirigi ao outro. Durante meu tempo aliviando, percebi que o rapaz do lado estava quieto demais, segurando o menininho dele enquanto eu não ouvia nada vindo do seu mictório. Termino e lavo as mãos. Ele me encara e eu saio. Ele talvez continuou lá dentro a esperar por alguma outra vítima, mas não sei dizer como eu não olhei para trás para ver se ele tinha saído também. Fui logo embora.
    Eu fico dividido entre o tesão e o inconveniente. Sei que ter um homem com seus genitais expostos bem do seu lado pode ser uma idéia bastante excitante, mas isso depende muito do homem. Porém as chances são baixíssimas de existir algum rapaz que faça isso e que seja ao mesmo tempo bonito e interessante. Quem responde a esses requisitos não precisa fazer isso. Mas como pegação é coisa de momento e passa por cima de muitos dos conceitos e preconceitos pessoais, qualquer um pode ser pego fazendo isso. Por isso me abstenho de dizer que nunca faria isso.
    A parte inconveniente é a negligência com o histórico dos parceiros em potencial que entram no banheiro. Vai-se lá saber com quantas pessoas esse rapaz já ficou, se ele se cuidou ou se está livre de doenças bastante nojentinhas. Além do mais, ficar esperando no banheiro com o pinto de fora se masturbando é extremamente ofensivo para algumas pessoas, e também podem entrar crianças. Acho esse o lado mais perverso dessa prática. Eu ficaria bastante incomodado se meu filho presenciasse uma cena dessas.
    Tudo pode ser arranjado com a hora e o lugar conveniente. Para isso existem os lugares +18, boites e etc, oras. Só falta um pouco mais de sensibilidade para essas pessoas que vão ao McDonald's -entre outros- com a intenção exclusiva de fazer uma McPegação.

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